Entre colinas, montanhas e vales vagueei,
Entre o Inverno, tão frio, tracei meu destino;
De olhos semicerrados, quanto eu chorei,
Celebrando o trovão, no trilho clandestino,
Segui o meu caminho, desdito, bendito e maldito,
Com visões definhando, perecendo a cada passo;
Contemplai o fardo denominado fado, acredito
Que um dia serei a implosão da supernova, devasso!
Eu brilho, eu brilho! Em mim, brilho mais que o Cosmos!
A Criação é o sonho, e esta voz, seu profeta — ouvi a chama!
Alforge para a nebulosa e a estrela mais brilhante no microcosmos,
Caindo, enquanto as nossas mentes se voltavam do terrestre,
Alcançando o mundo dos sonhos, o berço da imaginação nesta trama,
Somos só sombras de nós próprios, antigos: o aprendiz e o mestre.
Blog de um músico e poeta português onde este vai escrevendo e reunindo escritos poéticos.Tal como as músicas são compostos de forma única a partir do mais sublime reflexo, em retoque, do seu sentimento e poesia. Alguns poemas já pertencentes a livros, outros ainda "frescos" e originais no website...
sexta-feira, 16 de outubro de 2026
A Implosão da Supernova
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