Enleados somos o composto deste prado,
Pincel também que rascunha nosso recreio,
Somente eu e vós, num hino idílico cantado,
Partilhando o toque do mesmo devaneio;
Por vós amada, das estrelas colhi um buquê,
Para um dia rever esse estelar semblante,
Em mim, sem razão, sem ideia de seu porquê,
Pois sois a quimera do amanhecer distante;
O cândido espreitando na periferia do espelho,
Com o único toque, com a eterna fragrância,
Perante essa ideia sob a boreal me ajoelho,
Tragando para mim das amadas a beleza,
Sorvendo de Ema a partilhada radiância,
E revendo meu olhar, nessa vossa lindeza.
Blog de um músico e poeta português onde este vai escrevendo e reunindo escritos poéticos.Tal como as músicas são compostos de forma única a partir do mais sublime reflexo, em retoque, do seu sentimento e poesia. Alguns poemas já pertencentes a livros, outros ainda "frescos" e originais no website...
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
O Palpitar: Do Um em sua Porção
E no ténue palpitar de um meio de coração,
A pertença na crença do alcance do Sonho,
Simples, a criança do Elísio em recordação,
Com luz e água torna-se o arco-íris risonho,
E esvoaçamos entre as mais formosas estrelas,
Com novas cores para repintar estes contos,
O passageiro atento por trilho de aguarelas,
Cada um, reflexo do Um em infindos pontos;
Irmãos, dentro destas pegadas há vento,
Preenchidas a passos pelo uno viandante,
Seguindo no próprio andar, o claro intento,
No trilho do caminho, pelo trilho da viagem,
Entre o início e o fim o intervalo é um instante,
No trilho por labirintos cruzados nesta miragem.
A pertença na crença do alcance do Sonho,
Simples, a criança do Elísio em recordação,
Com luz e água torna-se o arco-íris risonho,
E esvoaçamos entre as mais formosas estrelas,
Com novas cores para repintar estes contos,
O passageiro atento por trilho de aguarelas,
Cada um, reflexo do Um em infindos pontos;
Irmãos, dentro destas pegadas há vento,
Preenchidas a passos pelo uno viandante,
Seguindo no próprio andar, o claro intento,
No trilho do caminho, pelo trilho da viagem,
Entre o início e o fim o intervalo é um instante,
No trilho por labirintos cruzados nesta miragem.
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
O Latejar: De Um Meio de Coração
O vosso olhar, minha formosa amada,
Trago-o no tremeluzir cipreste do meu,
Vão-se segundos e cativo nessa balada,
Olvido o horizonte para além do céu,
Cessam as cores e vai-se o fulgor ocular,
De quando o para sempre nunca mais é,
A luzência do sol cede espaço ao lunar,
Esmorece o ânimo e extingue-se-me a fé;
Amor, já não somos Amor, real e ofegante,
Já não somos um mundo, um beijo, um ser,
Já não somos a constelação mais brilhante,
Porém nossa melodia naquela nossa canção,
Ainda a ouço tão próxima neste meio viver,
Por cada latejar... deste um meio de coração.
Trago-o no tremeluzir cipreste do meu,
Vão-se segundos e cativo nessa balada,
Olvido o horizonte para além do céu,
Cessam as cores e vai-se o fulgor ocular,
De quando o para sempre nunca mais é,
A luzência do sol cede espaço ao lunar,
Esmorece o ânimo e extingue-se-me a fé;
Amor, já não somos Amor, real e ofegante,
Já não somos um mundo, um beijo, um ser,
Já não somos a constelação mais brilhante,
Porém nossa melodia naquela nossa canção,
Ainda a ouço tão próxima neste meio viver,
Por cada latejar... deste um meio de coração.
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
As Pegadas Pt. II: Rumo ao Horizonte
Contudo apressado, por pisadas passadas,
A sobressair do brilho no refulgir do baço,
Sempre e para sempre… em ondas levadas,
Rumo a cenários perfeitos de nítido traço;
Íamos esperando, intercalados pela acalmia,
Por prenúncios para o começo, o principio,
Pelo Ósculo de Deus e sua revinda soberania,
Retida nos prados do horizonte, no rodopio,
Íamos desconhecendo o ser neste terrestre,
O seu néctar polinizado, somente eu sabia,
Ainda ser o aprendiz que será um dia mestre,
O Mestre sem dogma, o amante sem amada,
Que numa pedra de marca d’água ainda via,
A poeira do vento deixado de sua caminhada.
A sobressair do brilho no refulgir do baço,
Sempre e para sempre… em ondas levadas,
Rumo a cenários perfeitos de nítido traço;
Íamos esperando, intercalados pela acalmia,
Por prenúncios para o começo, o principio,
Pelo Ósculo de Deus e sua revinda soberania,
Retida nos prados do horizonte, no rodopio,
Íamos desconhecendo o ser neste terrestre,
O seu néctar polinizado, somente eu sabia,
Ainda ser o aprendiz que será um dia mestre,
O Mestre sem dogma, o amante sem amada,
Que numa pedra de marca d’água ainda via,
A poeira do vento deixado de sua caminhada.
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
O Sono: Através dos Olhos de uma Flor de Lótus
Saímos da claridade, submergindo sem luz,
Com o céu, a água e a relva na algibeira,
Do adverso floresciam as pétalas de lótus,
Nas profundezas da azul subcave soalheira;
Descemos degrau a degrau neste esvaecer,
Das pardas serranias amotinadas sossegámos,
As ovelhas inspiravam-nos para o adormecer,
E em breves suspiros ondeados serenámos;
O Tempo por segundos tornou-se inexistente,
Com belas limnátides partilhámos um coração,
Em silêncio, foi-se o ontem, amanhã e presente;
Oh como repousámos meus melífluos amores,
Amparados e retidos no toque da ondulação,
No Sonho, o único lar de todos os sonhadores.
