Regresso ao outono, o ciclo efémero e a sua espera;
É ausência do coração, um abraço tardio partilhado.
Vigília ao corpo presente: este será o fim de uma era?
Ouçam este silêncio; esta solidão é o rei não coroado,
Povoamos montanhas, planaltos e vales de cuidados,
Albergados na alma, esta aceitação do impermanente;
O toque projectado, ideais nos olhares então saudados,
Qualquer sítio menos aqui: o lugar, o estar impertinente
Traz conflito ao eterno, que se poda no simples instante;
É tão simples que parece complicado, mas esse é o estado,
A paisagem é espelho numa transcendência reconfortante,
E o céu move-se lateralmente, neste segundo - este bocado,
Tenho tempo e espaço para o ser, e assim reter o inobstante,
Será que, de e para cada passo, tenho eu em mim reciprocado?