De bolsos preenchidos com bocados de promessas,
Esperamos, na procura, por encontrar o nosso lugar,
Partindo e indo mesmo quando este passo resfolgar,
Pois, no tabuleiro do maior, somos ainda as suas peças,
É o suficiente para se maravilhar, para tolher a turva maré,
Quando não o é, pois envelhecemos aos cinzentos bocados,
A esta preciosa Vida, deixo para trás as pegadas que fiz a pé,
Fechando os olhos e acreditando no caminho de mil estados,
Porque as lágrimas caem e oceanos erguem-se: é o normal,
E este cansaço faz parte da condição difícil de em si se definir,
É a síndrome do fantasma dos cinco dias, face ao tido como mortal,
Pois sim, falo do final, do momento em que nos passa a Vida
Entre os olhos, bardo, infindo no finito, no que há de vir,
O que já passou pertence ao Sr. Tempo, disso não há dúvida.
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