Com o céu, a água e a relva na algibeira,
Do adverso floresciam as pétalas de lótus,
Nas profundezas da azul subcave soalheira;
Descemos degrau a degrau neste esvaecer,
Das pardas serranias amotinadas sossegámos,
As ovelhas inspiravam-nos para o adormecer,
E em breves suspiros ondeados serenámos;
O Tempo por segundos tornou-se inexistente,
Com belas limnátides partilhámos um coração,
Em silêncio, foi-se o ontem, amanhã e presente;
Oh como repousámos meus melífluos amores,
Amparados e retidos no toque da ondulação,
No Sonho, o único lar de todos os sonhadores.
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
As Pegadas: Outrora Deixadas
As pegadas que um dia deixei para trás
Trago-as ainda comigo, em quem cá sou,
Os segundos passaram e vieram as manhãs,
Em porções fui o dia e a noite que lá poisou;
Escutei a brisa e ressoei perante os trovões,
Recolhi flores e espinhos para a algibeira,
Fui sentido e senti no passar pelas estações,
Espaço fui no tempo e o tempo nesta poeira
A passagem vertida em copos de papel,
Foi, é e será sempre Amor em vista infinda
Na medida áurea do transcendente anel,
Sou, na busca pela intenção e na sua vinda,
Manifesto o acontecido divino como pincel,
Em pegadas passadas que perduram ainda.
Trago-as ainda comigo, em quem cá sou,
Os segundos passaram e vieram as manhãs,
Em porções fui o dia e a noite que lá poisou;
Escutei a brisa e ressoei perante os trovões,
Recolhi flores e espinhos para a algibeira,
Fui sentido e senti no passar pelas estações,
Espaço fui no tempo e o tempo nesta poeira
A passagem vertida em copos de papel,
Foi, é e será sempre Amor em vista infinda
Na medida áurea do transcendente anel,
Sou, na busca pela intenção e na sua vinda,
Manifesto o acontecido divino como pincel,
Em pegadas passadas que perduram ainda.
terça-feira, 29 de novembro de 2011
A Queda II: De uma Folha de Outono
A queda de uma folha de Outono é leve,
E sussurra no hoje, ansiando o amanhã,
Uma brisa morna que do nada se eleve,
E a aconchegue nessa viagem para cá;
Esse esvaecer é dos insones domínio,
Aparta sem voz o toque da melancolia,
Até poetas colhem inspiração e fascínio,
Desses airosos rodopios de tenção vadia;
Um soalheiro dia, farás parte das searas,
Serás o retoque de um rosto esverdeado,
Serás o beijo que torna as auroras claras,
Serás Amor! O Amor um dia silenciado…
Das noites que passaram por outras caras,
E de quem tombou, por ter outrora voado.
E sussurra no hoje, ansiando o amanhã,
Uma brisa morna que do nada se eleve,
E a aconchegue nessa viagem para cá;
Esse esvaecer é dos insones domínio,
Aparta sem voz o toque da melancolia,
Até poetas colhem inspiração e fascínio,
Desses airosos rodopios de tenção vadia;
Um soalheiro dia, farás parte das searas,
Serás o retoque de um rosto esverdeado,
Serás o beijo que torna as auroras claras,
Serás Amor! O Amor um dia silenciado…
Das noites que passaram por outras caras,
E de quem tombou, por ter outrora voado.
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Viagens: Pelo Berçário das Nebulosas
Nas viagens pelo trilho das nebulosas
Escutamos contos afectos ao berçário,
O princípio do andar entre as formosas
Cuja memória há apenas no imaginário,
Cada bolbo de luz é outra nossa morada,
Do que foi energia e será um dia destinado
Ao entalhe acordado pela matriz abdicada,
Sempre o mesmo, para sempre resfolgado.
Pois o que nos liga e separa é somente ar,
Um pouco molecular num imensurável nada,
Se é nada, deve ser pouco para nos afastar,
Somos os escolhidos pelas altivas estrelas
Por cada Ver reflectido em luz clareada,
Para um dia sermos de vez, irmãos delas.
Escutamos contos afectos ao berçário,
O princípio do andar entre as formosas
Cuja memória há apenas no imaginário,
Cada bolbo de luz é outra nossa morada,
Do que foi energia e será um dia destinado
Ao entalhe acordado pela matriz abdicada,
Sempre o mesmo, para sempre resfolgado.
Pois o que nos liga e separa é somente ar,
Um pouco molecular num imensurável nada,
Se é nada, deve ser pouco para nos afastar,
Somos os escolhidos pelas altivas estrelas
Por cada Ver reflectido em luz clareada,
Para um dia sermos de vez, irmãos delas.
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Um Dia: Sempre Vem
É certo… um dia sempre vem um dia,
Surgindo do rodopio tácito do mundo,
Algures, para além do caos, há harmonia
Brotando alada na calçada do segundo;
É certo… outro dia sempre virá um dia,
Haja frio ou calor, ele um dia chegará,
Basta escutar e aí nessa subtil melodia
Há o ontem que foi e o raiar do amanhã;
Venham pois nossos sóis e seus luares,
Que imaculados nos toquem na face,
Trazendo do infindo dos seus lugares,
A luz que é nossa para que então trace
Os contornos das constelações dos ares
Em nossas silhuetas num singular enlace.
Surgindo do rodopio tácito do mundo,
Algures, para além do caos, há harmonia
Brotando alada na calçada do segundo;
É certo… outro dia sempre virá um dia,
Haja frio ou calor, ele um dia chegará,
Basta escutar e aí nessa subtil melodia
Há o ontem que foi e o raiar do amanhã;
Venham pois nossos sóis e seus luares,
Que imaculados nos toquem na face,
Trazendo do infindo dos seus lugares,
A luz que é nossa para que então trace
Os contornos das constelações dos ares
Em nossas silhuetas num singular enlace.
