Blog de um músico e poeta português onde este vai escrevendo e reunindo escritos poéticos.Tal como as músicas são compostos de forma única a partir do mais sublime reflexo, em retoque, do seu sentimento e poesia. Alguns poemas já pertencentes a livros, outros ainda "frescos" e originais no website...
quarta-feira, 8 de janeiro de 2020
E De Tempo a Tempo, Estamos Todos Perdidos
sexta-feira, 3 de janeiro de 2020
A Minha Querida Amiga, A Anhedonia
Para o resto dos dias que não chegam, para a chuva inacabada,
É esta a menina das grinaldas de luz que repousa entre prados,
No instante infinitésimo perdido no infinito de um respirar,
Onde eu perco, eu encontro, eu espero, onde procuro os fados,
Que são pertença somente do aqui e agora, num lesto ansiar,
Gritando por uma resposta, por cá nós os eternamente escondidos,
Por baixo de roupas usadas e cobertores rasgados, a doce ironia,
Dificilmente recordo o meu nome nesta eterna e terna brandura,
Estas algemas estão apertadas, filtra-se o lago, oh querida anhedonia!
segunda-feira, 30 de dezembro de 2019
Este É O Momento
domingo, 22 de dezembro de 2019
Hemorragia
La La La La
Penso que a ela e a mim fomos sim encontrados
Neste lento passar da noite onde tenha lá sido todo o desejo,
segunda-feira, 16 de dezembro de 2019
A Dor do Terminar em Segundo
segunda-feira, 9 de dezembro de 2019
4 e 43 da Manhã - Empregada de Balcão
O tempo para lá deste momento, a sua cor, o seu estado,
O pouco que não foi, o muito no receber de uma mão,
E a espera pela procura do que puder preencher o coração,
E os cobertores daquilo que deixei de ser caminho,
A parte do trilho, a parte do pai, a parte do filho,
Largaste amor nas ruelas, vielas, na tua ausência,
Esqueceste o beijo iterado que era a próxima essência,
Abres garrafas pois perdeste a sede, o toque consagrado,
Atendendo a parte que foste e não pediste para ser, o tocado,
Entretanto esqueceste as beatas, os bêbedos, o ser partida,
Até te esqueceste do instante que era para lá, que era ida,
O fluxo natural, o passo dado através desta bizarria,
Se és essa metade, eu sou o sorriso, eu sou a melancolia.
sábado, 7 de dezembro de 2019
Acorda Amigo, Não Morras Antes de Viver
sábado, 30 de novembro de 2019
Aqui e Agora Encontrado
segunda-feira, 25 de novembro de 2019
Querida Deixa-me...
Sim, o álcool bebido afogará a mágoa do coração
E essa morte enfim permitir-me-à matar a saudade,
Querida deixa-me sarar, querida concede-me a mão,
A manhã não terá amanhã e cada uma das horas malditas
Serei eu na quantidade destes comprimidos engolidos,
A viver com um alfabeto de palavras para sempre inauditas,
Querida deixa-me entrar, querida somos os ímpetos preteridos,
Parece-me tão difícil dormir quando as ovelhas são este nevoeiro,
Que adensa, que é este asfixiar e eu sem conseguir resfolegar,
Querida deixa-me respirar, querida não me atires para o bueiro,
Não funcionamos, é difícil ficar se cada memória é um lacrimejar,
Pois sei que este peito para os seus lábios é somente mais um cinzeiro,
Querida deixa-me ficar, querida deixa-me ir, doce querida deixa-me amar!!!
Aurora Queria
Para tudo o que vem, passa e vai, eu sou o agora,
Eu sou o acenar e a despedida, o último bocadinho,
O coração foi pois foi lugar, o único que pôde ocupar,
Aurora quero, é parte do latente do outrora imaginado.
sexta-feira, 22 de novembro de 2019
Eu Sou a Cidade Sem Sonho
Percorrido foi o tempo do passeio e veio a despedida,
Este é olhar do penar, é a enfermidade e é a sentença,
Por favor permite-me o retrair e o fechar-se da ferida,
Na mente ainda sombreado por passadas aventesmas,
Percorro e corro sendo apanhado pelas relembranças
Deste andar nu por ruas que para sempre serão as mesmas
Porém indo sendo diferentes nestas renovadas andanças,
Eu, cemitério para ti, para este amor ainda não sentido,
Sonhos, venham a mim, tragam-me o beijo eternizado,
Por um ou algum momento e para ainda o ver hoje partido,
És a sombra deste caminhar, a nuvem triste e tristonha,
Há noites que a tua cara é todo o meu dia, o único ansiado,
Mas… se esta cidade nunca dorme, será que alguém sonha?
