Suas mãos, as mais belas deste vasto Cosmos,
Eu delineava-as de olhos fechados, re-retocando
Estes rascunhos quiméricos, salvos nesta aventesma,
Estes lábios, assimétricos e vagarosamente mitigados,
Pela emanação das palavras mais doces e belas de Sempre.
A nós a mais re-suspirada inspiração, a póstuma prece, já prescrita,
Seus olhos, gradualmente mais foscos, tornara-se então difícil discernir as cores,
Aludindo ao meu fascínio pelo obtuso, nessa noite ela era a regressão marítima,
Comovida e tocada pelos ecos distantes desta regressão, trilhando suas pisadas,
Por vezes, caminhava durante horas, em solilóquios com Nhin, sua fiel confidente,
Confidenciando-lhe que havia perdido, durante o caminho, a ternura de seu perfume,
A fragrância da maresia, sua presença então palpabilizava-se em respiração ofegante,
Seu bater cardíaco mais acelerado, suas pupilas dilatadas e em suas mãos esvaziadas,
(até de grãos de areia, aquela que utilizara para enviar mensagens cúmplices às oceânides)
E quando, por fim, o mundo se prostrou silencioso, de queixo para cima enfim permitiu acontecer –
De olhos ora fechados, ora semicerrados, o desejo singelo em namorico ingénuo com o Éter,
Lá, erigiu o Orfeão mais ousado, aquele que rasurou singelamente as áureas fundações cerúleas, as vozes dos Outros emanando de suas adjacências -
Sorriso melancólico, escorrendo pelo canto esquerdo, olhos retornados para a praia,
Ema agora pálida e acinzentada, retornada a Rosa que lhe havia conferido princípio,
E eu soube então, apenas a mais sacra elegia será realizada sobre minha muy colorida Tumba,
E que em seu epitáfio, em letras minúsculas, algo deifico, escrevinhem a seguinte frase:
Ornamentada com o final de todos os arco-íris do Mundo: “A Ema sempre: Asas não mais, jamais e sobretudo… nunca mais negadas.”. E que o silêncio, quando o houver, apenas seja quebrado pelo seu esvoaçar alado osculando estrelas como se de flores se tratassem: (O Colibri).
Blog de um músico e poeta português onde este vai escrevendo e reunindo escritos poéticos.Tal como as músicas são compostos de forma única a partir do mais sublime reflexo, em retoque, do seu sentimento e poesia. Alguns poemas já pertencentes a livros, outros ainda "frescos" e originais no website...
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Na subcave do soalheiro Solstício Pt. II
Bailando lesta em ebriedade platónica,
Na brevidade sublime daquilo que refulge,
De braços abraçados, envolvendo-se
Em si, e em alguns passados adiantes,
Entre versos idílicos, no seu cabelo,
A lenidade da maresia era embalada,
Cada cordel principiado para…
Para… ser afagado sobre sua orelha,
Apontava grãos nas linhas do areal:
“Sou a menina feita de sonhos”,
A estrofe que definia sua passagem.
Havia nascido para amar magia,
A genuína e sincera fonte de magia,
Magia como só poucos conhecem,
Aquilo que jamais se deve apressar,
E até raramente verbalizar pois,
Pois verbalizar é apenas mais uma forma
De relegar o belo e banalizar o especial,
A nascente do manancial do estro,
Poético seria menosprezar esse Sentir,
O envergar o Tudo em cada olhar,
E de Tudo ser parte fraccionária,
Neste conjunto de versos ia rimando,
E surgia o consequente sorriso,
Escapavam-se-lhe como se de,
De uma ligeira petiz se tratasse,
Encantava-se Ema neste Sentir,
Quando o nocturno se volvia em dia,
E no dia, a beleza da noite se reflectia,
Tal relação como a das estrelas e no mar,
O efeito inconveniente era o interstício,
De ósculos diferentes, sentires afinal díspares.
Na brevidade sublime daquilo que refulge,
De braços abraçados, envolvendo-se
Em si, e em alguns passados adiantes,
Entre versos idílicos, no seu cabelo,
A lenidade da maresia era embalada,
Cada cordel principiado para…
Para… ser afagado sobre sua orelha,
Apontava grãos nas linhas do areal:
“Sou a menina feita de sonhos”,
A estrofe que definia sua passagem.
Havia nascido para amar magia,
A genuína e sincera fonte de magia,
Magia como só poucos conhecem,
Aquilo que jamais se deve apressar,
E até raramente verbalizar pois,
Pois verbalizar é apenas mais uma forma
De relegar o belo e banalizar o especial,
A nascente do manancial do estro,
Poético seria menosprezar esse Sentir,
O envergar o Tudo em cada olhar,
E de Tudo ser parte fraccionária,
Neste conjunto de versos ia rimando,
E surgia o consequente sorriso,
Escapavam-se-lhe como se de,
De uma ligeira petiz se tratasse,
Encantava-se Ema neste Sentir,
Quando o nocturno se volvia em dia,
E no dia, a beleza da noite se reflectia,
Tal relação como a das estrelas e no mar,
O efeito inconveniente era o interstício,
De ósculos diferentes, sentires afinal díspares.
Na subcave do soalheiro Solstício Pt. I
Na subcave do soalheiro Solstício,
A apoteótica Ode ao Orfeão em vão,
Mais menor do que o poema outrora prometido,
O que em cada novo avistamento: disparidade,
A bela e delicada esperançada espera,
Pois a procura é concubina da expectativa,
Como as abjuro a ambas, mesmo quando,
São minhas únicas insidiadoras companhias.
De olhos cintilantes, com frondosas flores
Gentilmente embaladas para ofertar,
Radiosas e fulgentes, o sorriso incidente,
A maior dádiva dos e aos firmamentos: sorrir,
A melancolia havia reencontrado Ema,
Dentre milhares de esferas de pólen esvoejando,
Onde Ema imóvel, aguardava e esperançava,
De vestido cândido, semi-rasgado nas pontas,
Estas humedecidas pelo enlear da maré,
Ondulando ao sabor da brisa marítima,
Suspirava e ia murmurando disparates,
Que apenas ela deveras não percebia,
Rodopiava, no rodopio mais puro
E portanto, o mais estonteante,
O da arritmia de seu respirar,
Ia recaindo na brisa fortuitamente,
Quão subtil seu ténue embalar,
De pés descalços, areia dentre dedos,
Deleitando-se no aparentemente
Ridículo e patético, todos os amadores,
Como são, amando sem esperar retorno,
Ignorando o que ridículo e patético significa,
Seus olhos: as estrelas aguadas mais brilhantes
Do ponto donde era até ao longínquo horizonte.
Rosa. M. Gray
A apoteótica Ode ao Orfeão em vão,
Mais menor do que o poema outrora prometido,
O que em cada novo avistamento: disparidade,
A bela e delicada esperançada espera,
Pois a procura é concubina da expectativa,
Como as abjuro a ambas, mesmo quando,
São minhas únicas insidiadoras companhias.