O Efeito Borboleta: No Ser e na Criação
Quando a cor se combina com a vibração,
As borboletas cujas asas eram em brancor,
Enlevam-se da ideia para a precisa criação,
O aqui muda e a percepção torna-se multicor;
Para colorizar basta ser através do existir,
Esse é o surpreendente plano do Universo,
Sim, basta simplesmente olhar, tocar, sentir,
O resto são letras cedidas no próximo verso;
É a nascente da concepção essa passagem,
Somos nós aqui, os legatários das nebulosas,
Hasteando asteriscos ao longo desta viagem,
De idioma universal em expressões miraculosas,
Venham novas palavras, atentem na mensagem,
Pintando as asas da borboleta em vividas prosas.
As borboletas cujas asas eram em brancor,
Enlevam-se da ideia para a precisa criação,
O aqui muda e a percepção torna-se multicor;
Para colorizar basta ser através do existir,
Esse é o surpreendente plano do Universo,
Sim, basta simplesmente olhar, tocar, sentir,
O resto são letras cedidas no próximo verso;
É a nascente da concepção essa passagem,
Somos nós aqui, os legatários das nebulosas,
Hasteando asteriscos ao longo desta viagem,
De idioma universal em expressões miraculosas,
Venham novas palavras, atentem na mensagem,
Pintando as asas da borboleta em vividas prosas.
domingo, 6 de novembro de 2011
A Queda: De um Floco de Neve
Voluteiam seu silêncio em queda ascendente,
Esvoaçam subindo, da sua terra para a nossa
Pela delicadeza da matéria escrita no afluente
Enquanto um zéfiro cálido o seu rasto acossa,
Milhões de pára-quedas difusos em enredos,
Na vista atenta de Ema delineando o seu trilho,
Que frio se ia permeando por entre seus dedos,
Porém através de suspiros recobrava seu brilho,
Isto passava pelo tempo que nem uma miragem,
E a dúvida questionava a sua própria existência,
Apesar de nos seus olhos perdurar uma imagem:
Até a fé no incondicional amor de pertença à Foz,
É relativa, um nada e nenhum tudo em essência,
Pois para a neve, em boa verdade, o céu somos nós.
Esvoaçam subindo, da sua terra para a nossa
Pela delicadeza da matéria escrita no afluente
Enquanto um zéfiro cálido o seu rasto acossa,
Milhões de pára-quedas difusos em enredos,
Na vista atenta de Ema delineando o seu trilho,
Que frio se ia permeando por entre seus dedos,
Porém através de suspiros recobrava seu brilho,
Isto passava pelo tempo que nem uma miragem,
E a dúvida questionava a sua própria existência,
Apesar de nos seus olhos perdurar uma imagem:
Até a fé no incondicional amor de pertença à Foz,
É relativa, um nada e nenhum tudo em essência,
Pois para a neve, em boa verdade, o céu somos nós.
domingo, 30 de outubro de 2011
No Interior de Tudo: Luz
A Luz é um pouco de brisa, céu e mar,
Antes e após na substância presente,
Que uma certa vez se resolveu tornar,
Na sublimação do imenso no recipiente,
O mar e a poesia em dia de maresia,
É sim soneto de sol para o caminhante,
Um Ver afortunado que avistou magia,
Na original implosão do luzente instante;
Assim manifesto o Universo em cada latejo,
Somos pois a consequência do inevitável,
Se desejo é matéria, com a alma almejo,
Essa dualidade que versa nas entrelinhas,
A epopeia de Deus no excelso inefável,
Através do contacto com suas adivinhas.
Antes e após na substância presente,
Que uma certa vez se resolveu tornar,
Na sublimação do imenso no recipiente,
O mar e a poesia em dia de maresia,
É sim soneto de sol para o caminhante,
Um Ver afortunado que avistou magia,
Na original implosão do luzente instante;
Assim manifesto o Universo em cada latejo,
Somos pois a consequência do inevitável,
Se desejo é matéria, com a alma almejo,
Essa dualidade que versa nas entrelinhas,
A epopeia de Deus no excelso inefável,
Através do contacto com suas adivinhas.
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Num Sonho de Coral: Uma Vida Erigida
Num sonho de coral uma vida erigida,
Frágil como porcelana numa despedida,
Neste sereno jardim cinzento,
Sente-se a passagem do vento,
Ouve-se ao longe, o murmúrio da fonte,
Suave como a brisa, que maternal me reconte,
Belas estórias de formosas princesas de lazúli,
Que em imensos contos me beije aqui,
A princesa das princesas, que seja ela,
Aquela que jamais apelide, mas chame de bela,
Assim como o esvoaçar de um dente-de-leão,
Que tenha sempre asas, que voe nesta imaginação;
Retratando desta feita a paisagem em redor,
A beleza a embelezar a beleza do amor.
Então com áureas asas veio o toque do céu,
Num enlevar que não é somente meu,
Pois colocaram-me uma coroa de estrelas,
E nesse retrato tornei-me irmão delas,
Tendo o mundo se revelado num puro sim,
Afirmação e paixão, dessa janela aparecestes assim,
Acenando ao longe com a vossa própria formosura,
Enviei aos céus um ver dessa espontaneidade pura,
Essa beleza que faz tremer o passageiro transeunte,
Pois então que ele se achegue e pergunte,
Qual a medida certa de um abraço,
Qual o nó perfeito para este laço,
Qual o preciso ritmo do palpitar cardíaco,
Aquando de encantada viajata por sonho idílico?
Pois, quão incerta é a proporção certa do sentir,
No que foi ou ainda no que há para vir,
E vós, oh bela e imortal rosa!?
Que do frio e vazio se há tornado piedosa,
Recordai a fortuna de vosso enamorado amante,
Que há caminhado ao vosso lado e adiante,
Vendo novamente as cores de vosso sorriso,
Num suspiro satisfeito, lestas nuvens vêem o piso,
Do caminhante errante, o nobre peregrino,
Procurando o néctar que perfaz o divino,
Retorná-lo-ei em segmentos de brilho,
E no pináculo da viagem, no fim do trilho,
Sorrirei então com o vosso sorriso no meu,
Contar-lhe-ei das odisseias de Orfeu,
Que evocava a esplêndida harmonia,
Mas que sem musa… nem a ele próprio se ouvia.
