segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Um Brinde: Ao Último dos Românticos

Da bruma de um imenso abraço,
Advém o vaguear às luzes citadinas,
Pois sim, à perda desse terno regaço,
A luz restante não transpõe as neblinas;

Um brinde ao último dos românticos!
Ao que perecerá de coração partido,
Ouçam seu inquieto pulsar em cânticos,
Demasiado frágil para aqui ser percebido,

E quanto ao encantamento, à alegria?!
É morro, é chaga, é o mundo a acabar,
Digam-lhe que ela arruína toda a magia,

E a cada novo inalar da terna maresia,
Permuta-se mais um pouco deste ar,
Por um repetido trago de melancolia.

Ode à Poesia: Dos Sonhadores é o Singular Tesoiro

Suspiros inalados ao perfume da maresia,
Algo só do Homem, contudo tão maior,
Revindo o deífico Ósculo da Obra Superior,
Em plumas esvoejando, oh bela magia!...

Essa poesia é a sensação concisa,
Alastrada para além e derramada,
No papel com a subtileza da brisa,
Dos voluteares dos zéfires inalada;

Em gotas estreladas é enfim relida, 
O Ver liquefeito em luzidios besoiros,
Propagando-se à vista e nela retida,

No cerúleo, num baú de capa d’oiro!
Ela… o meu Amor, a chegada e a partida,
Dos alados sonhadores num singular tesoiro.

Ode à Poesia: Do Afluente ao Singular

Poesia, tudo aquilo que queria
Aquilo! Que é mais do que desejo,
É Alma em brasa, pretensão e almejo!
Ao aceno do infindo e numa ave-maria,

O nutriente do tido como Amor,
Em renascimentos de alvoradas
Nas quedas de noites doiradas,
Na mais esbelta e delicada flor,

O Ósculo da abóboda celeste,
Retido na nostalgia do transiente,
E colhido no peito da arte cipreste,

Por vezes, o toque do transcendente,
Sua infindável jornada que o Ver reveste,
Para o Uno, de seu fraccionado afluente.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Dos Vossos Olhos: Nossas Estrelas, Cada Segundo Eu

Recolhendo do seu berço as estrelas,
Reponho o seu brilho em vosso olhar,
Pincelando a beijo essas frágeis telas,
O Céu sois vós logo esse é o seu lugar,

Fluindo para a Foz em gotas vistosas,
Nossos passos ora cobertos pelo mar,
Outrora deslizavam dentre nebulosas,
De mãos dadas num esbelto singular;

Osculo-vos as palmas e revem a Luz,
Impregnada num suspiro que inspiro.
Levando-o só comigo rumo a Vénus;

Do Aqui para o diante e mais Além,
Será a efluência estelar neste respiro,
De cada novo eu o segundo ainda refém.

De um Único Olhar: Estrelas Nascem

No Céu, o belo refulgir das estrelas
É a reflexão do vosso olhar por elas,
Não seriam nada sem o vosso olhar,
Inscientes ao toque que as faz brilhar;

Somos a condensação da Luzência,
Num mar de éter navegando alados,
Das estrelas vindas para una afluência,
De uma ida queda cadente irradiados;

Que venham pois as cores e suas flores!
Num súbito impulso face ao belo infindo,
Há ainda vislumbres de divinos brancores,

A remota abóboda celeste inda reluzindo,
Guardo pois no peito todos os momentos,
Sendo estes nossos sagrados sacramentos.       

domingo, 4 de setembro de 2011

Ode à Poesia: Essa Ponte Para os Deuses

A poesia é a Luz pelos deuses concedida,
Provinda do firmamento para o papel,
Num afável aceno ou numa despedida,
No deslizar numa tela de um pincel;

Quebra as algemas deste elo humano,
Abrasando o fogo e concretizando do ar,
O Imenso, da Superior Obra soberano,
Dessa efluência emana o simples amar;

Da prodigiosa imaginação semiconsciente,
Que em suas linhas o Infinito se reconte,
Para o transeunte és o excelso presente,

Da visão do poeta errante pelo horizonte,
A Voz de Deus dita em tom eloquente,
Entre o terrestre e o divino, és a ponte.

