Blog de um músico e poeta português onde este vai escrevendo e reunindo escritos poéticos.Tal como as músicas são compostos de forma única a partir do mais sublime reflexo, em retoque, do seu sentimento e poesia. Alguns poemas já pertencentes a livros, outros ainda "frescos" e originais no website...
sexta-feira, 2 de dezembro de 2022
Para Lá Dos Portões Há Sonho
terça-feira, 29 de novembro de 2022
Saudades De Quem Não Fui
E dos outros que não tive a oportunidade de por fim ser,
O potencial edifício com mais andares que no peito alui,
Por não ter sido erguido para além do horizonte do ver,
sexta-feira, 18 de novembro de 2022
Sou Todos Aqueles Que Permiti Me Tocar
Tal verdade contida de uma lágrima invertida,
Um carta enfim deixada ao mais doce cuidado,
De um amor incandescente, a maré tanto querida,
Não obstante do pai ou do filho, o Universal,
É sonho cá em baixo tornado, fôlego achado,
E nós de olhar embaciado definidos no real
Somos os suficiente para desculpar o obrigado,
Por altos momentos de asas soltas a volutear ,
Envoltas pela nostalgia do que está por vir,
Completadas pelo sol a cair e a se enxaguar,
Por aquilo que me há-de a mim, enfim, importar,
Com saudades daqueles que não fui, do elixir,
Por todos os simples detalhes que escolhi amar!
segunda-feira, 31 de outubro de 2022
A Beleza No Imperfeito
Procurando momentos semi-perfeitos aos bocados,
Chegou a altura, chegou o momento de tudo arriscar,
Pois há vezes em que é preciso mudar nossos fados,
O destino do homem inteiro tornado quase porção,
É a verdade inaudita, o caderno ainda por escrever,
Não busca assim o mistério do ser ou a sua resolução,
Somente instante melhor que antes, instante para ser,
Então refastela-se no sangue e lágrimas concedidas
Neste caminho onde se vêem as cores mais coloridas,
Que são necessárias para pincelar os montes e colinas,
Aquelas que vai ultrapassando e criando em sua ponte,
Há beleza no imperfeito, belezas infinitamente divinas.
sexta-feira, 28 de outubro de 2022
Entre o Sonho e o Real
A fragrância do cabedal de notas de suicídio,
Camas feitas e barbas desfeitas num sorriso,
A estrela da manhã e a sua queda o subsídio
De homens que foram esquecendo o que é ver,
As camisas passadas por trilhos desconhecidos,
Tipos de contos de fadas, será isto o que é viver?
Tentando apagar vestígios de sonhos coloridos,
Estranhando este respirar, esta procura incessante,
Apesar de tudo, pergunto-me "Quando aprenderei?"
Fechando os olhos e o ver num fôlego inebriante,
Aproximo-me do fim, deste uno momento final
Esperando a sua deixa deixada pois por fim sanei
No aprender a distinguir entre o sonho e o real.
quarta-feira, 19 de outubro de 2022
Vertem-se Aguarelas
sexta-feira, 14 de outubro de 2022
A Asa Latente
Sombras dançando noite dentro neste quarto,
Com sonhos lúcidos e por eles sendo inebriado
Neste uno fôlego nu e desnudado enquanto parto
Para outras planícies e margens, fragmentos
De mim vagueando entre os dias do outrora,
Ouvindo mil corações quebrar nos aposentos
Da solidão, da confusão, da contusão do agora,
Dedos esguios percorrendo o cabelo da noite,
E eu beijando-a entre mil vultos e semblantes
Então conhecia o o sonho e o seu terno açoite,
Perseguindo a aurora, construindo uma casa,
Um lugar para descansar os ossos como dantes,
Erguendo um bastião, latente ao coração e sua asa.
terça-feira, 11 de outubro de 2022
Aonde Estás?
O Poema Que Trago Entre Os Lábios
quinta-feira, 6 de outubro de 2022
Debaixo dos Lençóis
Procurando a luz da qual me vou escondendo,
Por lá vou deparando-me com mil e um anzóis,
Quase escapando do moto do "quase fui vivendo",
Esta é a viagem nunca feita, a verdade por existir,
A realidade inacabada, o real por mim esquivado
Pois se viver apenas no real acabo por me reflectir,
Do pedaço de um inteiro me tornando num bocado,
E pretendia encontrar-me onde por fim me escondo,
Num terrível meio termo que não é de todo viver,
É adiamento da alma, reunião com algo hediondo,
A vontade de não sorrir, a necessidade de não ser,
O escape por dentro de um quadrado redondo,
Para encontrar assim a chama do meu querer.
domingo, 2 de outubro de 2022
O Escape
Relutante e petulante, vou procurando o amar,
Parece que por vezes encontramos os fugitivos
Que um dia deixamos de querer encontrar,
Escasseia o que falta, um pouco mais de coração,
Então, um sorriso rasgado propelido pelo ar,
Pretendo que saibam que vai de mão em mão,
E que nunca o pretendi alguma vez abandonar,
E hei-de refutar quem o contrário me disser,
Sobre o voo na rosas entre diversos cantos,
Não obstante do que houver ou ainda vier,
Por isso vou pregando a minha vida tal poema,
Ressoando no eco do "eu o homem entre tantos",
E que a resposta não tem nem solução ou problema.