De olhos cintilantes, com frondosas flores
Gentilmente embaladas para ofertar,
Radiosas e fulgentes, o sorriso incidente,
A maior dádiva dos e aos firmamentos: sorrir,
A melancolia havia reencontrado Ema,
Dentre milhares de esferas de pólen esvoejando,
Onde Ema imóvel, aguardava e esperançava,
De vestido cândido, semi-rasgado nas pontas,
Estas humedecidas pelo enlear da maré,
Ondulando ao sabor da brisa marítima,
Suspirava e ia murmurando disparates,
Que apenas ela deveras não percebia,
Rodopiava, no rodopio mais puro
E portanto, o mais estonteante,
O da arritmia de seu respirar,
Ia recaindo na brisa fortuitamente,
Quão subtil seu ténue embalar,
De pés descalços, areia dentre dedos,
Deleitando-se no aparentemente
Ridículo e patético, todos os amadores,
Como são, amando sem esperar retorno,
Ignorando o que ridículo e patético significa,
Seus olhos: as estrelas aguadas mais brilhantes
Do ponto donde era até ao longínquo horizonte.
Rosa. M. Gray
sábado, 13 de novembro de 2010
Ego Stigmare - Chapter - Lua
Chapter - Lua …and thus we celebrated the death of yet another ghost, no words could adonize this moment. And again, the moon dialogued with me… she was not the original moon though, perhaps merely a cheap copy, a decoy to attract my attention. My deduction was that the printing work didn’t result, or possibly the crayon’ ink was little… once a copy, always and forever a copy, no copy is better than its original… In a reserved way she was asked if she hated the genuine moon, she retorted that every copy hates the original, not for envy, but because they know… they know that uniqueness evades them for every breath they take.
Lua - I feel just like a cheap copy.
I - What is that makes you feel so cheap?
L - To know the truth, to have the conscience I’m just a copy.
I – Anyway, the moon is overrated. She’s nosy too, always trying to listen to the confidences I make to the Sea.
L – Did she bother you? Well, did she succeed?
I – Not really, we communicate in our own language.
L – I asked if she disturbed you.
I – No, I enjoy her presence.
L – I don’t like that you enjoy my presence.
I – You are not the moon, you are just a copy.
L – Copies always act like the original.
I – And what does a copy do?
L – I cannot say…
I – There are copies more perfect than the original no? But what’s a copy? Who are you?
L – I am the moon’s copy. Lua is the name I subdue my essence to answer to.
I – Yes, but... *who* are you?
L – Maybe I just don’t know anymore. Maybe the only knowledge I have from myself is from the images that gently flow with the Sea. Even so, am I real merely for being reflected? And who or what would scream without a voice if even now is gone?
I – Only if someone should happen to go on by and noticed…
L – These prayers fall on deaf hears. And the answers delay to be received.
I – But there are no questions, merely two hearts hastened on their beat...
L – I have no heart, or have you forgotten that the moon is a woman? Only for what it suits me.
I – I don’t believe in women, nor do I believe in men…mere humans, nothing alike… I believe in superior beings.
L – Do you think of yourself as being superior?
I – I’m not comparable, as for superior… there’s someone out there that is. I’m just different.
L – Are these your beliefs?
I – Perhaps a touch, a fragrance, a deep look? Perfume of a thousand roses flowing at the spring’s winds flavor, a light emancipated from gilded visions.
L – Roses smell like falsehood. They stink of passion, and passion is a forgery.
I – And so, are you false?
L – No, your smell is though.
I – Nonsense, everything that is beautiful smells like roses and I don’t refer to their factual essence, but the idea and to what she instigates.
L – Ridiculous… they smell, inspire and denounce hypocrisy.
I – I prefer azaleas, myrtles and dandelions… but what does it matter, the last star in the sky foresees that in a while everything will end.
L – I have never smelled those.
I – The sun will return, and with him the light that shall conquer the day. And you will be gone, for indefinite time.
L – The sun will rise, but everything will happen as if it’s still night. Everybody behaves as if we were constantly in the dark. As if no one could see what they do, the ghosts that haunt them and the skeletons they store on their closets.
I – Maybe we have been searching light for all this time in all the wrong places… true light will not arrive from the outside, she’s not brought by any star, she’s not dangling on the street’s lamp and she’s not to be looked for… she inhabits within ourselves, she is strong enough to illumine our paths and when the day is over, we will still be part of her.
L – That would be to reach perfection, stability, what’s the fun in that?
I – All the light you may ever come to retrieve will never be eternal, and that’s the fun part. I’ve been told that there’s only one thing eternal in the world, but even it ends.
L – That’s the ironic part I guess, but I never got the joke, I never understood it.
I – Everything ends, but time has very extensive boundaries. Maybe that’s what I’m searching for, endless light. Tell me moon that over me illumines… is that your shine or from another?
L – It’s yours.
I – Are you mine then?
L – For moments, yes. Will you want me until the end? I??… a copy??...
I – For me you will always be the original, for you are all I know as moments end… could eternity be little time if with the ideal company? I bel… I know it would.
L – Why does it have to end then?
I – Things only end, because others have to begin… good things stay forever.
L – And is that the ideal company?
I – Someone I can be with without falling in the banality of using words in order to express ourselves when all I want is to share a beautiful instant of silence. Yours is?
L – Someone that can make me cry.
I – And cleans your face the moment after with his face, so that the tears may stream from both faces?
L – […]
And no replied was ever made from the other side, our closest star was once again reborn and Lua nowhere to be seen… but I exited the beach with a smile on my face, I’ll be seeing her in my dreams.
n. ego
Lua - I feel just like a cheap copy.
I - What is that makes you feel so cheap?
L - To know the truth, to have the conscience I’m just a copy.
I – Anyway, the moon is overrated. She’s nosy too, always trying to listen to the confidences I make to the Sea.
L – Did she bother you? Well, did she succeed?
I – Not really, we communicate in our own language.
L – I asked if she disturbed you.
I – No, I enjoy her presence.
L – I don’t like that you enjoy my presence.
I – You are not the moon, you are just a copy.
L – Copies always act like the original.
I – And what does a copy do?
L – I cannot say…
I – There are copies more perfect than the original no? But what’s a copy? Who are you?
L – I am the moon’s copy. Lua is the name I subdue my essence to answer to.
I – Yes, but... *who* are you?
L – Maybe I just don’t know anymore. Maybe the only knowledge I have from myself is from the images that gently flow with the Sea. Even so, am I real merely for being reflected? And who or what would scream without a voice if even now is gone?
I – Only if someone should happen to go on by and noticed…
L – These prayers fall on deaf hears. And the answers delay to be received.
I – But there are no questions, merely two hearts hastened on their beat...
L – I have no heart, or have you forgotten that the moon is a woman? Only for what it suits me.
I – I don’t believe in women, nor do I believe in men…mere humans, nothing alike… I believe in superior beings.
L – Do you think of yourself as being superior?
I – I’m not comparable, as for superior… there’s someone out there that is. I’m just different.
L – Are these your beliefs?
I – Perhaps a touch, a fragrance, a deep look? Perfume of a thousand roses flowing at the spring’s winds flavor, a light emancipated from gilded visions.