*Suspiro*: Até já

Suspiro: “Até já, Amor da minha Vida,
Levai o Sol e a sua Luz em vossa algibeira,
Avizinha-se o silêncio da noite forasteira,
E com o derradeiro aceno: a despedida;

Não murmureis Adeus, ver-vos-ei em breve,
Em sonhos e memórias de tempos queridos
Daqui em diante que os levemos vestidos,
Este é o caminho que o Destino transcreve;

Não sintais a minha falta, esse direito é meu,
O sentir que fazia sentido e este era reflectido
De quando ladeando-vos era maior do que eu”;

Pela duração de um suspiro, o outrora será,
Enquanto ecos perdurarem tudo será revivido,
Ansiando a manhã sussurro: "doce Amor, até já".

terça-feira, 30 de agosto de 2011

A Ema: Em Sonhos Aqui

Ela, entre berços nebulares tão leve,
A doce menina concebida num sonho,
Ao seu suave repouso embalava a neve,
Apesar de lá, sentia-se longe eu suponho;

Brilhando, perto das estrelas cadentes,
Recuperava a sua Luz em ramos de flores,
Sendo estas de sua pureza seus expoentes,
Logo tratava-as como seus eternos amores;

E sorria… em Luz, como só ela sabia fazer,
E o firmamento correspondia cintilando,
Em efluências dedicadas ao seu belo ser;

Assim o tempo lá se passeava incerto,
Apesar do eventual sorriso ia suspirando,
E o Sonho era Vida num acordar desperto.

À Passagem: Das Ondas e Dos Dias

Esta passagem, é uma estrofe feita de versos,
Se são grandiosos ou imensamente pequenos,
Somente do autor depende o bom ou o adverso,
São opções semi-presentes, no mais ou no menos;

Passo a passo, vai-se passando a passadeira,
Rumo ao que será, pois o que foi agora já o é,
Uma nota de rodapé desta Vida forasteira,
Outra onda esvaecendo no repontar da maré.

Nesse espraiado, há espaço para nova areia,
Grão a grão preenchendo do perau ao molhe,
Essa passagem nessa praia assim se laureia;

Revindo o Mar que um dia o areal recolhe,
Imparcial quanto a quem, a Noite se floreia,
No envolver poético do Sol que todos acolhe.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Por Uma Recordação Amorosa: Que Seja Eterna

O teu venéreo rosto, trago-o na palma da mão,
Trago-o e reconheço-o como uma parte minha,
Pois é manhã, é Agosto, é o início da monção;
Trago-o a rememoro-o como outrora o tinha;

Em lábios retocados vindos de doces sufrágios,
O Mundo é pouco comparado com o teu abraço,
No calor frio do que trouxe do deserto e do rios,
Esse sorriso é Sol que separa o tempo do espaço;

Inspira-me nesta balada com esse envolver silfídico,
Esqueço até o mais importante: as estrelas cadentes,
Pois és a minha Amada logo da Luz e da Água abdico;

Então sê… sê o meu Paraíso, e todo o meu Inferno,
Tudo na Terra, meu Céu e Sol, a parceira confidente,
Sê todo o meu tudo… e todo o meu nada: o meu eterno…

O Rascunho de Uma Vida: *Plim*!

Ao rascunhar um quadro, espero vera beleza
Onde o verde seja beijado pelo azul marítimo
E de cima o Céu sorria ao mundo em subtileza,
O artificial raramente tem cores, isso é legítimo;

E às pessoas apressadas e esquecidas de si incito
Para quê perpetuar o cinzento? Isso há em demasia,
É preciso ousar no sonho e recriar para além do finito,
Esse resto  é cor, é movimento, tem toques de real magia;

Há que saber andar mas por vezes  esvoaçar é tão bom,
Não teme o fim, aquele que sobressai e voa em voos assim,
Reaviva a Alma e sobeja a calma, revive o ritmo do coração!