Frágil como porcelana numa despedida,
Neste sereno jardim cinzento,
Sente-se a passagem do vento,
Ouve-se ao longe, o murmúrio da fonte,
Suave como a brisa, que maternal me reconte,
Belas estórias de formosas princesas de lazúli,
Que em imensos contos me beije aqui,
A princesa das princesas, que seja ela,
Aquela que jamais apelide, mas chame de bela,
Assim como o esvoaçar de um dente-de-leão,
Que tenha sempre asas, que voe nesta imaginação;
Retratando desta feita a paisagem em redor,
A beleza a embelezar a beleza do amor.
Então com áureas asas veio o toque do céu,
Num enlevar que não é somente meu,
Pois colocaram-me uma coroa de estrelas,
E nesse retrato tornei-me irmão delas,
Tendo o mundo se revelado num puro sim,
Afirmação e paixão, dessa janela aparecestes assim,
Acenando ao longe com a vossa própria formosura,
Enviei aos céus um ver dessa espontaneidade pura,
Essa beleza que faz tremer o passageiro transeunte,
Pois então que ele se achegue e pergunte,
Qual a medida certa de um abraço,
Qual o nó perfeito para este laço,
Qual o preciso ritmo do palpitar cardíaco,
Aquando de encantada viajata por sonho idílico?
Pois, quão incerta é a proporção certa do sentir,
No que foi ou ainda no que há para vir,
E vós, oh bela e imortal rosa!?
Que do frio e vazio se há tornado piedosa,
Recordai a fortuna de vosso enamorado amante,
Que há caminhado ao vosso lado e adiante,
Vendo novamente as cores de vosso sorriso,
Num suspiro satisfeito, lestas nuvens vêem o piso,
Do caminhante errante, o nobre peregrino,
Procurando o néctar que perfaz o divino,
Retorná-lo-ei em segmentos de brilho,
E no pináculo da viagem, no fim do trilho,
Sorrirei então com o vosso sorriso no meu,
Contar-lhe-ei das odisseias de Orfeu,
Que evocava a esplêndida harmonia,
Mas que sem musa… nem a ele próprio se ouvia.
A Ema III: A Colhedora de Brilho Estelar
Sorrindo a pureza frágil de uma menina,
Que outrora pelas margens errara,
Cantarolando num tom seu, por cima,
Do areal dos rios onde se enamorara,
Um dia, pela bonita abóboda celeste,
Pelas estrelas e pelas suas grinaldas,
Deixado a orla, pelo que hoje a reveste,
Um áureo madrigal estelar de caldas,
Que usa como seu próprio vestido,
Criado pela linha do onírico tecelão,
Oh tão belo, longo, vasto e comprido,
Ágil numa eterna canção, é hoje vê-la,
Sua casa, pode ser apenas um coração,
Mas esse coração, bom… esse é qualquer estrela.
Que outrora pelas margens errara,
Cantarolando num tom seu, por cima,
Do areal dos rios onde se enamorara,
Um dia, pela bonita abóboda celeste,
Pelas estrelas e pelas suas grinaldas,
Deixado a orla, pelo que hoje a reveste,
Um áureo madrigal estelar de caldas,
Que usa como seu próprio vestido,
Criado pela linha do onírico tecelão,
Oh tão belo, longo, vasto e comprido,
Ágil numa eterna canção, é hoje vê-la,
Sua casa, pode ser apenas um coração,
Mas esse coração, bom… esse é qualquer estrela.
A Ema II: Da Água em Luz
No rasto de poeira estelar há porções dela,
Em ténues e sutis pegadas de seu bailar,
Este sorriso realumia-se tanto ao vê-la,
Nessa dança pelo firmamento a vaguear,
Errante sim, porém sempre constante,
Num retrato cerúleo sempre tão belo,
És a menina do superior, a amante,
Reflectindo no brilho ocular o singelo,
Recolhes flores pelo forasteiro distante,
Trocando um pouco de azul por amarelo,
A água reluz, acordas cores no elísio infante,
Reabres neblinas em suspiros do inaudito véu,
E eu? Eu sou espectador e absorto lá pincelo,
De pés assente na terra e de coração no céu;
Em ténues e sutis pegadas de seu bailar,
Este sorriso realumia-se tanto ao vê-la,
Nessa dança pelo firmamento a vaguear,
Errante sim, porém sempre constante,
Num retrato cerúleo sempre tão belo,
És a menina do superior, a amante,
Reflectindo no brilho ocular o singelo,
Recolhes flores pelo forasteiro distante,
Trocando um pouco de azul por amarelo,
A água reluz, acordas cores no elísio infante,
Reabres neblinas em suspiros do inaudito véu,
E eu? Eu sou espectador e absorto lá pincelo,
De pés assente na terra e de coração no céu;
O Quarto: 112
O quarto 112 tem uma luz no tecto,
Paredes brancas e um tic tac familiar,
Relembra idos tempos de terno afecto,
Em frágil ode ao ósculo único e singular,
O quarto 112 tem um silêncio só dela,
Que sonhos e sentires permite ao ser,
E noutrora a presença dessa donzela
A mim erguia aos céus, fazia-me crer,
Esse quarto pequeno detém nosso odor,
E em sua história contém prados e relva,
Por expressões de memória é tão tão maior,
Pois mudo recorda seu recital ao mundo,
Em torno e ao redor desta agreste selva,
Que o que foi fica, no passar do segundo.
Paredes brancas e um tic tac familiar,
Relembra idos tempos de terno afecto,
Em frágil ode ao ósculo único e singular,
O quarto 112 tem um silêncio só dela,
Que sonhos e sentires permite ao ser,
E noutrora a presença dessa donzela
A mim erguia aos céus, fazia-me crer,
Esse quarto pequeno detém nosso odor,
E em sua história contém prados e relva,
Por expressões de memória é tão tão maior,
Pois mudo recorda seu recital ao mundo,
Em torno e ao redor desta agreste selva,
Que o que foi fica, no passar do segundo.