L – Roses smell like falsehood. They stink of passion, and passion is a forgery.
I – And so, are you false?
L – No, your smell is though.
I – Nonsense, everything that is beautiful smells like roses and I don’t refer to their factual essence, but the idea and to what she instigates.
L – Ridiculous… they smell, inspire and denounce hypocrisy.
I – I prefer azaleas, myrtles and dandelions… but what does it matter, the last star in the sky foresees that in a while everything will end.
L – I have never smelled those.
I – The sun will return, and with him the light that shall conquer the day. And you will be gone, for indefinite time.
L – The sun will rise, but everything will happen as if it’s still night. Everybody behaves as if we were constantly in the dark. As if no one could see what they do, the ghosts that haunt them and the skeletons they store on their closets.
I – Maybe we have been searching light for all this time in all the wrong places… true light will not arrive from the outside, she’s not brought by any star, she’s not dangling on the street’s lamp and she’s not to be looked for… she inhabits within ourselves, she is strong enough to illumine our paths and when the day is over, we will still be part of her.
L – That would be to reach perfection, stability, what’s the fun in that?
I – All the light you may ever come to retrieve will never be eternal, and that’s the fun part. I’ve been told that there’s only one thing eternal in the world, but even it ends.
L – That’s the ironic part I guess, but I never got the joke, I never understood it.
I – Everything ends, but time has very extensive boundaries. Maybe that’s what I’m searching for, endless light. Tell me moon that over me illumines… is that your shine or from another?
L – It’s yours.
I – Are you mine then?
L – For moments, yes. Will you want me until the end? I??… a copy??...
I – For me you will always be the original, for you are all I know as moments end… could eternity be little time if with the ideal company? I bel… I know it would.
L – Why does it have to end then?
I – Things only end, because others have to begin… good things stay forever.
L – And is that the ideal company?
I – Someone I can be with without falling in the banality of using words in order to express ourselves when all I want is to share a beautiful instant of silence. Yours is?
L – Someone that can make me cry.
I – And cleans your face the moment after with his face, so that the tears may stream from both faces?
L – […]
And no replied was ever made from the other side, our closest star was once again reborn and Lua nowhere to be seen… but I exited the beach with a smile on my face, I’ll be seeing her in my dreams.
n. ego
domingo, 7 de novembro de 2010
O Neptuniano, A Virgem e o Sagitário
Na passagem pelo além,
Que vá pequeno, vertical e belo,
(Infinitamente destas 3 formas isto é)
O resto são linhas e contornos excessivos:
Beijando-lhe na mão, desconhecendo a razão.
Apontado pelo dedo indicador, soando a doido
A maior parte de, de… de quase todas as vezes,
Sorriso do sempre ausente, presentemente algures,
Algum dia será manhã, e a alvorada é o nosso jardim,
Quando terminará esta noite? A última sempre sem anestesia?
Para mais tarde recordar, vai-se esquecendo, o suave e doce olvido.
Aquele da partilha estonteante, não circunscrita, sem Tempo restante,
Como rememoro esses instantes, tatuados ora em cicatrizes ora em adornos,
Sou o último da minha espécie, em breve partirei e serei parte do enfim Inteiro,
A cada novo avistamento, em cada novo instante, perderei ou acrescentarei,
Para além disso, sou a Aurora Crepuscular, o daymare da magia não avistada:
Por eles, em discurso aparentemente desconexo, apontado e soando a paranóia,
E paranóia é saber exactamente qual a razão pela qual estamos aqui,
Loucura!? É sentir inequivocamente o que somos, a coerência na autodefinição, sermos rendidos,
Externamente por aqueles que não compreendem, que não sentem, que não avistam,
Como nós. E vamos compreendendo, vamos inspirando, vamos beijando o Céu e…
Recuperando a Lua, por cada beijo, mais solitários e perdidos, mais sozinhos e perdidos.
No antagonismo entre a salvação da Obra e consequente Humanidade ou do ritual do Eu;
Contudo, na luminescência das esferas supra-celestes, naquilo tido como estritamente Belo, no singelamente estonteante, no voo alífero, envolvemo-nos lentamente no Etér,
Euoé! Replicado pela colina abaixo, no beijo mais calmo e abundante de todos, aquele que sorri! Aquele que se alastra, que contagia de leveza seus interlocutores e espectadores;
Na partilha, na aceitação, no voo desmedido pela encosta do Sonho, e a Salvação,
Esta sim, tem o nome mais belo de todos, chama-se Amor e começa inicialmente em nós,
Depois, os outros avistá-la-ão por cada sorriso, por cada olhar, a Paixão pela Vida então soletrada em minúsculas (os transeuntes medrosos querê-la-ão para eles), a mais Bela de todas…
A Senhora de Azul Lazuli, a dama que desliza lesta, ora bailando ora estrebuchando,
As Oressas, são este olhar, este sentir, esta verdade plena que só pode ser mentira,
Não há plenitude, apenas ideais e expectativas que, como tal, são apenas isso,
A queda de chuva, a queda do Sol, e os meios-termos que, perfuram a pele,
Estraçalham a alma a quem é diferente, a quem Viver por vezes é vida ausente;
No entanto, tão, tão mas mesmo tão presente, que se vai reflectindo, indiferente,
Ousando oscular o sonho, com coragem suficiente para elevar os braços e beijá-lo,
Isso sim, neste mundo, a maior doença, a falta de inconsciência é presenteada enquanto que…
Oh… soubesse eu o meio-termo exacto, o único meio-termo que vale realmente a pena,
O ponto mediano que apenas sabe o nome de equilíbrio, harmonia e sentido de Ser;
Soubesse então isso e não escreveria mais… jamais… jamais.
n. ego; Rosa M. Gray, Ernesto Encarnação.
Que vá pequeno, vertical e belo,
(Infinitamente destas 3 formas isto é)
O resto são linhas e contornos excessivos:
Beijando-lhe na mão, desconhecendo a razão.
Apontado pelo dedo indicador, soando a doido
A maior parte de, de… de quase todas as vezes,
Sorriso do sempre ausente, presentemente algures,
Algum dia será manhã, e a alvorada é o nosso jardim,
Quando terminará esta noite? A última sempre sem anestesia?
Para mais tarde recordar, vai-se esquecendo, o suave e doce olvido.
Aquele da partilha estonteante, não circunscrita, sem Tempo restante,
Como rememoro esses instantes, tatuados ora em cicatrizes ora em adornos,
Sou o último da minha espécie, em breve partirei e serei parte do enfim Inteiro,
A cada novo avistamento, em cada novo instante, perderei ou acrescentarei,
Para além disso, sou a Aurora Crepuscular, o daymare da magia não avistada:
Por eles, em discurso aparentemente desconexo, apontado e soando a paranóia,
E paranóia é saber exactamente qual a razão pela qual estamos aqui,
Loucura!? É sentir inequivocamente o que somos, a coerência na autodefinição, sermos rendidos,
Externamente por aqueles que não compreendem, que não sentem, que não avistam,
Como nós. E vamos compreendendo, vamos inspirando, vamos beijando o Céu e…
Recuperando a Lua, por cada beijo, mais solitários e perdidos, mais sozinhos e perdidos.