sábado, 16 de novembro de 2019
Quando A Noite Persegue o Dia
O sorriso e a diversão pautada em sensualidade,
Aquele que num breve suspiro resumia uma vida,
Renegado ao silêncio do olhar contendo a verdade,
Feita e revestida de partículas de brilho, a pertença
É sentimento aflorado na pele, a eternidade do aqui,
Passageiro do palpitar do coração, marca a diferença,
Sou eu, é ela, o que é, o que foi e portanto será no ali,
Lá vai ela, lá vou eu, indefinidos como a sua definição,
Eu, dia eterno, ela, noite infinda rodeando este mundo,
Onde não basta ser para ter, onde é preciso ter coração,
Pois as pegadas dadas passam, sendo pelo ontem afastadas,
É a impermanência rainha, o único amor a este segundo,
A lágrima vertida no asfalto, as mãos separadas... (E eu... Nauseabundo).
quinta-feira, 31 de outubro de 2019
Rendição Não É Palavra
É simples, renovada vida jorrando ao segundo,
Ao a olharmos nos olhos, vemos, solta-se a mão,
No brilho entre o escuro, o lindo pa hira lá do imundo,
Sim, é súbito o fôlego sobre o berço de quem nascerá,
A verdade é inteira, rescendendo a sonho acordado,
Envolvendo a planície, seguidor e vigia onde haverá
A procura por lugar no eu, o tal suspiro aligeirado,
O círculo interminável e inevitável jamais terá um fim,
Mantendo luz por perto, mesmo no regaço da morte,
Há foco, há prefácio para o inefável e só assim
quarta-feira, 23 de outubro de 2019
Deixem a Caixa (Por Favor) Deixem-se Amar
Estes corpos enviados esperando pelo passado,
Trilhando adiante mas caindo na mesma emboscada
Auto-imposta, auto-infligida, pesando os bocados,
Entre as persianas semi-cerradas destas paredes
Aprisionando os brilhos de um olhar sonhador,
Escritórios ou caixões não distinguem esta sede
Que é fulgor para quem é livre e partilha amor,
A distância entre margens é o passo aqui vadeado,
Entretanto, entre o tanto, curemos a alada viagem,
É dia de despertar enquanto ela alcança o ansiado,
Essa é a estrela que alguns deixaram de ver e olhar,
Esta é a noite em que vivo desde que esta miragem
Descurou a vinda do sol, vem a nós, deixem-nos amar.
terça-feira, 22 de outubro de 2019
(No Escuro) Apenas Procurando a Mais Bela Cantiga
A voz envolvida por trapos de silêncio humedecidos,
Perante o fim era caminho face ao destino indiferente
Pois os homens erram até à morte, por vezes indefinidos,
Os passageiros eram marés passadas e mãos enrugadas,
Este frio trajado por lençóis novos por ontem rasgados,
E eu, Cupido apontando para as ampulhetas quebradas,
Aquelas esquecidas pelo vento em ausência de legados,
A bússola ficando turva perante o rosto deste espelho,
Alheado pela cilada da pureza dos oceanos erguidos
Por uma semente estelar tornada em pó, num velho
Que se esconde num silêncio inaudito, a eterna intriga
Era respiradoiro para céus abertos e de sóis vestidos,
A procura por um lugar em mim, a mais bela cantiga.
sexta-feira, 11 de outubro de 2019
Somos Anjos Com Saudades Do Lar
A alma solitária, o corpo quebrado falando o ontem,
Chacais esfomeados, abutres beijados e seus amores
Seriam o esquecimento de um silêncio de outrem,
Há a flâmula que é o caminho para quem a não vê,
São esses braços abertos, envolvidos na noite clara,
De quando tudo que é, simplesmente é, então sê!
O corpo acordado, sonhado para além deste horizonte,
Sendo eu a negritude, a bruma, o passageiro adiado,
A sombra da parte que é metade, o toque aqui retratado,
Pois a sede é de tanto: o estro poético de anseio da fonte.