Tenham-no como a Divina Bênção, nesse sorrir encantado,
A Vida é tudo o que acontece, é o credo, o fantástico, o *plim*!
É mesmo simples, tão simples que por vezes parece complicado.

Aos Sonhadores: A Recriação do Ósculo Infindo

Aos sonhadores que do Além recriam,
Suas visões doiradas neste plano finito,
Sois o divino realizado e seu imenso grito,
Por cada nova criação o Ósculo enviam;

Glorificais o eterno em vosso suave canto,
Nesse sentir o Cosmos transposto e imbuído,
À doçura do Amor concedeis o maior sentido,
Versejando, reflectis a Vida e o Além portanto;

Sóis párias e mártires da Inteira e Superior Obra,
Pintores que repintam o que houver para pintar,
Os enviados dos Deuses, do amanhã e doutrora;

Na incerteza da certeza abris as Asas aladas,
Beijando as Estrelas, esvoaçando alto no Sonhar,
E assim reavendo o Cosmos em linhas encantadas.

sábado, 27 de agosto de 2011

À Alvorada: Das Noites Infindas

Oh esbelta alvorada como clareias o dia,
De teus luminosos dedos a bruma foge,
Envolta em teus braços começas o hoje,
E em tua ternura vislumbro vera magia;

Quantas vezes adormeci em teu recosto,
De noites infindas e passageiras silhuetas,
Afastas o som das temerosas ampulhetas,
Ofereces brilho e amor ao avistar do rosto,

Renasces o Sol e no seu suave auriluzir,
Todos beijas e reconfortas nesse ardume,
De olhar atencioso em constante refulgir,

No sorriso amigo e de imparcial carinho,
Maravilhas o mundo com o teu perfume,
E sacias e secas, como a água com vinho.

Aos Sonetos: E ao Nosso Renascimento ao Lê-los

Aos sonetos da brisa de todo o mundo,
Que por cores e suspiros são inspirados,
Advindos de poetas de amor profundo,
E passeios por leitosos luares alumiados;

Que exalem beleza no pleno do esplendor,
Pelo louco improvável e tal como o belo,
Inspirem maravilha, que saibam a amor,
E que o comum revertam em singelo;

Quebrem as fronteiras entre o Homem,
Abatam imperecíveis mitos e tabus,
Que do e ao céu luz cerúlea retornem,

Para além do horizonte e do firmamento,
Seu toque alvo no infinito sempre sobreluz,
Com as manhãs em honroso renascimento.

Por Ti: *.*

Num sonho acordado fomos o grandioso,
Detive o paladar da brisa e na sua elegia,
O semblante mais venéreo, mais formoso,
Pois no real o que nos unia… era só magia;

Tropecei em tuas pegadas essas doces ciladas,
Que eu próprio armei porém, ainda perduram,
Despertado pela fragrância das noites caladas,
E em pequenos fragmentos que se aventuram,

Entre nós, apenas distância e frases inacabadas,
Que o tempo um dia levará para o doce olvido,
Beijo as estrelas no tecto do quarto aqui restadas,

Graças a Deus, outrora brilharam dentre o brumal,
Ainda restam em pulsares mais ténues ao meu ouvido,
Era então capaz de ter sido tudo, tudo!… Até normal.

domingo, 7 de agosto de 2011

Em Sonhos Aqui: O Cerúleo, num Baú D'oiro

Tenho sonhos num baú d’oiro
Porém nenhum é somente meu,
Em meu ver é o nosso vero tesoiro,
As asas brancas que beijam o céu;

Esse céu é maior do que nós,
É a centelha, divina e palpitante,
Sendo as asas afluentes dessa foz,
Torna-se em perto o antes distante;

Voemos alados no passar dos dias,
Pois há vera magia no céu a sonhar,
Na mais bela das esbeltas melodias,

Aquela do singular e puro oscular,
O brinde à magia nas horas tardias,
À sua cerúlea cor e ao límpido amar.