No antagonismo entre a salvação da Obra e consequente Humanidade ou do ritual do Eu;
Contudo, na luminescência das esferas supra-celestes, naquilo tido como estritamente Belo, no singelamente estonteante, no voo alífero, envolvemo-nos lentamente no Etér,
Euoé! Replicado pela colina abaixo, no beijo mais calmo e abundante de todos, aquele que sorri! Aquele que se alastra, que contagia de leveza seus interlocutores e espectadores;
Na partilha, na aceitação, no voo desmedido pela encosta do Sonho, e a Salvação,
Esta sim, tem o nome mais belo de todos, chama-se Amor e começa inicialmente em nós,
Depois, os outros avistá-la-ão por cada sorriso, por cada olhar, a Paixão pela Vida então soletrada em minúsculas (os transeuntes medrosos querê-la-ão para eles), a mais Bela de todas…
A Senhora de Azul Lazuli, a dama que desliza lesta, ora bailando ora estrebuchando,
As Oressas, são este olhar, este sentir, esta verdade plena que só pode ser mentira,
Não há plenitude, apenas ideais e expectativas que, como tal, são apenas isso,
A queda de chuva, a queda do Sol, e os meios-termos que, perfuram a pele,
Estraçalham a alma a quem é diferente, a quem Viver por vezes é vida ausente;
No entanto, tão, tão mas mesmo tão presente, que se vai reflectindo, indiferente,
Ousando oscular o sonho, com coragem suficiente para elevar os braços e beijá-lo,
Isso sim, neste mundo, a maior doença, a falta de inconsciência é presenteada enquanto que…
Oh… soubesse eu o meio-termo exacto, o único meio-termo que vale realmente a pena,
O ponto mediano que apenas sabe o nome de equilíbrio, harmonia e sentido de Ser;
Soubesse então isso e não escreveria mais… jamais… jamais.
n. ego; Rosa M. Gray, Ernesto Encarnação.
domingo, 31 de outubro de 2010
2ois
Seremos pó brevemente e o anseio concludente,
Na brevidade abreviada: poeira de restos estelares,
A leda passeata, a vertiginosa ascendência refluente
As Cintilantes, minhas doces amigas das orlas nebulares
Seu brilho, em nosso fulgor retratado, ósculo suas porções,
E essas a mim e em nós, entearadas sobre nossos narizes;
Seremos a coragem de ser magia genuína nestas fracções,
De tempo infinitésimo, a impressão subtil de díspares matizes;
Em olhos cuja tonalidade da paisagem é reciproca,
Respira, respira, afinal havemos passado a casa partida,
Cantarolando o sorriso à porta aberta, verdade inequívoca,
Caminhando em seus sonhos, a singularidade é não abstida;
O óbito de uma estrela é a nascença de e em seus fragmentos
Em eventuais consciências, a subdivisão da afinal perfeita Criação,
O sorriso escorrendo pela parte esquerda do olho, seus entoamentos,
Somos renascimento de estrelas por cada respirar, a divina intenção;
n. ego
Na brevidade abreviada: poeira de restos estelares,
A leda passeata, a vertiginosa ascendência refluente
As Cintilantes, minhas doces amigas das orlas nebulares
Seu brilho, em nosso fulgor retratado, ósculo suas porções,
E essas a mim e em nós, entearadas sobre nossos narizes;
Seremos a coragem de ser magia genuína nestas fracções,
De tempo infinitésimo, a impressão subtil de díspares matizes;
Em olhos cuja tonalidade da paisagem é reciproca,
Respira, respira, afinal havemos passado a casa partida,
Cantarolando o sorriso à porta aberta, verdade inequívoca,
Caminhando em seus sonhos, a singularidade é não abstida;
O óbito de uma estrela é a nascença de e em seus fragmentos
Em eventuais consciências, a subdivisão da afinal perfeita Criação,
O sorriso escorrendo pela parte esquerda do olho, seus entoamentos,
Somos renascimento de estrelas por cada respirar, a divina intenção;
n. ego
2as
2as camas vazias e seus ecos reverberados,
Sob, sobre e dentre corredores de mármore
É o silêncio avassalador dos sonhos adiados,
O caminho malfadado, o bater que demore;
À entrada soalheira do reluzente abisso,
Na sentida ausência da sombra póstuma,
A beleza refulge no olhar, no pré-esquisso,
Do inteiro encetado pela metade, é pluma
Esvoaçando por coreto onírico e incógnito,
Como o reconheço, neste sussurro espectral,
O olhar é fumo, névoa e a enxurrada granito,
A flauta idílica longínqua, a projecção astral,
Deambulando de olhar em mão em olhar,
Cativada em prisão auto-infligida, sinto-as,
Nas Oressas e seus passares: este estrebuchar
Meio doce, meio perfume em palmas, indistinto;
Rosa. M. Gray
Sob, sobre e dentre corredores de mármore
É o silêncio avassalador dos sonhos adiados,
O caminho malfadado, o bater que demore;
À entrada soalheira do reluzente abisso,
Na sentida ausência da sombra póstuma,
A beleza refulge no olhar, no pré-esquisso,
Do inteiro encetado pela metade, é pluma
Esvoaçando por coreto onírico e incógnito,
Como o reconheço, neste sussurro espectral,
O olhar é fumo, névoa e a enxurrada granito,
A flauta idílica longínqua, a projecção astral,
Deambulando de olhar em mão em olhar,
Cativada em prisão auto-infligida, sinto-as,
Nas Oressas e seus passares: este estrebuchar
Meio doce, meio perfume em palmas, indistinto;
Rosa. M. Gray
Esbracejando
“Esbracejando para ostentar vida
Quando o viver é tudo menos isso.”
Beijando-lhe a mão, desconhecendo tal razão,
Beijando-lhe a mão, desconhecendo tal razão,
E a Vida sobrevém, ecoando no não finito – ressoando.
Porém o simples, quando acontece, é o único premeditado
O único propósito do fluir, o soar familiar, o euoé! replicado acolá,
Em milhares de janelas, testemunhando-nos a dançar dentre as flores,
No olhar pintado a colorido, o mundo reflecte-o, colorido se tornando,
Acercando-se do não finito, o instante de maresia de estio proveniente,
Quando o olhar é tinta, pintado é tudo em que este tacteia, tão docemente
E tão ténue se torna seu pestanejar, não subtrai nada à ocorrência sincronística
De quando este ocorre, é a adição de momentos entreposta com o expressivo silêncio;
Como este é ansiado, negligenciado e menosprezado pelos demais banais transeuntes,
{estes que se especializam subconscientemente em “transeuntar” durante seus caminhos.}
Os bípedes verbais, tagarelando e discutindo semânticas e assuntos aos quais nem as pedras se interessariam por…
A plenitude atingida do meio-termo percepcionado entre as margens, a dourada indiferença auriluzindo {como tudo o que doura},
O granjear do vulgar enquanto a abóboda celeste é mantida apenas no céu, não recobrada,
Haveis esquecido de que ela deveria habitar sim em vossos corações? Haveis pontuado a magia com o seu ponto mais inconcludente, mais inconciliável: O silêncio mudo que esbraceja na tentativa vã de ressoar a Vida.
n. ego
Quando o viver é tudo menos isso.”