segunda-feira, 26 de setembro de 2022
Resquícios do Verão
sexta-feira, 16 de setembro de 2022
Entre Cubículos
domingo, 11 de setembro de 2022
Desbridado
Desejando sob estrelas cadentes, ecoando a eternidade
terça-feira, 6 de setembro de 2022
Um Poema Para Quem Ecoa As Constelações
quinta-feira, 25 de agosto de 2022
Pelo Oceano Tolhido
terça-feira, 23 de agosto de 2022
Para de Mim Ser Menos Distante
Despachai-vos e esperem, este é de loucos o barco,
Pois esta tentativa de sonhar é pé sobre folha de outono,
Sem outras estações, neste rosto encontrareis um charco,
Para além do horizonte, o caminho estreito torna-se casa,
Vivendo a Vida como se não houvesse algum amanhã,
Vamos beijando a abóbada celeste fluindo de asa em asa,
Assim alimentando uma esperança que é tudo menos vã,
Pintando segundos refractados por espelhos poeirentos,
Lembrando a criança de uma vida regressada, a estória,
domingo, 14 de agosto de 2022
Esquecendo a Eternidade
segunda-feira, 8 de agosto de 2022
Não Abstido de Amar
Uma lágrima no oceano para o ver a transbordar,
Hasteávamos a vela e deixávamos a costa querida
Pois não é possível para sempre no dia pernoitar,
A janela do vidro azul sabia também o nosso apelido,
Entretanto prostrado atrás por nunca ter cicatrizado,
De tantas vezes ser translúcida num olhar esquecido,
Chamava-lhe de irmã pois no fim nos ter encontrado,
E aqueles que nos fizeram esquecer esse cantarolar,
O murmúrio que ecoamos pela vizinhança do sonho,
Mais tarde ou mais cedo iremos por fim reencontrar
A verdade que é nossa e de um caminhar mais risonho,
Ao destino desvendado por um Deus não abstido de amar
E um Amar altivo iluminando o escuro e o medronho.
terça-feira, 26 de julho de 2022
A Contemplação do Poeta
quarta-feira, 20 de julho de 2022
Prisioneiro De Um Abraço e Beijo
sexta-feira, 15 de julho de 2022
O Pronome Para o Dia
Pintando paletes de outros dias e as suas despedidas
quarta-feira, 6 de julho de 2022
Canto
terça-feira, 5 de julho de 2022
Por Vezes os Outros Vêm a Mim
sexta-feira, 1 de julho de 2022
A Guerra das Flores
Sou o órfão de uma geração hoje e agora esquecida,
Dum passado nunca longe, cicatriz jamais perdida,
Procurando porto de abrigo para lá da tormenta,
Ao coração uma grinalda de espinhos o ornamenta,
Quem me levou o sorriso conheceu minha queda,
Por onde vou sozinho na clausura desta vereda,
Com imagens mentais de um momento eclipsado
Por si próprio, o sorriso que é só de um bocado,
Desconhecido sou, as razões vazias de potencial,
Amanhã talvez não consiga mais, que não usual,
Olhos completamente abertos sem conseguir ver,
É preciso oxigénio, possivelmente para viver,
E quando o sono chega, já nem sei como sonhar,
Restam estes lábios que em guerras souberam beijar.
quarta-feira, 29 de junho de 2022
Este Apelo
terça-feira, 28 de junho de 2022
As Horas Hediondas
Vou dormindo pensando quase estar despertado,
A ruga aflorada na pele, essa verdade escondida,
Não é perceptível do topo da montanha, acordado,
Acredito ainda ter por sonhar, mas vem a despedida,
A dor é real, a mágoa é pertença de batente coração,
Porque não? Porque não haveria de por fim o fazer?
Vou perdendo a quem dar realmente esta minha mão,
Cada vez se torna mais difícil de acreditar ou de ver,
Este cadáver esmorece com o vento e as suas ondas,
A vida pesa-lhe assim como lhe pesa o seu passar,
As horas vêm e vão tornando-se assim hediondas
Cerrando os olhos, permitindo por fim o anoitecer,
Até quando poderei dobrar este corpo antes de quebrar?
Até quando percorrerei este caminho sem nele fenecer?
sábado, 18 de junho de 2022
O Homem Tornado Deus
O sol no passadiço relembra as odes do passado,
Preciso de prados para poder enfim respirar,
Reflectindo o beijo dado no instante eclipsado,
O fundamental é ter espaço onde a cabeça pousar,
Que haja raízes, troncos e ramos bem erguidos
Para a abobada celeste ter em eterna celebração,
Por mapas azuis de Vida deixados e por eles vestidos,
Por vezes não são o suficiente para perceber o coração,
Ou sim, ou não, nada de meios termos, de incertezas,
Pretendo sorrisos e choros imensuráveis, o ilimitado
No rosto traz as rugas de uma criança e as suas belezas
Constam no cardápio de Atlas, para sempre o brilhante
Entre as palmas das mãos, num momento diz o ditado
Do homem tornado Deus ou num caminho semelhante.
segunda-feira, 13 de junho de 2022
Por Aqui Ou Por Lá
domingo, 5 de junho de 2022
Aos Caídos
Enquanto atiro ao ar esta velha roupa usada,
Nas curvas conturbadas desta estrada insana,
Por onde ninguém passa e a passagem é cessada,
Fios de papagaios largados, enfim conseguimos voar,
Se seguir os trilhos dos vagões a casa terei chegado?
Ignorando os passos dados e onde eles hão-de ecoar,
Suspira aquele que outrora caiu sozinho e postergado,
Aos esquecidos esperando perante os portões dos céus,
Por cada eons os caídos suplicando e rogando entrada
Acenando à redenção do paraíso, removendo os véus,
Suas asas de plumas arrancadas, removidas de intenção
Implorando santuário, o pecado ou bênção perpetrada,
Vamos ansiando o altivo mediante o bater do coração.