Blog de um músico e poeta português onde este vai escrevendo e reunindo escritos poéticos.Tal como as músicas são compostos de forma única a partir do mais sublime reflexo, em retoque, do seu sentimento e poesia. Alguns poemas já pertencentes a livros, outros ainda "frescos" e originais no website...
sexta-feira, 20 de março de 2020
É Preciso Abanar as Fundações de Tudo o Que É Confortável - Queimem Todos Os Templos Sem Deuses Dentro!
terça-feira, 17 de março de 2020
Cinza e Pó Onde Se Erguia Uma Igreja
Estas mãos pintadas a vermelho, de querosene o cheiro,
O vestido de noiva em segunda mão, os outros rodapés,
Onde sonhos penhorados eram reis enforcados num bueiro,
Neste olhar que nada muda, despeito para os corações quebrados,
Lembrando o tentar pensamentos felizes a caminho da igreja
Pois eram tardios amanheceres e entardeceres antecipados,
E esses lábios de outrora, quem será que os levemente beija?
Estas cicatrizes relembram-nos de que é bem real o passado,
E o muro que entre nós existe, é cerco e rendição para o ser,
Onde sua cara ainda fazia parte dos vivos, esse terno bocado
Era júbilo apoteótico, luzes sem sombras, era o único vero lugar,
Sim, tenho palavras para o não, sim eras e és todo o meu querer,
Cheira o queimado, quando o Inferno vier, deixem-nos o fogo banhar
quinta-feira, 5 de março de 2020
Indo Por Onde Se Vai Sendo
E que por vezes até é aquele órfão sem lar, as asas sem avião,
É o sentimento o tormentório, a cela do asilo como enigma,
Tentando ir esperando um dia chegar, tão sozinho no respirar,
Completando-me com passos conferidos no chão ladrilhado,
A destreza da queda de uma pena é o vento suave, o suspirar,
Foi por aqueles passageiros que trouxe no peito ao convés,
Com as velas abertas, o horizonte nestas plumas esvoaçado,
A marcha solitária, serei o barco, serei o céu, serei as marés.
sábado, 29 de fevereiro de 2020
Ouçam-me seus Filhos da Puta
Mas sou um rockeiro filho da mãe, sou a agulha partida
Que traz o demónio em si, a puta familiar, sou algum
Pino sem sinalização, a cabra da generalização, a batida!
E esta segregação de mim para mim fode-me a globalização,
Eu sei que estás perdido apesar de perfeitamente encontrado,
Mentira, já me perdi mais a mim do que a ti sem me ter procurado,
É só esta a vontade, a vontade de ir sem trela, ir sem ser achado,
Tu que ardes sem arder, tu que preferes a não vida ao morrer,
E sonhas sem tentar alcançar, que esqueceste o ir e o buscar,
A correção outrora partida, a quase revisão, a factura do querer,
Iremos ser vidas passadas, voando para casa com cada "a tal",
O do-li-ta, o actuar sem palco, o pior dos actores a representar
E eu voarei para casa portanto vejo-vos um dia no meu funeral!
sábado, 15 de fevereiro de 2020
Há Coisas Que Eu Fui Que Tu Nunca Deverias Saber
A última e seguinte batalha para a vencer, para viver,
Vislumbrai a guerra do ontem, que é quem me acompanha,
Sou eu, a cicatriz entreaberta, a beleza na morte sempre a morrer
Enquanto procuro uma flâmula interior, eu brilho, eu vou e viando,
Eu sou a e na jornada pelos pés largada, esta verdade, esta ilusão,
Eu sou a última verdade que para mim importa, selvagem e brando,
Que quase passa sem se ver, que é esta falsidade, que é este coração,
Imaginai a vida como uma silhueta e então na noite caminhantes,
Ireis para longe do lugar que ocupais aqui, além do bem e do mal,
Notando que para sempre deste trilho seremos os últimos viandantes,
Somente ninguém se aventura para lá da luz, minha linhagem findará,
Este sangue largado na lágrima largada no suor, eternamente marginal,
EU sou a tempestade, EU sou a ovelha, eu sou em ti, por aqui e por acolá.
