A juventude é este nosso presente divino,
Um tesouro brilhante, cheio de esplendor,
E mesmo que a morte venha e eu peregrino,
Serei ainda grato por cada potencial cor e flor,
Pois vivi com paixão e sem arrependimento,
Abraçando a vida com fervor eterno e ardente,
Deixando uma marca no mundo, um fragmento,
Mesmo que parta antes do esperado, indiferente,
Então, se a morte vier ter comigo em juventude,
Sabendo que vivi plenamente minha existência,
Eu enfrentarei o fim com coragem e plenitude,
Deixando uma herança de amor e experiência,
Se a morte vier ter comigo em juventude e me levar,
Digam a quem for passagem que hei-de um dia chegar.
Blog de um músico e poeta português onde este vai escrevendo e reunindo escritos poéticos.Tal como as músicas são compostos de forma única a partir do mais sublime reflexo, em retoque, do seu sentimento e poesia. Alguns poemas já pertencentes a livros, outros ainda "frescos" e originais no website...
quarta-feira, 14 de junho de 2023
Se A Morte Vier Ter Comigo Em Juventude Pt. II
Se A Morte Vier Ter Comigo Em Juventude
Se a morte vier ter comigo em juventude,
Tal triste paradoxo, destino implacável,
Não temerei seu toque frio, em virtude,
Pois viver intensamente é inabalável,
Qual sombra os seus passos silenciosos,
Podem se aproximar sorrateiramente,
Hei de enfrentá-la em tempos preciosos,
Desafiando o destino, indomavelmente,
Juventude efémera, essa sublime flama,
Que queima ardente, breve como o vento,
A morte não há de apagar essa tua chama,
Pois a vida é uma jornada sempre fugaz,
E se a morte vier neste meu momento,
Eu a encararei com paz e tenacidade, audaz.
segunda-feira, 12 de junho de 2023
Defeituoso Defeituoso
sexta-feira, 2 de junho de 2023
Ode à Mulher Pt. II
Teu poder é eterno, grandioso e raro,
Em teu íntimo, pulsa um universo sério,
Repleto de força, sabedoria e amparo,
Tu és o arco-íris na tempestade,
A luz que ilumina o caminho escuro,
Mulher, és a musa da liberdade,
Inspiras o mundo com teu ser puro,
Teu coração, um templo de compaixão,
Transborda amor, ternura e empatia,
Em cada gesto, deixas uma lição,
De coragem, resiliência e alegria,
Em teus olhos, brilha a esperança,
Um horizonte de sonhos a se realizar,
Mulher, és a voz que ecoa com confiança,
Um exemplo de como lutar e esvoaçar,
Tuas mãos, sábias e habilidosas,
Constroem pontes e tecem laços,
Mulher, és mestra das coisas preciosas,
Transformas desafios em abraços,
És filha, mãe, irmã e amiga,
Um farol nas trevas, a nos guiar,
Mulher, és forte, a destemida que bendiga,
Na tua essência, não há limites para o sonhar,
Teu sorriso, um sol radiante a brilhar,
Ilumina vidas e aquece corações,
Mulher, és a arte de amar e perdoar,
Um ser de infinitas sensações.
Celebremos, então, a tua existência,
Nesta ode à mulher, minha reverência,
Que o mundo reconheça a tua importância,
E valorize tua força e essência,
Mulher, és a inspiração que nos guia,
Com teu amor e luz a nos envolver,
Ode à mulher, em todo e cada dia,
Por seres única, especial e eterna mulher.
Ode à Mulher
Em teu ser, o mundo encontra a cor,
Mulher, és a chama que arde no pranto,
A força que acalenta e desabrocha em flor,
Tu és mistério sob a forma de poesia,
Um oceano de graça e terna sedução,
Com tua essência, alegras cada dia,
E enfeitas a vida em plena perfeição,
Teus olhos são estrelas a brilhar,
Teu sorriso é um sol que irradia luz,
Teu toque é carinho, doce a embalar,
Mulher, és obra-prima que um ser seduz,
No teu ser há coragem e valentia,
E no teu coração, a compaixão,
Mulher, és guerreira em cada dia,
Desbravando caminhos com devoção,
És mãe, geradora de vida e amor,
Com teu ventre sagrado, gera a criação,
Mulher, és a paz que traz ao redor,
A essência de toda a renovação,
Nos traços do teu rosto, a beleza,
Na tua voz, a doçura a ecoar,
Mulher, és fonte de tanta grandeza,
Uma chama eterna pronta a inflamar,
A ti, Mulher, dedico minha admiração,
Por lutas vencidas, pelos sonhos a alcançar,
Tu és o pilar da nossa inspiração,
E mereces todo respeito a partilhar,
Mulher, és a canção mais bela a soar,
A inspiração que move o universo,
Em cada verso, quero te exaltar,
E reconhecer o teu valor imerso,
Ó Mulher, és um presente divino,
Uma dádiva aos olhos do Criador,
Que te abençoe e te guie em teu destino,
Nesta ode à mulher, expresso meu amor.
