O Outono cai, e regressam as vertigens no coração;
Esta dúvida, este desejo contido, é cinza e abismo,
Pois, mesmo erguendo-me, vem toda esta solidão,
Aluado, perdido entre o conflito e o seu lirismo,
A noite cai, e a aurora não vem; lá fora, o vento,
Estou cá de passagem, sou efémero no instante;
A memória no retorno, ciclo finito, rápido e lento,
Quando a despedida se atrasa, mas vem, não obstante,
A promessa está, e é de eternidade, seja no beijo tardio,
Seja no abraço hesitante: é chaga no peito do viandante;
E cai o silêncio, a lágrima, o desamparo no terreno baldio,
Os dois, somente sombras de um momento já esquecido,
Ruína na ferida aberta, ardor e saudade do solitário amante,
Que já nem quer mais saber, seja o saber diferente ou parecido.
Blog de um músico e poeta português onde este vai escrevendo e reunindo escritos poéticos.Tal como as músicas são compostos de forma única a partir do mais sublime reflexo, em retoque, do seu sentimento e poesia. Alguns poemas já pertencentes a livros, outros ainda "frescos" e originais no website...
terça-feira, 20 de janeiro de 2026
Vertigens do Efémero
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