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020
Chromované
sexta-feira, 31 de janeiro de 2020
O Corrimão Para O Céu - Mentira?
Os vestidos brancos e as danças lentas, os poentes retidos,
Respirando este ar rarefeito, se calhar passei-me ao lado,
Hoje a envoltura de uma silhueta entre um terno abraço,
Quando nem para um certo tempo havia sequer espaço,
Abram-me as veias e acordai os anjos, hoje serão alcançados,
quinta-feira, 23 de janeiro de 2020
Por Aqui Sou Caminho
Este amor não é preto nem branco, é o passar de cada estação,
Esperando na penumbra, eu deixo-o solto, eu deixo-o apertado,
É a parte que é resto, fragmento da noite esperando a alvorada
Pois somente ela é caminho e Luz, só ela o pedaço do amado.
quinta-feira, 9 de janeiro de 2020
É Preciso Ir e Correr Atrás do Luar!
quarta-feira, 8 de janeiro de 2020
E De Tempo a Tempo, Estamos Todos Perdidos
sexta-feira, 3 de janeiro de 2020
A Minha Querida Amiga, A Anhedonia
Para o resto dos dias que não chegam, para a chuva inacabada,
É esta a menina das grinaldas de luz que repousa entre prados,
No instante infinitésimo perdido no infinito de um respirar,
Onde eu perco, eu encontro, eu espero, onde procuro os fados,
Que são pertença somente do aqui e agora, num lesto ansiar,
Gritando por uma resposta, por cá nós os eternamente escondidos,
Por baixo de roupas usadas e cobertores rasgados, a doce ironia,
Dificilmente recordo o meu nome nesta eterna e terna brandura,
Estas algemas estão apertadas, filtra-se o lago, oh querida anhedonia!
segunda-feira, 30 de dezembro de 2019
Este É O Momento
domingo, 22 de dezembro de 2019
Hemorragia
La La La La
Penso que a ela e a mim fomos sim encontrados
Neste lento passar da noite onde tenha lá sido todo o desejo,
segunda-feira, 16 de dezembro de 2019
A Dor do Terminar em Segundo
segunda-feira, 9 de dezembro de 2019
4 e 43 da Manhã - Empregada de Balcão
O tempo para lá deste momento, a sua cor, o seu estado,
O pouco que não foi, o muito no receber de uma mão,
E a espera pela procura do que puder preencher o coração,
E os cobertores daquilo que deixei de ser caminho,
A parte do trilho, a parte do pai, a parte do filho,
Largaste amor nas ruelas, vielas, na tua ausência,
Esqueceste o beijo iterado que era a próxima essência,
Abres garrafas pois perdeste a sede, o toque consagrado,
Atendendo a parte que foste e não pediste para ser, o tocado,
Entretanto esqueceste as beatas, os bêbedos, o ser partida,
Até te esqueceste do instante que era para lá, que era ida,
O fluxo natural, o passo dado através desta bizarria,
Se és essa metade, eu sou o sorriso, eu sou a melancolia.
sábado, 7 de dezembro de 2019
Acorda Amigo, Não Morras Antes de Viver
sábado, 30 de novembro de 2019
Aqui e Agora Encontrado
segunda-feira, 25 de novembro de 2019
Querida Deixa-me...
Sim, o álcool bebido afogará a mágoa do coração
E essa morte enfim permitir-me-à matar a saudade,
Querida deixa-me sarar, querida concede-me a mão,
A manhã não terá amanhã e cada uma das horas malditas
Serei eu na quantidade destes comprimidos engolidos,
A viver com um alfabeto de palavras para sempre inauditas,
Querida deixa-me entrar, querida somos os ímpetos preteridos,
Parece-me tão difícil dormir quando as ovelhas são este nevoeiro,
Que adensa, que é este asfixiar e eu sem conseguir resfolegar,
Querida deixa-me respirar, querida não me atires para o bueiro,
Não funcionamos, é difícil ficar se cada memória é um lacrimejar,
Pois sei que este peito para os seus lábios é somente mais um cinzeiro,
Querida deixa-me ficar, querida deixa-me ir, doce querida deixa-me amar!!!