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Soneto: Às Estrelas
Mirando as belas flores da serra,
Sob um céu estrelado enamorado,
Sempre, e esse sempre em mim erra,
Em negro sonho de porcelana velado,
Num terraço ao altivo estelar aberto,
Uma cadente passou e trouxe almejos,
Eram suspiros partilhados com o incerto,
Em cristalinos e somente nossos lugarejos,
E ora, aqui vem a aprazível Aurora,
De áureos tons e em ténues pisadas,
Sossegando o almejado beijo na hora;
Nessa luz que sejas estas preces dissipadas,
Como suspiros largados ao volátil zéfiro, agora,
Nas idas noites, haveis sido minhas únicas amadas.
Sob um céu estrelado enamorado,
Sempre, e esse sempre em mim erra,
Em negro sonho de porcelana velado,
Num terraço ao altivo estelar aberto,
Uma cadente passou e trouxe almejos,
Eram suspiros partilhados com o incerto,
Em cristalinos e somente nossos lugarejos,
E ora, aqui vem a aprazível Aurora,
De áureos tons e em ténues pisadas,
Sossegando o almejado beijo na hora;
Nessa luz que sejas estas preces dissipadas,
Como suspiros largados ao volátil zéfiro, agora,
Nas idas noites, haveis sido minhas únicas amadas.
Orfeu III – Através de Estrelas Cadentes
Na ausência de prado, flores, céu e estrelas
Vou bradando ululados de agonizante dor,
Separando a Aurora do Crepúsculo por ela,
Pintando nas nuvens lágrimas enquanto for
Sua balada a pulsação partilhada na minha,
Rebelde e insano deambularei pelo mundo
E destas cordas farei uma só e única linha
Na qual seu corpo baixarei ao silêncio profundo;
Que os céus se fechem esta penosa madrugada
E que do sol a luz se atreva a resplandecer jamais,
Sou negro, o silêncio! Minha meia voz está calada,
Tudo o resto é paisagem, é cinzento, é de mais!...
Chorar-vos-ei… sempre através de estrelas cadentes,
Eternamente por vós, para sempre… enamorado,
Outros saberão de nós, tornar-se-ão crentes
E recordarão por milénios a minha, a nossa história,
Num conto de outro qualquer poeta atormentado,
Que perdure e jamais seja apagada de sua memória.
Vou bradando ululados de agonizante dor,
Separando a Aurora do Crepúsculo por ela,
Pintando nas nuvens lágrimas enquanto for
Sua balada a pulsação partilhada na minha,
Rebelde e insano deambularei pelo mundo
E destas cordas farei uma só e única linha
Na qual seu corpo baixarei ao silêncio profundo;
Que os céus se fechem esta penosa madrugada
E que do sol a luz se atreva a resplandecer jamais,
Sou negro, o silêncio! Minha meia voz está calada,
Tudo o resto é paisagem, é cinzento, é de mais!...
Chorar-vos-ei… sempre através de estrelas cadentes,
Eternamente por vós, para sempre… enamorado,
Outros saberão de nós, tornar-se-ão crentes
E recordarão por milénios a minha, a nossa história,
Num conto de outro qualquer poeta atormentado,
Que perdure e jamais seja apagada de sua memória.
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Orfeu II – Prossecução por Dantescas Galerias
Eurídice, minha alma, minha amada,
Indaguei-vos pelas noites e pelos dias,
Havendo sido vós por Hades reclamada,
Iniciei eu jornada por dantescas galerias,
No submundo ressoando a insana lira,
Na barca dos idos, atravessando o rio,
De enxofre, o frémito das sombras em ira,
Havia enfim deixado os domínios do estio,
O cão do Inferno sob esta melodia repousa,
E a flagelação dos condenados aquietada,
No caminho do aventureiro que assim ousa,
Alcançar quem é sua Vida, sua vera amada;
Vendo-vos o semblante, minha noiva de luz,
Empalecida e inerte a princesa de branco,
Neste olhar dormente que a fria neve induz,
Como a pesada cruz do mártir outrora santo,
Sim, resgatar-vos-ei dos confins dos Infernos,
Hei acordado com o negro mestre dos idos
Subamos juntos para longe deste Inverno,
Escutai esta lira, reviver-vos-á os sentidos,
Pela trilha íngreme, enfim o tempo não passa,
Ouço-o no tormento acutilante desta respiração,
Que, à ausência de som, meus interiores trespassa
Degrau a degrau, e ainda o vazio silêncio impera,
Nem vossa voz, nem brilho neste ténue caminhar,
E com nada, esta alma chora, esta alma desespera,
Acolá a entrada, avisto além a luz afinal!
Atrás olhando, e ao vos confirmar, um último…
Suspiro… perco-vos no negrume e como tal…
Um amor por uma memória de um aventesma,
Todo este fôlego não mais do que uma brisa,
No submundo e a canção já não é a mesma,
Olvidarei essa canção, nem Vida, Fado ou Deus!
Cessarão a dor do tormento Infernal desta lira!
Adeus minha alma, meu querido Amor… adeus…
Indaguei-vos pelas noites e pelos dias,
Havendo sido vós por Hades reclamada,
Iniciei eu jornada por dantescas galerias,
No submundo ressoando a insana lira,
Na barca dos idos, atravessando o rio,
De enxofre, o frémito das sombras em ira,
Havia enfim deixado os domínios do estio,
O cão do Inferno sob esta melodia repousa,
E a flagelação dos condenados aquietada,
No caminho do aventureiro que assim ousa,
Alcançar quem é sua Vida, sua vera amada;
Vendo-vos o semblante, minha noiva de luz,
Empalecida e inerte a princesa de branco,
Neste olhar dormente que a fria neve induz,
Como a pesada cruz do mártir outrora santo,
Sim, resgatar-vos-ei dos confins dos Infernos,
Hei acordado com o negro mestre dos idos
Subamos juntos para longe deste Inverno,
Escutai esta lira, reviver-vos-á os sentidos,
Pela trilha íngreme, enfim o tempo não passa,
Ouço-o no tormento acutilante desta respiração,
Que, à ausência de som, meus interiores trespassa
Degrau a degrau, e ainda o vazio silêncio impera,
Nem vossa voz, nem brilho neste ténue caminhar,
E com nada, esta alma chora, esta alma desespera,
Acolá a entrada, avisto além a luz afinal!
