E o porto de abrigo tem sido o meio da encruzilhada,
Bússola para o horizonte, itinerário para o peregrino,
Trilho e vereda para a cabeça do viajante na almofada,
Hóspede para o alforge estelar, da nebulosa o inquilino,
A reminiscência é de um longo beijo lançado em órbita,
A aurora-boreal torna-se lar para quem por si se procura,
Tornamo-nos amigos da impermanência, a estrela indúbita;
Vejo-as passar do alpendre, ombro a ombro com a loucura
Que é própria do poeta, entre o habitar e a sua própria partida,
Assim vem o refúgio, a guarida, alcova para o seu potencial,
Pois o firmamento já não é o suficiente, é a poeira revestida,
Pois este intervalo é só meu, do ontem para o tido como amanhã;
Entardecendo a alvorada, o instante é moeda de troca, o manancial,
Fonte e nascente, sou efémero neste agora; pois que venha a manhã.
Blog de um músico e poeta português onde este vai escrevendo e reunindo escritos poéticos.Tal como as músicas são compostos de forma única a partir do mais sublime reflexo, em retoque, do seu sentimento e poesia. Alguns poemas já pertencentes a livros, outros ainda "frescos" e originais no website...
quinta-feira, 9 de julho de 2026
O Porto no Meio da Encruzilhada
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