Amador de Ondas e Marés: Em Sonhos Aqui

Havia mar e um cativado almejo,
Dimanando fluidos dessas colinas,
De quando um sopro soava a beijo,
E o infindável se revertia em rimas;

Do simples vêm os amores-perfeitos,
O belo, apesar do passageiro que o é,
Em meu abraço um rio de dois leitos,
Enleando-se subtis ao toque da maré;

Seu olhar, toda minha Vida em Poesia,
Envolta no único e indelével perfume,
Ainda o tomo pelo aroma da maresia;

Em boas-vindas às brisas ainda por vir,
Embalando cada onda e o seu ardume,
Sempre e só como amador hei-de existir.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

De Dedos Esticados: As Flores Douradas de Ema

Aberto, de braços e dedos esticados,
Todos os benditos dias são uma bênção,
No sorriso do sol são os contrários ofuscados,
E a partilha é sempre de Amor nesta aceitação;

Amanhecendo eu na refulgente visão Solar,
Cheia de estórias e sonhos de sonhos estelares,
E ao Vê-lo, sou o simples eu no aqui a acordar,
A sorrir a Ema, a menina das estrelas aureolares,

Aquela cuja beleza estremecia o próprio Sonhar,
Dela então fluía o caminho pelo berço nebuloso,
Nossas mãos sendo apenas uma num só entregar,

Do Todo ao Aqui, o Agora é nosso e os seus alvores,
Num beijo ao céu de um só ímpeto tão e tão glorioso,
Recolhendo-as, essas áureas flores de eternos amores.

terça-feira, 19 de julho de 2011

A Nós Venha a Una Voz: O Resto de Poeiras Estelares

As galáxias, os pontos do céu e os cometas:
Sou eu, a marca de água do transcendente:
Em mim é, nas estrelas e suas nobres silhuetas:
O Um é nós e nós afluentes do pleno remetente;

Um ósculo por um trago de verdadeira beleza!
Da fonte superior, a inspiradora do estro poético,
Toquei todas as estrelas em mim em mor subtileza,
Num ponto comum a união tendo o ardor profético,

Do ósculo integral cosmológico ainda por surgir,
De eons idos, à distancia de um microssegundo,
O Filho e Pai, do que há passado ou ainda por vir;

É tudo em mim e tudo em vós, declama a Una voz!
Neste humilde e passageiro sentir que gira o mundo,
Das supernovas provimos logo jamais estaremos sós.

De Sóis Idos e Vindouros É: O Mais Esbelto Ver‏

O Ver é um ornato encantado,
Um cantinho especial de poesia,
No ido mas sobretudo no achado,
Na concretização através de magia;

Acolhendo no peito os momentos,
As vitórias, as derrotas e os empates,
Estes tornam-se em sacros sacramentos,
O legado solar e seus sequentes resgates;

Logo frente a esta paisagem sou o uno,
Da divina evolução o leal cancioneiro,
O escutar deste murmúrio define o aluno,

Que é do simples e do seu simples primor,
O timbre que enleva para o mais inteiro,
De Sóis idos e vindouros é sim, o único Amor;

Um Poema para Nós, Bonecos de Papel: Um Beijo Por Um Trago de Beleza

A menina ia esboçando rasgos de papéis,
Por poesias concisas e olhares cintilantes:
O abraço, do Céu ao Sol seus parceiros fieis,
Albergados e imbuídos em traços brilhantes,

Eram linhas de bonecos de papel sorrindo,
Num abraço ondulavam lestos em seu redor,
Asas brancas por ela coloridas então reflorindo,
Havia sido tocada por mais uma forma de Amor;