Aurora Queria
Para tudo o que vem, passa e vai, eu sou o agora,
Eu sou o acenar e a despedida, o último bocadinho,
O coração foi pois foi lugar, o único que pôde ocupar,
Aurora quero, é parte do latente do outrora imaginado.
sexta-feira, 22 de novembro de 2019
Eu Sou a Cidade Sem Sonho
Percorrido foi o tempo do passeio e veio a despedida,
Este é olhar do penar, é a enfermidade e é a sentença,
Por favor permite-me o retrair e o fechar-se da ferida,
Na mente ainda sombreado por passadas aventesmas,
Percorro e corro sendo apanhado pelas relembranças
Deste andar nu por ruas que para sempre serão as mesmas
Porém indo sendo diferentes nestas renovadas andanças,
Eu, cemitério para ti, para este amor ainda não sentido,
Sonhos, venham a mim, tragam-me o beijo eternizado,
Por um ou algum momento e para ainda o ver hoje partido,
És a sombra deste caminhar, a nuvem triste e tristonha,
Há noites que a tua cara é todo o meu dia, o único ansiado,
Mas… se esta cidade nunca dorme, será que alguém sonha?
sábado, 16 de novembro de 2019
Quando A Noite Persegue o Dia
O sorriso e a diversão pautada em sensualidade,
Aquele que num breve suspiro resumia uma vida,
Renegado ao silêncio do olhar contendo a verdade,
Feita e revestida de partículas de brilho, a pertença
É sentimento aflorado na pele, a eternidade do aqui,
Passageiro do palpitar do coração, marca a diferença,
Sou eu, é ela, o que é, o que foi e portanto será no ali,
Lá vai ela, lá vou eu, indefinidos como a sua definição,
Eu, dia eterno, ela, noite infinda rodeando este mundo,
Onde não basta ser para ter, onde é preciso ter coração,
Pois as pegadas dadas passam, sendo pelo ontem afastadas,
É a impermanência rainha, o único amor a este segundo,
A lágrima vertida no asfalto, as mãos separadas... (E eu... Nauseabundo).
quinta-feira, 31 de outubro de 2019
Rendição Não É Palavra
É simples, renovada vida jorrando ao segundo,
Ao a olharmos nos olhos, vemos, solta-se a mão,
No brilho entre o escuro, o lindo pa hira lá do imundo,
Sim, é súbito o fôlego sobre o berço de quem nascerá,
A verdade é inteira, rescendendo a sonho acordado,
Envolvendo a planície, seguidor e vigia onde haverá
A procura por lugar no eu, o tal suspiro aligeirado,
O círculo interminável e inevitável jamais terá um fim,
Mantendo luz por perto, mesmo no regaço da morte,
Há foco, há prefácio para o inefável e só assim
quarta-feira, 23 de outubro de 2019
Deixem a Caixa (Por Favor) Deixem-se Amar
Estes corpos enviados esperando pelo passado,
Trilhando adiante mas caindo na mesma emboscada
Auto-imposta, auto-infligida, pesando os bocados,
Entre as persianas semi-cerradas destas paredes
Aprisionando os brilhos de um olhar sonhador,
Escritórios ou caixões não distinguem esta sede
Que é fulgor para quem é livre e partilha amor,
A distância entre margens é o passo aqui vadeado,
Entretanto, entre o tanto, curemos a alada viagem,
É dia de despertar enquanto ela alcança o ansiado,
Essa é a estrela que alguns deixaram de ver e olhar,
Esta é a noite em que vivo desde que esta miragem
Descurou a vinda do sol, vem a nós, deixem-nos amar.