Atrás olhando, e ao vos confirmar, um último…
Suspiro… perco-vos no negrume e como tal…
Um amor por uma memória de um aventesma,
Todo este fôlego não mais do que uma brisa,
No submundo e a canção já não é a mesma,
Olvidarei essa canção, nem Vida, Fado ou Deus!
Cessarão a dor do tormento Infernal desta lira!
Adeus minha alma, meu querido Amor… adeus…
Orfeu I – Das Cordas da Lira
Das cordas desta lira, beldade acontece,
Flores florescem, pássaros param de voar,
Nesta melodia que os efémeros enaltece,
Dourei em pegadas passando terra e mar;
E poesia é tudo o que nesta viagem anseio,
Porém acolá, vi algo mais esbelto do que ela,
Então, senti meu bater sob a forma de chilreio,
E eis que, de joelho dobrado, à bela donzela,
Prometi minha lira, numa única e bela palavra:
“Amor” – que caminhemos juntos pelo infinitivo,
Por tudo quanto for caminho, que o céu se abra,
E sorria inteiro, enfim, por somente um substantivo,
Por vós, a única estrela no firmamento almejada,
E em cada novo suspiro serei vosso eterno cativo.
Flores florescem, pássaros param de voar,
Nesta melodia que os efémeros enaltece,
Dourei em pegadas passando terra e mar;
E poesia é tudo o que nesta viagem anseio,
Porém acolá, vi algo mais esbelto do que ela,
Então, senti meu bater sob a forma de chilreio,
E eis que, de joelho dobrado, à bela donzela,
Prometi minha lira, numa única e bela palavra:
“Amor” – que caminhemos juntos pelo infinitivo,
Por tudo quanto for caminho, que o céu se abra,
E sorria inteiro, enfim, por somente um substantivo,
Por vós, a única estrela no firmamento almejada,
E em cada novo suspiro serei vosso eterno cativo.
sábado, 1 de outubro de 2011
A Ema: Uma Canção De Arco-Íris
Canta-me um arco-íris composto de flores,
Escutá-lo-ei do breu de minha azul subcave,
Que contenha as mais belas e vividas cores,
A claridade do Sol com a forma de clave;
Essa oferenda levantará o pó da alvorada,
Sussurra-a neste ouvido em doces semifusas,
Que invitem a esperançar enfim, a chegada,
Ao despertar plenário de minhas belas musas;
Com pó de estrela nestas fendas abertas,
Que sane pois as cicatrizes das cicatrizes
Que envolvam de amor as horas incertas;
Nesse arco-íris construirei minha estrada,
Nota a nota, um acorde de várias matizes,
Sendo o destino afinal, a própria caminhada.
Escutá-lo-ei do breu de minha azul subcave,
Que contenha as mais belas e vividas cores,
A claridade do Sol com a forma de clave;
Essa oferenda levantará o pó da alvorada,
Sussurra-a neste ouvido em doces semifusas,
Que invitem a esperançar enfim, a chegada,
Ao despertar plenário de minhas belas musas;
Com pó de estrela nestas fendas abertas,
Que sane pois as cicatrizes das cicatrizes
Que envolvam de amor as horas incertas;
Nesse arco-íris construirei minha estrada,
Nota a nota, um acorde de várias matizes,
Sendo o destino afinal, a própria caminhada.
A Clave de Sol: De Um Meio
As vertiginosas melodias dessa curva clave,
Só à minha almejada amada pertencem,
Pois é dela a única voz com a única chave,
Que emana os tons nos quais se sentem,
Macios suspiros em ternas harmonias,
Quase sempre em ritmos apressados,
Esse canto ressoa em primaveris elegias,
E este coração é nessa cantiga cativado;
Espalhando por campos repletos de flores,
O encanto de vossa vista formosa à janela,
Esta íris torna-se maior, capta vívidas cores!
E os braços abrem-se para te tocar oh bela!
És enfermidade, olvidaste meu atento escutar,
E nossas duas estrelas afastaram-se desta mão,
De quando te tinha do desperto até ao acordar,
E sorrio, embriagado no ardor dessa canção,
Que enleva e desalenta ininterruptamente,
Na breve passagem desta frágil estação,
Pretendo ouvi-la sempre, ternamente,
Ecoando afinal entre a razão e a emoção,
E ainda, ainda… ainda a escuto em mente…
No palpitar ténue de um meio de coração.
Só à minha almejada amada pertencem,
Pois é dela a única voz com a única chave,
Que emana os tons nos quais se sentem,
Macios suspiros em ternas harmonias,
Quase sempre em ritmos apressados,
Esse canto ressoa em primaveris elegias,
E este coração é nessa cantiga cativado;
Espalhando por campos repletos de flores,
O encanto de vossa vista formosa à janela,
Esta íris torna-se maior, capta vívidas cores!
E os braços abrem-se para te tocar oh bela!
És enfermidade, olvidaste meu atento escutar,
E nossas duas estrelas afastaram-se desta mão,
De quando te tinha do desperto até ao acordar,
E sorrio, embriagado no ardor dessa canção,
Que enleva e desalenta ininterruptamente,
Na breve passagem desta frágil estação,
Pretendo ouvi-la sempre, ternamente,
Ecoando afinal entre a razão e a emoção,
E ainda, ainda… ainda a escuto em mente…
No palpitar ténue de um meio de coração.