quarta-feira, 31 de maio de 2023
Deus Sussurra nos Pormenores
quarta-feira, 24 de maio de 2023
Poema dos Cinco Dias
terça-feira, 16 de maio de 2023
Quando A Noite Caiu
Quando a noite caiu o poeta enfim revelou sua confissão,
Queria ter estado mais presente quando havia presença,
Ansiava ter beijado sempre com amor e dado a sua mão,
E não ter sido da ansiedade refém, ter feito a diferença,
Não ser quem cerrou os olhos para não ver e esqueceu o mundo,
Num salto de um precipício alto para o poço mais profundo,
Pois a humanidade é imunda, é suja, é anjo sem as suas asas,
Velhote abjecto virado quase em demónio em fogo, em brasas
Almejava ter abraçado e tocado a parede do além do infinito,
Ter condensado o instante num mero instante, num alto grito,
Não ter desperdiçado nenhum momento porque sim e sim!
Ter alimentado a alma de confetes sem qualquer início ou fim,
Pois quando a noite cai somos sem sono a cidade, o asfalto,
Que é eterna busca na procura sem ânsia, sem sobressalto.
A Ausência
A ausência é um vazio entre a palma da mão,
O lugar com pertença num tempo sem espaço,
A memória esquecida na bruma do coração,
O rascunho inerte sem linha ou sequer traço,
A ausência é a falta no lugar de uma imagem,
A carruagem parada ao vento a ir a nenhures,
É aqui tormenta, é brisa e é também aragem
Numa tentativa vã de atingir o além e algures,
A ausência são as palavras inauditas nunca ditas,
A forma e semblante ora tornado tão inebriante,
A tentativa de eterno instante nas horas malditas,
É um beijo quase dado, o abraço quase refractado,
Os dedos passando no fantasma de uma amante,
Espelho multicolor ao chão atirado e quebrado
(para o além do longe, para além do distante).
domingo, 14 de maio de 2023
A Armadilha dos Homens Fez-nos Esquecer o Paraíso
Pouco questionando e procurando o zénite divinal,
Gostaria de ter asas para ir num voo alífero além,
Somos nós que montamos os Pégasos do sonho
Numa indómita cavalgada destinada a quase ninguém,
Que venham os anjos e nos levem para lá do risonho,
O resto é rotina, a canseira de outro dia por acabar,
segunda-feira, 8 de maio de 2023
Um Dia Chegarei
quarta-feira, 26 de abril de 2023
O Rapaz das Estrelas
sexta-feira, 21 de abril de 2023
Através do Tempo
quinta-feira, 13 de abril de 2023
Cada Pedaço do Viver
terça-feira, 4 de abril de 2023
Até Já Mestre Ryuichi
segunda-feira, 20 de março de 2023
O Poema
quarta-feira, 15 de março de 2023
Amore
sexta-feira, 3 de março de 2023
Para as Musas e Sonhadores À Espreita
É a senda que estreita, a fantasia sendo contrafeita,
E eu, no topo do precipício, com a mão no coração
Questiono se há musas ou sonhadores ainda à espreita,
Vamos procurando um lugar ao qual se possa chamar lar,
Esperando para sempre, pela dízima de um ser ornado,
Sem caução e com cuidado, vamos procurando devagar
Por um beijo alado, simples e suave, eternamente dado,
Sorrisos serão partilhados e lágrimas serão enfim jorradas,
E no fim do caminho, o trilho encerrado por umas almofadas
Pois ergue-se o poeta sonhador, fruto do ir e vir e de uma dor
Estranha ao rosto da humanidade, as garras de um condor
Esvoejando sozinho perante a perfídia de uma alegre canção
Por onde alguns se perdem e por onde outros ainda hoje vão.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2023
Quando Chega A Hora De Partir
Hoje pincelo a abóboda de cores jamais imaginadas,
Vou sacudindo a alma de pesadelos ontem sonhados,
Despindo lentamente as paredes entre si confinadas,
Acredito que suspiros são sorrisos ainda não vividos,
Pronuncio o passado, ansiando o futuro, absorto,
Rachando o chão por caminhos sinuosos e perdidos,
Pulsando o ventre, frio e quente, erecto e até torto,
Entretanto aprendo: “Não há mais tempo para despedidas”
Pois o coração também pára na noite eterna e passageira,
Prisioneiro do frio derrelicto, feito a dois por sendas divididas,
Somos roupas usadas recriando sombras em lúgubres recantos,
Sombras essas que vão dançando ao vento na luz forasteira,
Trago os vultos que fomos indo, o pouco deixado e os tantos.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2023
Beija-me o Coração
Por mãos envolvidas por ervas, por eras, por esta solidão