“O sorrir é simples, o simples é permissão ao ser,”
As rugas vinham porém o olhar fulgia em acenos,
E Luz reflectia áurea de seu rosto num único Ver,

Remetida esta para papéis, papéis desempenhados,
Por bonecos sorridentes, uns presentes outros menos,
Só em suas mãos dadas serão eles por eles beijados.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Afluente para a Foz: Remetendo ao Inteiro (Que Somos Nós)

Sorrir e chorar são a dualidade aqui a aceitar,
No eu impregnes e inatos ao sublime anterior,
Ontem transcendente, aí irei um dia pernoitar,
E novos círculos virão em direcção ao posterior;

Nem apenas de sol brilha a lua no céu,
Como nem somente de sombra sou eu,
Sou dois de luz e escuridão e o eu e o Nós,
Nós o Inteiro e no eu o afluente dessa Foz,

Sendo a Foz Nós enleados e enleando o éter,
A fragrância que completa esta re-sublimação,
O físico é irmão do invisível ao real a se remeter,

Sempre em permutação com o um, o Inteiro,
És como Somos, uma ideia afim concretizada,
Uma ode ao infindável e uno sempre passageiro.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

“Dois Olhares, Um Ver”: E a Apreciação de seus Vocábulos

O Céu e o Mar retratam bem o teu rosto,
Nos detalhes do sorriso que os esboçam,
São em minha memória, meu leve recosto,
E consolo nas nuvens que as ondas traçam;

É suave o seu toque, indelével e tão, tão maior,
Do que todo o meu Sentir nesse esbelto Sorriso,
Sinto-me em casa (e no paraíso) e no interior,
O instante, recriando o mesmo arco-íris em riso;

Estrelas ondeando à graciosa brisa do mar,
E é nesta distância entre dois preâmbulos,
Que cintilarão, com a cor igual a um olhar,

Entre si, sorrio sussurrando Amor pianinho,
Este terceto com todos os nossos vocábulos,
Nesse preciso momento, o mundo grita baixinho:

Somos o Singular: Pois o Sol Banha a Minha e a Vossa Face

Pela janela o Sol transpõe-se ligeiro,
Então sou mais do que eu, sou sua Luz,
E todos aqueles alumiados pelo Inteiro,
Do um ao Todo, o que é tocado sobreluz;

Do Uno o tom matizado somente nosso,
O brilho conjunto é partilha e aceitação,
O aproveitar sentir o Sol num leve esboço,
É Amor na sua mais simples e pura união;

Um feixe de luz numa brisa jamais demora,
O outrora perdido e no aqui, afinal achado,
Sim, o sonho vígil é neste preciso aqui, agora!

Pois do diferente provem o distinto igual,
Num belo bom dia à aurora ocular retornado,
Como sou singular, neste meu reflectido plural.

terça-feira, 14 de junho de 2011

O Melhor Sítio Para a Poesia: A Simplicidade (A Minha e a Tua)

Existe mais Poesia no teu adormecer,
Do que no Sonhar há possível Beleza,
És a Criação do Imenso, do amanhecer,
Em Amor, em Aceitação dessa subtileza;

Um Sim ecoado num momento cativado,
O uno passageiro deste impreciso segundo,
Em metade desculpa, em metade obrigado,
Num planalto de cravos, bem lá, lá no fundo,

Sussurro um só abraço do Ósculo só nosso,
Então o concílio entre o Sol e a Chuva anoto,
E no meio somos o filho pródigo, seu colosso;

Passei uma vida, procurando a singular união,
Toda uma vida, ao Sol, à Chuva, ah humilde ignoto!
Encontrando-a no sítio mais simples: a nossa mão.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Um Soneto de Sol e Lua: Por Um Ósculo (de Imensidão)

Em sonhos encontrar-me-ás, em Sonhos,
Lá, seremos novamente a alada imensidão,
De mão dada, beijando tuas palmas, risonho,
No momento enfatuado aceitando sua bênção;