Crença: A Minha
Acredito nos anjos que rondam o mundo,
No toque e na magia, no beijo de Amor profundo,
Dos poetas, esses profetas da Divina Benção,
Às exuberantes cores das asas das borboletas,
E que como afluentes tendemos para a mesma (sagrada) Reunião
Acredito no poder do sorriso e do simples e impassível aceitar,
De que estamos cá para partilhar não para só dar ou tirar;
E que os sonhos acontecem e que os arco-íris aparecem
Em grinaldas de flores retornadas de singelos amores;
De que quem sente, consegue tocar as estrelas,
E que o engraçado é… é que basta acreditar nelas,
Acredito no romance em beijos ao luar,
Num único, cristalino e puro tocar;
Provindo de belo e cristalino peito,
Enaltece como flores um campo ou um rio um leito.
Acredito no arrebatamento do morro dos vendavais,
Em estórias de encantar e outros contos que tais,
Mas não acredito no Amor,
Sei-o no Aqui existente,
Sendo essa a mais vibrante cor,
A justificação deste presente;
E que as cores do arco-íris,
São para sentir e tactear,
De e em supernovas vestidas,
Provém do Sonho – O Oscular.
Que do ruído vem a suave melodia,
Sendo o ritmo onde esta assenta,
E que várias enlaçadas formam a una harmonia;
Que da única, Divina e Superior Obra,
Revém o grande, o imenso, o Inteiro,
E que de acreditar em tanto, o pouco que sobra,
Ainda é o Universo, em mim! Isso sim… Nisso eu creio.
No toque e na magia, no beijo de Amor profundo,
Dos poetas, esses profetas da Divina Benção,
Às exuberantes cores das asas das borboletas,
E que como afluentes tendemos para a mesma (sagrada) Reunião
Acredito no poder do sorriso e do simples e impassível aceitar,
De que estamos cá para partilhar não para só dar ou tirar;
E que os sonhos acontecem e que os arco-íris aparecem
Em grinaldas de flores retornadas de singelos amores;
De que quem sente, consegue tocar as estrelas,
E que o engraçado é… é que basta acreditar nelas,
Acredito no romance em beijos ao luar,
Num único, cristalino e puro tocar;
Provindo de belo e cristalino peito,
Enaltece como flores um campo ou um rio um leito.
Acredito no arrebatamento do morro dos vendavais,
Em estórias de encantar e outros contos que tais,
Mas não acredito no Amor,
Sei-o no Aqui existente,
Sendo essa a mais vibrante cor,
A justificação deste presente;
E que as cores do arco-íris,
São para sentir e tactear,
De e em supernovas vestidas,
Provém do Sonho – O Oscular.
Que do ruído vem a suave melodia,
Sendo o ritmo onde esta assenta,
E que várias enlaçadas formam a una harmonia;
Que da única, Divina e Superior Obra,
Revém o grande, o imenso, o Inteiro,
E que de acreditar em tanto, o pouco que sobra,
Ainda é o Universo, em mim! Isso sim… Nisso eu creio.
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Somos Todos Pintores: de Cores e de Almas
Há mais cores além do mais colorido horizonte,
Pois de (briosas) nebulosas é feito este nosso peito,
Que do incomensurável, a sua consagrada fonte,
Revêm estrelas distantes reflectidas no uno perfeito;
E as cadentes aproximando-se lestas do poeta,
Trazem estórias de longínquos pontos cintilantes,
O suficiente para brilharmos ao rever essa oferta,
Com novas cores, do infindo somos o seu amante;
E dentre a luzência e o mais espesso negrume,
Caminham os semblantes da morte e da vida,
E as cores são as da íris da frialdade desse lume
Recaem dos céus tornando a passagem sentida,
Do ontem em diante, todos os dias são mais dias,
Dando cor às cores, sendo ela para a tela vertida.
Pois de (briosas) nebulosas é feito este nosso peito,
Que do incomensurável, a sua consagrada fonte,
Revêm estrelas distantes reflectidas no uno perfeito;
E as cadentes aproximando-se lestas do poeta,
Trazem estórias de longínquos pontos cintilantes,
O suficiente para brilharmos ao rever essa oferta,
Com novas cores, do infindo somos o seu amante;
E dentre a luzência e o mais espesso negrume,
Caminham os semblantes da morte e da vida,
E as cores são as da íris da frialdade desse lume
Recaem dos céus tornando a passagem sentida,
Do ontem em diante, todos os dias são mais dias,
Dando cor às cores, sendo ela para a tela vertida.
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
A Passagem: De Cada Segundo Eu
De cada eu o segundo é o outrora,
Passageiro breve de dias numerados,
O refém do transitório na luz da aurora,
Que vem e vai em fragmentos somados;
Diferentes eus o são em cada segundo,
Sendo o mutável seu ininterrupto padrão,
A regra advém do périplo deste mundo,
E sua mestria consiste na sua aceitação;
De dias e de seus momentos no presente,
Somos… deixando o eu ecos pelo trilho,
Sua passagem é tudo menos acidente,
Nessa progressão temos então o filho,
Manifesto original do divino sapiente,
Senti seu calor no fulgir de vosso brilho.
Passageiro breve de dias numerados,
O refém do transitório na luz da aurora,
Que vem e vai em fragmentos somados;
Diferentes eus o são em cada segundo,
Sendo o mutável seu ininterrupto padrão,
A regra advém do périplo deste mundo,
E sua mestria consiste na sua aceitação;
De dias e de seus momentos no presente,
Somos… deixando o eu ecos pelo trilho,
Sua passagem é tudo menos acidente,
Nessa progressão temos então o filho,
Manifesto original do divino sapiente,
Senti seu calor no fulgir de vosso brilho.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Um Brinde: Ao Último dos Românticos
Da bruma de um imenso abraço,
Advém o vaguear às luzes citadinas,
Pois sim, à perda desse terno regaço,
A luz restante não transpõe as neblinas;
Um brinde ao último dos românticos!
Ao que perecerá de coração partido,
Ouçam seu inquieto pulsar em cânticos,
Demasiado frágil para aqui ser percebido,
E quanto ao encantamento, à alegria?!