Beijando-lhe a mão, desconhecendo tal razão,
Beijando-lhe a mão, desconhecendo tal razão,
E a Vida sobrevém, ecoando no não finito – ressoando.
Porém o simples, quando acontece, é o único premeditado
O único propósito do fluir, o soar familiar, o euoé! replicado acolá,
Em milhares de janelas, testemunhando-nos a dançar dentre as flores,
No olhar pintado a colorido, o mundo reflecte-o, colorido se tornando,
Acercando-se do não finito, o instante de maresia de estio proveniente,
Quando o olhar é tinta, pintado é tudo em que este tacteia, tão docemente
E tão ténue se torna seu pestanejar, não subtrai nada à ocorrência sincronística
De quando este ocorre, é a adição de momentos entreposta com o expressivo silêncio;
Como este é ansiado, negligenciado e menosprezado pelos demais banais transeuntes,
{estes que se especializam subconscientemente em “transeuntar” durante seus caminhos.}
Os bípedes verbais, tagarelando e discutindo semânticas e assuntos aos quais nem as pedras se interessariam por…
A plenitude atingida do meio-termo percepcionado entre as margens, a dourada indiferença auriluzindo {como tudo o que doura},
O granjear do vulgar enquanto a abóboda celeste é mantida apenas no céu, não recobrada,
Haveis esquecido de que ela deveria habitar sim em vossos corações? Haveis pontuado a magia com o seu ponto mais inconcludente, mais inconciliável: O silêncio mudo que esbraceja na tentativa vã de ressoar a Vida.
n. ego
sábado, 16 de outubro de 2010
No meio vezes milhares de vezes = metade. (Ser no escuro)
Entre valetas e prados verdes, entremeado
O céu na água, neste singelo olhar reflectido
Na atrocidade do poema idílico propositado,
Perde-se a suavidade do toque e enfim, sentido;
É drama, é trágica e ensurdecedora a queda
Nunca caindo no mesmo sítio a chuva incipiente,
Acorda(n)do, face ao esquecimento do perdão,
Já não é a insónia, é a escassez de sonho latente,
Enxofre sulfúrico inalado e o algoz da sofreguidão,
As ondas sussurrando silenciosamente meus nomes
A náusea do ósculo demorado na orla da estrada,
Era o sonho grandioso, a paz esmerilada ao alcance,
Sob o céu aberto, na orla ausente, a Virgem desflorada,
Erguendo sua voz para os Sem Nome, alienado romance;
Afinal acerca-se, contudo a alvorada é sempre a mesma,
Os mais negros passageiros, a desordem pia do ser,
A alvorada avista-se, igual às outras depois do antes,
Sorvendo o pó Elísio na tentativa inócua de preencher,
Cada novo avistamento - digno dos esboços de Dantes,
Meus nomes ténues rascunhos nos tendíneos sinuosos do areal
(Se te traçasse as galáxias escusas em meu olhar,
Envolvê-las-ias?): Suspirava Mirto face à bela Oressa,
Esquiva e luciferina, deslizando suave neste nosso latejar,
Inúmeras e demasiadas vezes, recaído em iludida peça,
Seu semblante, seu passar, mil adagas pontuando a pele
A mais nefasta de todas, a assimetria do bater cardíaco
A enganação face ao vil, ao algoz sentido de pertença,
O abraço do Inverno, desígnio comum do plebeu empírico,
Olhos brilham ao avistar-vos, é involuntário – é árdua sentença;
Partilhai vossa mão comigo, caminhemos dentre as constelações
Arrancarei as estrelas dos pulsos, entre a morrinha e o sol,
Uma a uma, esmaecida, enegrecida, seu pleno consumido,
O indecoro do tragado, o susceptível ferido de peito no anzol,
Sob as luzes citadinas, o trilho da aventesma, de olhar infundido,
O inconciliável ao habitual, no entanto assumidamente sua síncrise
Desprotegida perante as subtilezas mais inofensivas de seus contornos,
Voando demasiado próxima do sol, o semblante acerca-se de si mesmo
Aluído pelo limbo da recontagem das estrelas do céu, são estes adornos,
As gotículas cintilantes incrustadas em caças sonhos {des?}largados a esmo;
Quando o indistinto é o axioma, e o axioma é oximoro e antítese patenteado
Do sensismo inverosímil, não crença que fútil então prometeu
Este sentir, dente de leão postergado por Oressa, (como te procuro)
A candeia enfim se silencia, e no escuro, e no escuro, eu…
… E no escuro…
Rosa M. Gray
O céu na água, neste singelo olhar reflectido
Na atrocidade do poema idílico propositado,
Perde-se a suavidade do toque e enfim, sentido;
É drama, é trágica e ensurdecedora a queda
Nunca caindo no mesmo sítio a chuva incipiente,
Acorda(n)do, face ao esquecimento do perdão,
Já não é a insónia, é a escassez de sonho latente,
Enxofre sulfúrico inalado e o algoz da sofreguidão,
As ondas sussurrando silenciosamente meus nomes
A náusea do ósculo demorado na orla da estrada,
Era o sonho grandioso, a paz esmerilada ao alcance,
Sob o céu aberto, na orla ausente, a Virgem desflorada,
Erguendo sua voz para os Sem Nome, alienado romance;
Afinal acerca-se, contudo a alvorada é sempre a mesma,
Os mais negros passageiros, a desordem pia do ser,
A alvorada avista-se, igual às outras depois do antes,
Sorvendo o pó Elísio na tentativa inócua de preencher,
Cada novo avistamento - digno dos esboços de Dantes,
Meus nomes ténues rascunhos nos tendíneos sinuosos do areal
(Se te traçasse as galáxias escusas em meu olhar,
Envolvê-las-ias?): Suspirava Mirto face à bela Oressa,
Esquiva e luciferina, deslizando suave neste nosso latejar,
Inúmeras e demasiadas vezes, recaído em iludida peça,
Seu semblante, seu passar, mil adagas pontuando a pele
A mais nefasta de todas, a assimetria do bater cardíaco
A enganação face ao vil, ao algoz sentido de pertença,
O abraço do Inverno, desígnio comum do plebeu empírico,
Olhos brilham ao avistar-vos, é involuntário – é árdua sentença;
Partilhai vossa mão comigo, caminhemos dentre as constelações
Arrancarei as estrelas dos pulsos, entre a morrinha e o sol,
Uma a uma, esmaecida, enegrecida, seu pleno consumido,
O indecoro do tragado, o susceptível ferido de peito no anzol,
Sob as luzes citadinas, o trilho da aventesma, de olhar infundido,
O inconciliável ao habitual, no entanto assumidamente sua síncrise
Desprotegida perante as subtilezas mais inofensivas de seus contornos,
Voando demasiado próxima do sol, o semblante acerca-se de si mesmo
Aluído pelo limbo da recontagem das estrelas do céu, são estes adornos,
As gotículas cintilantes incrustadas em caças sonhos {des?}largados a esmo;
Quando o indistinto é o axioma, e o axioma é oximoro e antítese patenteado
Do sensismo inverosímil, não crença que fútil então prometeu
Este sentir, dente de leão postergado por Oressa, (como te procuro)
A candeia enfim se silencia, e no escuro, e no escuro, eu…
… E no escuro…
Rosa M. Gray
Waiting for: …
And there was true snow over there
Ghostly liquid nowadays seems so rare (and we seem so rare)
The mountain side whispered “safe journey”
And threading began, little hopes of ever returning
…where does this little mountain end?
