Dedos de outros apontam de velhas janelas,
As sombras caem diante dos nossos próprios pés,
Sim, há portos dos quais devemos içar as velas,
Pois naufrágios acontecem ao nadar a rés,
De todas as coisas que não sei, és a mais bela,
Este frio na garganta, este pulsar no coração,
O erguer para o horizonte da mais alta estrela,
Pois o Verão sempre vem após a eterna monção,
Porque este é o dia que nunca regressará,
Má sorte, vida e morte, coisas da escola,
Este é o tempo daquele que versejará
Entre as margens da pertença, sou inteiro,
Retendo a sentença, guardando-a em sacola,
E ir indo e revindo neste perene passo forasteiro.
Blog de um músico e poeta português onde este vai escrevendo e reunindo escritos poéticos.Tal como as músicas são compostos de forma única a partir do mais sublime reflexo, em retoque, do seu sentimento e poesia. Alguns poemas já pertencentes a livros, outros ainda "frescos" e originais no website...
quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Entre as Margens da Pertença
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