É morro, é chaga, é o mundo a acabar,
Digam-lhe que ela arruína toda a magia,
E a cada novo inalar da terna maresia,
Permuta-se mais um pouco deste ar,
Por um repetido trago de melancolia.
Advém o vaguear às luzes citadinas,
Pois sim, à perda desse terno regaço,
A luz restante não transpõe as neblinas;
Um brinde ao último dos românticos!
Ao que perecerá de coração partido,
Ouçam seu inquieto pulsar em cânticos,
Demasiado frágil para aqui ser percebido,
E quanto ao encantamento, à alegria?!
É morro, é chaga, é o mundo a acabar,
Digam-lhe que ela arruína toda a magia,
E a cada novo inalar da terna maresia,
Permuta-se mais um pouco deste ar,
Por um repetido trago de melancolia.
Ode à Poesia: Dos Sonhadores é o Singular Tesoiro
Suspiros inalados ao perfume da maresia,
Algo só do Homem, contudo tão maior,
Revindo o deífico Ósculo da Obra Superior,
Em plumas esvoejando, oh bela magia!...
Essa poesia é a sensação concisa,
Alastrada para além e derramada,
No papel com a subtileza da brisa,
Dos voluteares dos zéfires inalada;
Em gotas estreladas é enfim relida,
O Ver liquefeito em luzidios besoiros,
Propagando-se à vista e nela retida,
No cerúleo, num baú de capa d’oiro!
Ela… o meu Amor, a chegada e a partida,
Dos alados sonhadores num singular tesoiro.
Algo só do Homem, contudo tão maior,
Revindo o deífico Ósculo da Obra Superior,
Em plumas esvoejando, oh bela magia!...
Essa poesia é a sensação concisa,
Alastrada para além e derramada,
No papel com a subtileza da brisa,
Dos voluteares dos zéfires inalada;
Em gotas estreladas é enfim relida,
O Ver liquefeito em luzidios besoiros,
Propagando-se à vista e nela retida,
No cerúleo, num baú de capa d’oiro!
Ela… o meu Amor, a chegada e a partida,
Dos alados sonhadores num singular tesoiro.
Ode à Poesia: Do Afluente ao Singular
Poesia, tudo aquilo que queria
Aquilo! Que é mais do que desejo,
É Alma em brasa, pretensão e almejo!
Ao aceno do infindo e numa ave-maria,
O nutriente do tido como Amor,
Em renascimentos de alvoradas
Nas quedas de noites doiradas,
Na mais esbelta e delicada flor,
O Ósculo da abóboda celeste,
Retido na nostalgia do transiente,
E colhido no peito da arte cipreste,
Por vezes, o toque do transcendente,
Sua infindável jornada que o Ver reveste,
Para o Uno, de seu fraccionado afluente.
Aquilo! Que é mais do que desejo,
É Alma em brasa, pretensão e almejo!
Ao aceno do infindo e numa ave-maria,
O nutriente do tido como Amor,
Em renascimentos de alvoradas
Nas quedas de noites doiradas,
Na mais esbelta e delicada flor,
O Ósculo da abóboda celeste,
Retido na nostalgia do transiente,
E colhido no peito da arte cipreste,
Por vezes, o toque do transcendente,
Sua infindável jornada que o Ver reveste,
Para o Uno, de seu fraccionado afluente.
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Dos Vossos Olhos: Nossas Estrelas, Cada Segundo Eu
Recolhendo do seu berço as estrelas,
Reponho o seu brilho em vosso olhar,
Pincelando a beijo essas frágeis telas,
O Céu sois vós logo esse é o seu lugar,
Fluindo para a Foz em gotas vistosas,
Nossos passos ora cobertos pelo mar,
Outrora deslizavam dentre nebulosas,
De mãos dadas num esbelto singular;
Osculo-vos as palmas e revem a Luz,
Impregnada num suspiro que inspiro.
Levando-o só comigo rumo a Vénus;
Do Aqui para o diante e mais Além,
Será a efluência estelar neste respiro,
De cada novo eu o segundo ainda refém.
Reponho o seu brilho em vosso olhar,
Pincelando a beijo essas frágeis telas,
O Céu sois vós logo esse é o seu lugar,
Fluindo para a Foz em gotas vistosas,
Nossos passos ora cobertos pelo mar,
Outrora deslizavam dentre nebulosas,
De mãos dadas num esbelto singular;
Osculo-vos as palmas e revem a Luz,
Impregnada num suspiro que inspiro.
Levando-o só comigo rumo a Vénus;
Do Aqui para o diante e mais Além,
Será a efluência estelar neste respiro,
De cada novo eu o segundo ainda refém.
De um Único Olhar: Estrelas Nascem
No Céu, o belo refulgir das estrelas
É a reflexão do vosso olhar por elas,
Não seriam nada sem o vosso olhar,
Inscientes ao toque que as faz brilhar;
Somos a condensação da Luzência,
Num mar de éter navegando alados,
Das estrelas vindas para una afluência,
De uma ida queda cadente irradiados;
Que venham pois as cores e suas flores!
Num súbito impulso face ao belo infindo,
Há ainda vislumbres de divinos brancores,
A remota abóboda celeste inda reluzindo,
Guardo pois no peito todos os momentos,
Sendo estes nossos sagrados sacramentos.
É a reflexão do vosso olhar por elas,
Não seriam nada sem o vosso olhar,
Inscientes ao toque que as faz brilhar;
Somos a condensação da Luzência,
Num mar de éter navegando alados,
Das estrelas vindas para una afluência,
De uma ida queda cadente irradiados;
Que venham pois as cores e suas flores!
Num súbito impulso face ao belo infindo,
Há ainda vislumbres de divinos brancores,
A remota abóboda celeste inda reluzindo,
Guardo pois no peito todos os momentos,
Sendo estes nossos sagrados sacramentos.
Subscrever:
Mensagens (Atom)