Trago no olhar um Universo prestes a nascer,
Admito-o neste incisivo respirar, neste trilho,
Sou feito de partidas e das que consigo escolher,
Mero aprendiz do fragmento do Inteiro, seu filho,
Pois procuro o que me escasseia — a perfeição,
E, nas nuances, perco-me nesta humana condição,
Sou nem mais nem menos do que todo o caminho
Que percorro entre partidas e regressos, sozinho,
E, nos toques fugidios, esvoaço entre marés e portos,
Sou pássaro e pluma, mas também caçador e chumbo,
Para além de todos os vivos, sou também os mortos,
Por isso coxeio, por isso vou ao pé-coxinho, por mim vou,
Não obstante a poeira, há Universo para ver; me incumbo
De aceitar o que está prestes a vir, o que o poeta observou.
Blog de um músico e poeta português onde este vai escrevendo e reunindo escritos poéticos.Tal como as músicas são compostos de forma única a partir do mais sublime reflexo, em retoque, do seu sentimento e poesia. Alguns poemas já pertencentes a livros, outros ainda "frescos" e originais no website...
segunda-feira, 12 de outubro de 2026
O Universo Prestes a Nascer
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