Borrowed was a safe-stick to lead the way
He is I, I am he, together we Life portray
Thoughts may come and crumble inside
On a lonely box in mute-silence they’ll confide
…oh Rosa how we need to L*ve…
There’s a sweet place to call home
Concealed in bright sunrise’ colours
Somewhere a lady arrayed in indigo (blue…)
Waiting flowers to never call ours,
Head held up high revealing the unbound sky (is it really mine?)
Will never have anything mine, for I’m owned by my own Life
A clean blanket stained with a stern reprimand
As mountain smoke is inhaled at the river’s bend
(Like)Upward Pisces scaling a longer travel’s root
(Always)Near the abyss waiting for undying truth
…when does this beautiful Life begin?
Days that traversed this forgotten road (so old)
Shall remain as imagery shadows forever untold
Need to sing, to swim and fly (so high)
The Earth is too small, my reserved spot is in the sky
…lend me faerie’s powder to dream my own Dream
There’s a sweet place to call home
Concealed in bright sunrise’ colours
Somewhere a lady arrayed in indigo (blue…)
Waiting flowers to never call ours,
Head held up high revealing the unbound sky (I fly…)
Will never have anything mine, for I’m owned by my own Life
Waiting, Waiting, Waiting (for life to begin)
n. ego
Ghostly liquid nowadays seems so rare (and we seem so rare)
The mountain side whispered “safe journey”
And threading began, little hopes of ever returning
…where does this little mountain end?
Borrowed was a safe-stick to lead the way
He is I, I am he, together we Life portray
Thoughts may come and crumble inside
On a lonely box in mute-silence they’ll confide
…oh Rosa how we need to L*ve…
There’s a sweet place to call home
Concealed in bright sunrise’ colours
Somewhere a lady arrayed in indigo (blue…)
Waiting flowers to never call ours,
Head held up high revealing the unbound sky (is it really mine?)
Will never have anything mine, for I’m owned by my own Life
A clean blanket stained with a stern reprimand
As mountain smoke is inhaled at the river’s bend
(Like)Upward Pisces scaling a longer travel’s root
(Always)Near the abyss waiting for undying truth
…when does this beautiful Life begin?
Days that traversed this forgotten road (so old)
Shall remain as imagery shadows forever untold
Need to sing, to swim and fly (so high)
The Earth is too small, my reserved spot is in the sky
…lend me faerie’s powder to dream my own Dream
There’s a sweet place to call home
Concealed in bright sunrise’ colours
Somewhere a lady arrayed in indigo (blue…)
Waiting flowers to never call ours,
Head held up high revealing the unbound sky (I fly…)
Will never have anything mine, for I’m owned by my own Life
Waiting, Waiting, Waiting (for life to begin)
n. ego
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Listening
…and time stopped
Sitting, sitting on his head there’s a clock
Ticking, waiting for an imminent stop
With no words, no words to grant for the deaf
Is there still something at all, ticking in his chest?…
Listening the unwinding
Listening…
To no words, no words but from the voice she longs to hear
In a thwarted place there’s always, a sigh so near
Sailing across the soaring sea as you please
Whilst forlorn echoes diffuse within the breeze…
Listening the unwinding
Listening…
Sitting, sitting on his head there’s a clock
Ticking, waiting for an imminent stop
With no words, no words to spare for the undead
Is it so difficult to walk this thin little thread?…
Listening the unwinding
Listening…
(nachio)
Sitting, sitting on his head there’s a clock
Ticking, waiting for an imminent stop
With no words, no words to grant for the deaf
Is there still something at all, ticking in his chest?…
Listening the unwinding
Listening…
To no words, no words but from the voice she longs to hear
In a thwarted place there’s always, a sigh so near
Sailing across the soaring sea as you please
Whilst forlorn echoes diffuse within the breeze…
Listening the unwinding
Listening…
Sitting, sitting on his head there’s a clock
Ticking, waiting for an imminent stop
With no words, no words to spare for the undead
Is it so difficult to walk this thin little thread?…
Listening the unwinding
Listening…
(nachio)
domingo, 19 de setembro de 2010
Alba III - {From the Distance They Fell}
Spell your name on feather napkins, and King for a flight shall be the reward
Below fountains of light, these waterfalls dreams still stream to a holy shrine
source of the long distant journey {each step that æ cherish} are eyes placed on a common horizon
borrowing the glitter from Rigel, my brothers L*ve is here, enveloping our sight
{like a rainbow} – rain and vows
Time the innkeeper with quicksand, our footsteps, conceals
Coterie of eidolons quill drawn, where the sea meets the sky
{only ghosts whisper like this}
Bedighted saunter into cosmos pathway
{Wayward left}, each semicircle is half everything
Exposed… ad-infinitum, beginning another one
Outstretched fingers to every snowflake
gleaming within a thousand {Somnium…!} points of light…
{on?} your eyes, there’s so much more to see
Outstretched fingers to every snowflake
gleaming within a thousand {Somnium…!} points of light…
{open} your eyes, there’s so much more to see beyond
Outstretched fingers and æ’ll catch them all
Blazing within a thousand {Somnium…!} points of light…
the time has come, … to awake and be… come
light…
“the scars on our backs are tales to remember
the feeling of the immensity of a yotta second
when beauty was known, without the touch of light
and delight was freedom, in the absence of consciousness”
(nachio)
Below fountains of light, these waterfalls dreams still stream to a holy shrine
source of the long distant journey {each step that æ cherish} are eyes placed on a common horizon
borrowing the glitter from Rigel, my brothers L*ve is here, enveloping our sight
{like a rainbow} – rain and vows
Time the innkeeper with quicksand, our footsteps, conceals
Coterie of eidolons quill drawn, where the sea meets the sky
{only ghosts whisper like this}
Bedighted saunter into cosmos pathway
{Wayward left}, each semicircle is half everything
Exposed… ad-infinitum, beginning another one
Outstretched fingers to every snowflake
gleaming within a thousand {Somnium…!} points of light…
{on?} your eyes, there’s so much more to see
Outstretched fingers to every snowflake
gleaming within a thousand {Somnium…!} points of light…
{open} your eyes, there’s so much more to see beyond
Outstretched fingers and æ’ll catch them all
Blazing within a thousand {Somnium…!} points of light…
the time has come, … to awake and be… come
light…
“the scars on our backs are tales to remember
the feeling of the immensity of a yotta second
when beauty was known, without the touch of light
and delight was freedom, in the absence of consciousness”
(nachio)
Sing to Her :)
Hey you, lingering in bed
Don’t you know, there’s a beautiful world ahead
The ticking urges yet quite never stops
{but} Is this an enough reason to rush after the clock?