terça-feira, 22 de outubro de 2019
(No Escuro) Apenas Procurando a Mais Bela Cantiga
A voz envolvida por trapos de silêncio humedecidos,
Perante o fim era caminho face ao destino indiferente
Pois os homens erram até à morte, por vezes indefinidos,
Os passageiros eram marés passadas e mãos enrugadas,
Este frio trajado por lençóis novos por ontem rasgados,
E eu, Cupido apontando para as ampulhetas quebradas,
Aquelas esquecidas pelo vento em ausência de legados,
A bússola ficando turva perante o rosto deste espelho,
Alheado pela cilada da pureza dos oceanos erguidos
Por uma semente estelar tornada em pó, num velho
Que se esconde num silêncio inaudito, a eterna intriga
Era respiradoiro para céus abertos e de sóis vestidos,
A procura por um lugar em mim, a mais bela cantiga.
sexta-feira, 11 de outubro de 2019
Somos Anjos Com Saudades Do Lar
A alma solitária, o corpo quebrado falando o ontem,
Chacais esfomeados, abutres beijados e seus amores
Seriam o esquecimento de um silêncio de outrem,
Há a flâmula que é o caminho para quem a não vê,
São esses braços abertos, envolvidos na noite clara,
De quando tudo que é, simplesmente é, então sê!
O corpo acordado, sonhado para além deste horizonte,
Sendo eu a negritude, a bruma, o passageiro adiado,
A sombra da parte que é metade, o toque aqui retratado,
Pois a sede é de tanto: o estro poético de anseio da fonte.
quinta-feira, 10 de outubro de 2019
Albergando no Centro do Peito os Estrangeiros
Para o sonhador esquivo e o trovador radiante,
Pois desse perene brilho não há quem se enfarte
Rumo à chegada para além do horizonte distante,
Pergunto se para o lugar que ocupo sou suficiente,
Pois procuro pousio após o voo alifero sem retorno,
Esta é a eterna batalha entre o incrédulo e o descrente
O não distinguir a pena da pluma, é imenso o transtorno,
Pois sonho sem adormecer e vejo de olhos fechados,
Projectando a luz do sol no peito num olhar reflectido
Pelo cerúleo, são esses os amantes outrora separados
Indo por eras e épocas, segundos em mim passageiros,
Porém em aqui que sou encontrado apesar de perdido,
Que no peito consigo albergar os a si próprios estrangeiros
sexta-feira, 4 de outubro de 2019
Codeas de Pão, Vida Adiada
Pois com a beata da beira do cinzeiro sou casado,
Boneca de porcelana às mãos do vento deixado,
Por um fantasma matutino és vestido para ele voltado,
E eu, na margem largado, os vestígios da noite rescindida
Pois procuramos mais luz que aquilo ainda não repintado,
As fissuras das tuas mãos, ruas para o meu viver,
Percebe, neste mundo só pretendo ser o vosso alguém,
As côdeas de pão são o toque jamais tocado no ser,
E eu, cansado do hoje adiado, do esquecer do beijar.
domingo, 22 de setembro de 2019
Sois Vós Os Anjos?
Sois vós os anjos que nos levarão para casa?
Sois vós os anjos que nos levarão para casa?
Sois vós os anjos que nos levarão para casa?
Sois vós os anjos que nos levarão para casa?
Sois vós os anjos que nos levarão para casa?...
Sois vós os anjos que nos levarão para casa.. ?
Sois vós os anjos que nos levarão para casa??...
Sois vós os anjos que nos levarão para casa?
Sois vós os anjos que nos levarão para casa?
Sois vós os anjos que nos levarão para casa?!?!
Sois vós os anjos que nos levarão para casa?!?!?!
Sois vós os anjos que nos levarão para casa?
Sois vós os anjos que nos levarão para casa?
Sois vós os anjos que nos levarão para casa?
quinta-feira, 12 de setembro de 2019
Confesso, O Meu Amor É O Eterno
O abraço, o regaço, o espaço para o meu sonhar,
O abrir do bocadinho maior que eu, o fechar da pestana,
O último instante, a verdadeira partilha deste beijar,
As sombras que seguem a metade do homem partida,
Não percebeis que desta vida só a pretendo ter abraçada
Num instante que se propague por toda uma vida,
A contenda dos semi-deuses a mim precedentes,
É por dois que vivo e morro, o escapar do citadino,
Beija-me e perpétua-te em mim num sonho coralino,
O infinito é lar para os segundos passageiros, a afluente.