quinta-feira, 23 de julho de 2026

Quando as Estrelas Me Chamam Pelo Nome

Da nebulosa à supernova, a impermanência do caminho,
Somos a memória das estrelas, a geografia de um eterno,
É o tempo dos viandantes infundido no infindo pergaminho,
A una travessia perante um horizonte sem margens no caderno,

Entre a aurora e o crepúsculo estendo uma escada ao firmamento,
Dentro de um itinerário errante, esta é a herança dos sonhadores;
Quando as estrelas nos chamam pelo nome, do instante ao momento,
Não há galáxia a que não chame casa; sim, somos seus eternos amadores,

É o tempo dos peregrinos, párias, errantes, quais estrelas cadentes;
Obtemos redenção na partida, farol e lanterna para a noite caída,
Com a promessa de um lar cujas fundações são contradizentes,

Transporto o sol onde vejo a sombra, a bruma onde a luz ainda cega,
E, quando coloco a mão no peito... sinto saudades da que me foi subtraída;
O beijo do impermanente conhece este apelido, e a ânsia de mais sossega.

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