quarta-feira, 4 de março de 2026

Um Pouco de Tudo, Um Pouco de Nada

Tento reter vida, tal água entre as mãos escorrendo,
De cabeça nas nuvens, resta-me ainda este lugar,
Onde as gaivotas pousam, o horizonte a indicar,
Traço ancora, vislumbro o Norte, vou cedendo

Ao vento frio que contrapõe o bater do coração,
Traz sorriso ao rosto enquanto for verdadeiro; 
É um ósculo a todo este céu, não tem definição,
Mesmo quando aos nossos olhos é trapaceiro,

Pois quem nunca teve um pulsar assim mentiroso?
Como um Paraíso em pausa de um instante buliçoso,
E deixámo-lo a arder, deixamos de andar de mão em mão,

É o ouro de tolos desta algibeira, e do sim vem o não, 
Por onde a consciência dorme; sou a sua asa perfumada,
Por céus e mares entre abutres com um pouco de tudo, um pouco de nada...

Sem comentários:

Enviar um comentário

Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.