Hey you….
Hey you, the dawn delays I know
If in night, maybe a new way would be nice way to go
There are chances and gaps open to proceed
Even though it’s much easier to simply sit and bleed
Sing to Her: (and we’ll live one thousand years)
Hey you surrounded by four walls
Somewhere and sometimes even an angel falls
It’s ok gravity so dictates
Chosen lips can’t be crypts to wayward fates.
Hey you
Hey you, drowning in November’s shed
Outside open fields and fresh air to breathe instead
The shadows of the brittle human mind
Postpone our walk on a wistful little line
Sing to Her: (and we’ll live one thousand years)
(nachio)
Don’t you know, there’s a beautiful world ahead
The ticking urges yet quite never stops
{but} Is this an enough reason to rush after the clock?
Hey you….
Hey you, the dawn delays I know
If in night, maybe a new way would be nice way to go
There are chances and gaps open to proceed
Even though it’s much easier to simply sit and bleed
Sing to Her: (and we’ll live one thousand years)
Hey you surrounded by four walls
Somewhere and sometimes even an angel falls
It’s ok gravity so dictates
Chosen lips can’t be crypts to wayward fates.
Hey you
Hey you, drowning in November’s shed
Outside open fields and fresh air to breathe instead
The shadows of the brittle human mind
Postpone our walk on a wistful little line
Sing to Her: (and we’ll live one thousand years)
(nachio)
domingo, 12 de setembro de 2010
From a Ghost
“The night is gone
And I’ve waited all day
The morning is gone
And I’ve waited all night
Hush for a moment
And grant me what I need
the most special moment of timeless Time”
She weaves over clouds blue petals with her good hand
A wait that soon becomes a prison fails to comprehend
All the whispers she never thought to say
Were never enough to brighten Her own day
Lua by now must be failing to understand
That the shiniest moment comes from within
And I’ve waited all day
The morning is gone
And I’ve waited all night
Hush for a moment
And grant me what I need
the most special moment of timeless Time”
She weaves over clouds blue petals with her good hand
A wait that soon becomes a prison fails to comprehend
All the whispers she never thought to say
Were never enough to brighten Her own day
Lua by now must be failing to understand
That the shiniest moment comes from within
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Primaveras sentirão a minha falta
Quando partir; as Primaveras entoarão minha falta
(Sei-o perfeitamente, mas… alguma vez cá estive?)
De cabeça na palha, o enegrecer do dia, luzente,
A compartilha alífera, singelamente estonteante,
Na entrega e recepção do caça-sonhos inacabado,
Aquele que não conseguia albergar toda a luz solar;
Rememoro a busca e encontro da estrela comum,
No meio de milhares, nossos olhos coincidentes
No mesmo ponto tangível, éramos magia genuína;
Indaguei os céus no dia seguinte, apontando-a sozinha,
Trazendo-a na algibeira, convicta de sua especialidade;
Sítios diferentes, caminhos divergentes, perdi-a enfim.
Alienei o que nos unia, a única estrela comum.
Nossa bela e exclusiva estrela. Nossa…
A dor da cativa, não cativada, aprisionada em anseios
Beijos a todos, o simples toque de todas as suas palmas,
Atravessando-os e dissipando-me em seus bateres,
Bailávamos lestos até aos despontares da alvorada,
Livres e selvagens, de sorriso revelado incidente
Esplendente voz em sintonia, somente eu sabia,
O néctar do conseguir deslizar sobre o vento,
O som nos ramos repercutido, re-ressoando,
Da passagem infinita ao fraterno infinitésimo,
Em mim e eu todos os eus de que faço parte.
{Mas eventualmente, farei parte delas.}
Rosa. M. Gray
(Sei-o perfeitamente, mas… alguma vez cá estive?)
De cabeça na palha, o enegrecer do dia, luzente,
A compartilha alífera, singelamente estonteante,
Na entrega e recepção do caça-sonhos inacabado,
Aquele que não conseguia albergar toda a luz solar;
Rememoro a busca e encontro da estrela comum,
No meio de milhares, nossos olhos coincidentes
No mesmo ponto tangível, éramos magia genuína;
Indaguei os céus no dia seguinte, apontando-a sozinha,
Trazendo-a na algibeira, convicta de sua especialidade;
Sítios diferentes, caminhos divergentes, perdi-a enfim.
Alienei o que nos unia, a única estrela comum.
Nossa bela e exclusiva estrela. Nossa…
A dor da cativa, não cativada, aprisionada em anseios
Beijos a todos, o simples toque de todas as suas palmas,
Atravessando-os e dissipando-me em seus bateres,
Bailávamos lestos até aos despontares da alvorada,
Livres e selvagens, de sorriso revelado incidente
Esplendente voz em sintonia, somente eu sabia,
O néctar do conseguir deslizar sobre o vento,
O som nos ramos repercutido, re-ressoando,
Da passagem infinita ao fraterno infinitésimo,
Em mim e eu todos os eus de que faço parte.
{Mas eventualmente, farei parte delas.}
Rosa. M. Gray
A Estranheza do Olhar Pt. 4
Quando encarar o é com estranheza, tudo é estranho,
Anunciando a brevidade da derradeira despedida,
O toque lancetado à algesia, somente e único,
Deslizando na estranha consciência, maledicência
Em serena profusão, sendo esta então, difusa,
Com e em (sem?) sentido desprovido de direcção,
Sou alabastro, em margem de berma de caminho,
Contendo mãos alheias em palmas insuladas,
Somente e só, ressoando a finito ecoado além,
Reconhecendo as esquinas divinas nestas suplicas
Envolvendo e revezando com e no objecto finito,
Sediada era toda a moção, exceptuando acolá,
Exceptuando o singular e único contemplar.
A fracção restante era porção de cor,
Transposição fleumática de meio-tom,
Este sim:
Carecido de oxigénio para enfim respirar.
A única e ultima réstia de ar límpido, sim,
O objectivo é o agora fulminado,
Nas alamedas das docas em maresias,
Vai repousando a manhã em sobressalto,
A lucidez do faroleiro guardada em sótão
Poeirento em seu alvéolo, encontrado
Na vigília face ao poema inacabado,
Adormecendo à mercê das ondas,
Suas tipografias meus rascunhos,
A insídia da passeata sua perspectiva,
Mendigando a formalização da dança,
Assentando-se na fatiga da estadia,
A proximidade da noite, esmorece o dia,
Em palidez circunscrita aparente,
Beijo-vos a mão, desconhecendo tal razão,
Do azul mais escuro, ao claro mais escuro,
Surge a aurora, seu toque delineado neste rosto,
Arrastamento em consequente ebulição,
Ambivalente face ao denso, o proveniente
Espectador em palco opaco, afinal vendo
Seu sorriso retratado, em objectos vulgares,
Eram folhas rasgando as fundações cerúleas,
Breves e esplêndidas, retornando ao ponto inicial,
Silenciando-me à grandeza do fôlego em sono,
Meu carpir, desfoque difuso, panorama em tons
De matiz - o cerúleo: este olhar reflectido no céu.
