quarta-feira, 28 de outubro de 2026

O Aprendiz e a Supernova

O aprendiz e a supernova, fazem do cosmos mais brilhante,
Sim, é este o fado das estrelas, o alforge para a nebulosa,
Entre sombras do infinito, entre o fado e a criação, adiante!
O Universo em mim, dos deuses inferiores a queda silenciosa,

O viandante e a supernova: um mestre que ainda aprende,
Sim, de implosão em implosão, daqui até ao glorioso infinito,
Antes do cosmos, o Sonho, onde Deus, afinal, se ascende,
Mesmo que em fardo, por vezes, mas sempre num único grito,

Há uma contradição ao existir: era o Homem que sonhava ser plural,
Esta é a sombra daquilo que serei, o ofício de ser sempre humano,
Vejo-as no peso das coisas maiores, inteiras — pois é natural.

O abismo estelar chama-nos, porém sou peregrino das supernovas,
Esta é a última travessia para o eu, o mapa de um perdido, desumano,
São estas encruzilhadas que nos levam do berço à mais funda das covas.

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