segunda-feira, 14 de setembro de 2026

A Queda do Último Romântico

As promessas quebradas no pulsar de um coração,
Margens separadas e a queda do último romântico,
Canto-vos, de voz bifurcada, o canto da não definição,
É mãe afogando sua prole na profundidade do Atlântico,

Pois exigimos do Amor a eternidade de um sentimento,
Não aquele mero instante, tão brevemente tido no dissabor,
O rascunho do perpétuo em vestidos brancos, o lamento,
É que num romance como aquele tinha encontrado o amor!

Para além da sombra do silêncio, sonhando então acordados,
Por isso me deixo ir, desapego-me à pedra que me afunda,
É que num romance como aquele tinha encontrado o amor!

E que tal? É tão, tão difícil nos darmos como enfim encontrados,
Pois procuramos lugar, lar, casa, mesmo na respiração vagabunda,
É que num romance como aquele tinha por fim encontrado o amor!

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