quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Olhos na Linha do Horizonte

Trago nos braços pedaços de outrora beleza,
Porções cuidadas por um anseio quase sonhado,
Entre prados verdes e céus abertos, com certeza,
Onde estrelas são oferendas para o então aspirado,

As viagens passadas têm sido experiência no viandante,
Tanto as longas como as curtas vão-nos beijando o rosto;
Sorrisos à desfilada, venho e vou, tal onda e mar incessante,
Onde cada pegada apagada foi paga por mim por um imposto,

A troco das rugas que trago nos olhos, cicatrizes no olhar,
Lembranças de instantes errantes na mente, simplesmente,
Pois fomos indo e fomos por onde poucos ousaram caminhar,

E agora, prestes a parar, mantivemos no bolso a insana tempestade;
Essa é a verdade: não nascemos para a acalmia do oceano, em frente!
Seguindo a linha no horizonte, procurando pelo Inteiro onde só há metade.

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