Em sonhos encontrar-te-ei, esvoaçando nas brisas,
Lá, hei-de ver os teus cabelos tornarem-se grisalhos,
De mão dada, afagando-os nestas poesias concisas,
Teus membros sendo as ervas, estes dedos os orvalhos

Que pela alvorada se condensam brandos na pele,
Essa passagem por aqui será sempre muito breve,
Olhando então eu, para o que o simples tu compele,

Se almejares um dia ver este olhar a suspirar,
Olha mas Vê, em profundeza o seu Ver e lá nele,
Nas constelações ainda reflectidas, o ímpar Amar.

O Sorriso Mais Bonito do Mundo: É Apenas Um

Amor, és a bênção nesta ímpar proximidade,
A inspiração inalada és a Luz da una alvorada,
No Especial ora somos, a fantasia na realidade
E minha ponte e abismo de uma só assentada;

Guardo-te no coração e como ele recresce!
Em pacotes de açúcar com promissora sorte,
Relembram que o passado ao passar esvaece
E o que resta é o Aqui em contínuo transporte;

Dos céus sucedidos preservo uma caixa contente,
Pois unidos ousamos caminhar entre terras e mares,
Repleta de sorrisos para partilhar com toda a gente;

Amor!: é na Aceitação da Partilha e do Mundo,
Ensina-me pois a aceitar a distância entre nós
E a reduzi-la por todo e a cada, e todo o segundo.

Do Sussurro Entoado Pelo Mar: As Ondas Levarão Estas Palavras

Um raio de luz, um frágil grão de areia,
Uma gota de água, e um pouco mais,
E aqui criarei nossa praia e a sua ribeira,
O afluente do Ósculo retido em nosso cais;

Pronuncio em letras minúsculas a Aurora,
Na parte recôndita e húmida do areeiro,
Apesar da luz do bater cardíaco doutrora,
Amor, o meu Sentir pertence-te por inteiro,

Pois reconheço as minúcias do teu rosto
Passageiras na mais fresca brisa de Verão,
Daquela dança que aprendi em teu recosto;

“Até já, até breve” - o sussurro entoado pelo mar,
Osculo-te pois, a frágil mão, aceitando essa razão,
Apenas me vou por almejar tanto, e tanto, ficar.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

À Pergunta dos Transeuntes: Sim Há

A esbelta praia que se estendia ao Mar,
Via-a em sinceros sorrisos, nesses abrigos,
De dias bonitos com mãos dadas ao escutar,
A partilha esporádica de Sol e seus amigos;

Era eu o sonho ornado a folhas e maresias,
Um refresco para a Alma, o beijo passageiro,
A partilha alífera de um caminho de poesias,
Soava a límpido Sentir, a um Amor verdadeiro;

Num belo retrato aprendi porções de Vida,
Trazidas em asas ocultas ao comum transeunte,
Em planaltos de vales, na descida e na subida,

Provei o sal da água, o entrecho néfico e até ar!
Tanto quanto pude… há pois quem ainda pergunte,
Se haverá Luz, após o Céu que é e aflui, após o Mar.

A do Ósculo Escutado: Daquela Maviosa Melodia

Veio o sono e com ele o palpável sonho,
E navegamos, dentre aprazíveis nebulosas,
Pois se de verdadeira beleza ainda disponho,
A ver vejo, espelhando o olhar das formosas

Estrelas, numa idílica descrição primaveril,
Realçada a folhas caídas na brisa familiar,
De partilha alífera de horizonte no pastoril,
Aprendi, porções de Vida no único conciliar,

Este Oscular, fortuito ao premeditado que o é,
Traz sois idos e vindouros em asas transparentes,
E Amor suave para partilhar com quem tiver fé,

O ruído será menor, seu sorriso será a harmonia,
De nossos sorrisos idos, unidos em tons crescentes,
E eu? Eu ainda me escuto nessa maviosa melodia.