quinta-feira, 10 de outubro de 2019
Albergando no Centro do Peito os Estrangeiros
Para o sonhador esquivo e o trovador radiante,
Pois desse perene brilho não há quem se enfarte
Rumo à chegada para além do horizonte distante,
Pergunto se para o lugar que ocupo sou suficiente,
Pois procuro pousio após o voo alifero sem retorno,
Esta é a eterna batalha entre o incrédulo e o descrente
O não distinguir a pena da pluma, é imenso o transtorno,
Pois sonho sem adormecer e vejo de olhos fechados,
Projectando a luz do sol no peito num olhar reflectido
Pelo cerúleo, são esses os amantes outrora separados
Indo por eras e épocas, segundos em mim passageiros,
Porém em aqui que sou encontrado apesar de perdido,
Que no peito consigo albergar os a si próprios estrangeiros
sexta-feira, 4 de outubro de 2019
Codeas de Pão, Vida Adiada
Pois com a beata da beira do cinzeiro sou casado,
Boneca de porcelana às mãos do vento deixado,
Por um fantasma matutino és vestido para ele voltado,
E eu, na margem largado, os vestígios da noite rescindida
Pois procuramos mais luz que aquilo ainda não repintado,
As fissuras das tuas mãos, ruas para o meu viver,
Percebe, neste mundo só pretendo ser o vosso alguém,
As côdeas de pão são o toque jamais tocado no ser,
E eu, cansado do hoje adiado, do esquecer do beijar.
domingo, 22 de setembro de 2019
Sois Vós Os Anjos?
Sois vós os anjos que nos levarão para casa?
Sois vós os anjos que nos levarão para casa?
Sois vós os anjos que nos levarão para casa?
Sois vós os anjos que nos levarão para casa?
Sois vós os anjos que nos levarão para casa?...
Sois vós os anjos que nos levarão para casa.. ?
Sois vós os anjos que nos levarão para casa??...
Sois vós os anjos que nos levarão para casa?
Sois vós os anjos que nos levarão para casa?
Sois vós os anjos que nos levarão para casa?!?!
Sois vós os anjos que nos levarão para casa?!?!?!
Sois vós os anjos que nos levarão para casa?
Sois vós os anjos que nos levarão para casa?
Sois vós os anjos que nos levarão para casa?
quinta-feira, 12 de setembro de 2019
Confesso, O Meu Amor É O Eterno
O abraço, o regaço, o espaço para o meu sonhar,
O abrir do bocadinho maior que eu, o fechar da pestana,
O último instante, a verdadeira partilha deste beijar,
As sombras que seguem a metade do homem partida,
Não percebeis que desta vida só a pretendo ter abraçada
Num instante que se propague por toda uma vida,
A contenda dos semi-deuses a mim precedentes,
É por dois que vivo e morro, o escapar do citadino,
Beija-me e perpétua-te em mim num sonho coralino,
O infinito é lar para os segundos passageiros, a afluente.
domingo, 8 de setembro de 2019
Poema Pertencente Aos Poetas Que Me Precederam
Lato o fim do mundo num coração despedaçado,
Sem luz, sem espaço, sem tempo ou calma,
Perdido entre aqui e o após, o infindo malfadado,
A proximidade de mais luz, brilho e eternidade,
Pois na vista que levemente contorna o enfadonho
Somente procurando um pouco mais de verdade,
E na minha alma está o único beijo que consigo ser,
Esperando por dois num eterno e inteiro abraço,
Pois por vezes é a vertigem que encontra o espaço
Portanto ouçam esta voz que apenas quer dizer:
sexta-feira, 6 de setembro de 2019
Serei Caminho Enquanto For Pt. II
Amanhã vem mas permite-me o beijo ao instante,
O sorriso efémero vindo da eternidade adjacente,
Que brilhe sobre a bruma no infundido radiante
Pois assim faremos de deuses a comum gente,
Pretendo sentir os sentidos em êxtase fecundo,
A sedução passional do momento aqui vertida,
Eu sou o detalhe, sou o todo altivo e bem profundo,
Mesmo quando se perde a estrada ou esta não é sentida,
Por isso corro mais do que espero, sou o desejo,
O amor incondicional, só pretendendo eternidade
Pois quando há aceitação e partilha, há o divino beijo,
E para beijar apenas é preciso cerrar os olhos e ver,
Recobrar o fôlego e procurar o resto, a metade,
Pois o resto não essencial não é vida, não é viver.
quinta-feira, 5 de setembro de 2019
Serei Caminho Enquanto For
Os olhos cerrados beijados no rosto, a eterna magia,
Ousadia é pertença para estas mãos esticadas,
E esta partilha é estrela sozinha, a esbelta melodia,
Pois procuramos a singela voz, eterna e perfeita,
Porém só escutamos o sussurro sob a persiana
De quem é quem que fica longe do que foi a colheita,
Pois beijei-a sem amanhã, fui o melhor de mim
E sempre os verões a fugirem dentre os dedos,
Chorando nos seus braços abertos por fim,
Só assim serei sempre caminho até um dia morrer.
sexta-feira, 30 de agosto de 2019
O Coração é a Única Melodia Para O Caminho
São aprendizagem feita pelo instante, o momento
É aqui, não o deixes passar, só assim existe amor
E com partilhado pincel e tela pintamos com vera cor,
A única forma de manter a inocente esperança,
Por isso beijo o chão após por fim nele aterrar,
A distância entre todos nós assim há-de encurtar,
Da criança que lá fora brinca insciente ao mundo,
Sou ela em milhares de vozes que o tempo empresta,
Ouço-vos melhor do que vós vos ouvis a vós no fundo,
Porém sou só um instante: aquele que pulsa no coração.
quarta-feira, 21 de agosto de 2019
Ainda Há Lua Sobre o Orvalho
E eu bebi demasiado, gastei demasiado, de novo pobre,
Amor... por onde andas esta noite, qual é o espantalho
Que amedronta quando penso quem agora te encobre?
Por trilhos parecidos na memória imagens por ti assinadas,
O toque sob o cerúleo suplementado por vistas inocentes,
Hoje escondidas no meu bolso e pelo tempo esfarrapadas,
Na margem do rio as luzes do talude tal jóias em correntes,
Pergunto-me por onde caminharás e quem contigo irá de mão dada?
Colocou-te uma coroa de luzes no coração e te faz sentir amada?
Pois na algibeira não tenho moedas, e o dia começa enfim a clarear,
Eu espero que ele faça tudo pela tua felicidade e te saiba abraçar,
Pois eu bebi demasiado, gastei demasiado e dói-me o coração
Por um momento perdido no tempo, pois que a lua oiça esta oração...
terça-feira, 13 de agosto de 2019
Sonhos de Algodão em Sapatos de Chumbo
Arrombando a alma do pecador que os vê partir,
Enlevando-me mesmo quando perto da ribanceira,
É o veludo e o cetim que revestem este pesado sentir,
Assim iluminam o espírito, pulsa forte a viagem,
Olhos cor do mar, tantas flores traz no seu canto,
Mar adentro, bem rápido, o resto é nutrir a miragem
Sentindo o sol queimando este peito, insano!
E eu juro que quando não sou eu só quero ser nós,
E vem um velho tomando meu lugar ano após ano,
Sendo que só pretendemos por um sítio ser abraçados.
sexta-feira, 9 de agosto de 2019
A Vida é Percurso e Dimensão
Pela curva sôfrega da estrada, olhando para o querido,
As vozes de ontem subsistem e rumo ao então procurado,
Sou um pouco mais inteiro, mesmo quando subtraído,
A tentativa de ver cor onde só monocromático existe,
Pois assim chega a maior tempestade e a sua acalmia
E o concreto exige foco por ser demasiado banal,
Portanto retorno quimeras onde apenas vejo nevoeiro
É sim atenção ao percurso e às curvas da estrada,
Amigo, a vida é só a dimensão entre o tudo e o nada.
terça-feira, 30 de julho de 2019
Através da Noite
Para além do beijo perdido, o eu suprimido, aqui,
Eternidade num momento, o oposto da ausência,
Acordado e despertado, para além do ponto em si,
Que não chore quem hoje ainda corre pelo nocturno,
É absurdo correr quando a andar se chega lá também,
Quando regressarmos e nas mesmas ruas correr o diurno
Talvez do Sol, talvez da lua, desde que venha tudo a bem,
Ninguém quer estar sozinho, mas eu quero estar sozinho
E correr descalço por campos abertos, por verde pintados,
Mesmo que nos pés haja pedaços de vidros, este é o trilho,
Como é que rejuvenesço este jardim que destruí aos poucos?
Como é que regresso ao ponto de onde me parti aos bocados?
Este espaço é tempo de ir, tempo dos poetas, viandantes, loucos!
sábado, 27 de julho de 2019
Escuta, Daqui Deuses Erguem-se!
Seguindo o segundo e por ele no instante abdicado,
Sou o homem presente por ele próprio deixado,
E nesse bocado, há vida, há moção, há energia
Para revisitar o nunca visitado, como a mim queria
Permitir-me ser no infinitesimal, no trono emoldurado,
A eterna criação, desde o berço ao já sepultado,
Na mente que é sorriso e beijo para o infinito
E propaga a voz de Deus num silencioso grito,
Há espaço, há momentum e suspiro resoluto,
Ao homem que é seu, a cerúlea herança divina,
E a quem a si se esqueceu de procurar o meu luto,
Pois procuro de mão aberta, de coração cheio de amor,
Acredito que o sol pode espreitar a cada esquina
E que o mundo só é monocromático para quem não quer ver cor.