Seu outrora ósculo, é hoje o meu vaguear,
Na fatiga o espectador que há visto o desmedido
Balancear aparentemente impávido no olho da intempérie
Dos seus colmos e elmos delapidados, tudo o dado
Do cinzento que é tudo menos cor, a porção recebida,
Sorriso, pintado no canto do olho direito, na alma
O convite aberto às nuvens, ao paradigma tatuado
Neste espírito, confere alento até ao pesaroso fardo,
Sim! Em afirmação! Euforia concretizada - Euoé!
A brisa sussurrando pelas folhas, murmura meus nomes,
O anseio aparente em sua inquietude, redecorando minúcias
O momento de contemplação, recordando o instante vindouro,
Bosquejo estoriado no cantinho harmonioso, gentil e suavemente,
Suspiro um: “até já”.
Partindo,
(Com um adeus retratado no coração).
Rosa M. Gray
Anunciando a brevidade da derradeira despedida,
O toque lancetado à algesia, somente e único,
Deslizando na estranha consciência, maledicência
Em serena profusão, sendo esta então, difusa,
Com e em (sem?) sentido desprovido de direcção,
Sou alabastro, em margem de berma de caminho,
Contendo mãos alheias em palmas insuladas,
Somente e só, ressoando a finito ecoado além,
Reconhecendo as esquinas divinas nestas suplicas
Envolvendo e revezando com e no objecto finito,
Sediada era toda a moção, exceptuando acolá,
Exceptuando o singular e único contemplar.
A fracção restante era porção de cor,
Transposição fleumática de meio-tom,
Este sim:
Carecido de oxigénio para enfim respirar.
A única e ultima réstia de ar límpido, sim,
O objectivo é o agora fulminado,
Nas alamedas das docas em maresias,
Vai repousando a manhã em sobressalto,
A lucidez do faroleiro guardada em sótão
Poeirento em seu alvéolo, encontrado
Na vigília face ao poema inacabado,
Adormecendo à mercê das ondas,
Suas tipografias meus rascunhos,
A insídia da passeata sua perspectiva,
Mendigando a formalização da dança,
Assentando-se na fatiga da estadia,
A proximidade da noite, esmorece o dia,
Em palidez circunscrita aparente,
Beijo-vos a mão, desconhecendo tal razão,
Do azul mais escuro, ao claro mais escuro,
Surge a aurora, seu toque delineado neste rosto,
Arrastamento em consequente ebulição,
Ambivalente face ao denso, o proveniente
Espectador em palco opaco, afinal vendo
Seu sorriso retratado, em objectos vulgares,
Eram folhas rasgando as fundações cerúleas,
Breves e esplêndidas, retornando ao ponto inicial,
Silenciando-me à grandeza do fôlego em sono,
Meu carpir, desfoque difuso, panorama em tons
De matiz - o cerúleo: este olhar reflectido no céu.
Seu outrora ósculo, é hoje o meu vaguear,
Na fatiga o espectador que há visto o desmedido
Balancear aparentemente impávido no olho da intempérie
Dos seus colmos e elmos delapidados, tudo o dado
Do cinzento que é tudo menos cor, a porção recebida,
Sorriso, pintado no canto do olho direito, na alma
O convite aberto às nuvens, ao paradigma tatuado
Neste espírito, confere alento até ao pesaroso fardo,
Sim! Em afirmação! Euforia concretizada - Euoé!
A brisa sussurrando pelas folhas, murmura meus nomes,
O anseio aparente em sua inquietude, redecorando minúcias
O momento de contemplação, recordando o instante vindouro,
Bosquejo estoriado no cantinho harmonioso, gentil e suavemente,
Suspiro um: “até já”.
Partindo,
(Com um adeus retratado no coração).
Rosa M. Gray
O Hálito que Exalas Pt. 3
O hálito que exalas, deveria ser todo o meu oxigénio
Respirando seu ósculo, este ténue pestanejar
No seu frágil latejar, as palavras em silêncio
Tenho saudades sim, assumo-o.
Sim… assumo-o.
(de)
Quando seu beijo, era simultaneamente o meu,
O Eu, era encontrado, o Eu, era complementado
Pela sua metade mais inteira, sua verdade remota.
Este respirar, apenas mais um tom para o anseio,
O anseio de coisas lamechas que nunca murmuraria
Em vulgares páginas de papel, na futilidade,
Esboçaria talvez na maior praia do maior oceano,
Mas somente no mais minúsculo grão de areia
Ou então em baldes de cimento atirados borda fora,
Que repousem dormitando na profundidade do oceano,
E permitam que repouse novamente também, enfim,
Talvez.
(Se te traçasse as galáxias escusas em meu olhar,
Envolvê-las-ias?)
Rosa M. Gray
Respirando seu ósculo, este ténue pestanejar
No seu frágil latejar, as palavras em silêncio
Tenho saudades sim, assumo-o.
Sim… assumo-o.
(de)
Quando seu beijo, era simultaneamente o meu,
O Eu, era encontrado, o Eu, era complementado
Pela sua metade mais inteira, sua verdade remota.
Este respirar, apenas mais um tom para o anseio,
O anseio de coisas lamechas que nunca murmuraria
Em vulgares páginas de papel, na futilidade,
Esboçaria talvez na maior praia do maior oceano,
Mas somente no mais minúsculo grão de areia
Ou então em baldes de cimento atirados borda fora,
Que repousem dormitando na profundidade do oceano,
E permitam que repouse novamente também, enfim,
Talvez.
(Se te traçasse as galáxias escusas em meu olhar,
Envolvê-las-ias?)
Rosa M. Gray
A Ilha Pt. 2
A ilha oceânica que temia as ondas,
Que adormecia a cada despontar do sol,
Ouro fluindo entre olhos mais do que fadigados,
Que esmorecia perante o anómalo de cada dia,
Suas margens, pergaminhos de areia onde o mar,
Sussurrava meus nomes, e a cada novo nome,
Uma memória revezando uma existência,
Ora absolutamente alheia, ora algures minha,
Mais solitário em cada nova vaga, o anel entreaberto.
Velho amigo, como sinto a falta dos nossos passeios,
Também o oceano é apenas uma acumulação gigantesca,
De gotas, apenas gotas, só e somente gotículas minúsculas.
Não receies o jardim do céu, ora azul, ora estrelado,
Ele - Estende seu fulgor nestas gotículas fluidas,
As lágrimas do céu jamais terão fim,
Não temas, teu fim em sua reflexão.
Rosa M. Gray
Que adormecia a cada despontar do sol,
Ouro fluindo entre olhos mais do que fadigados,
Que esmorecia perante o anómalo de cada dia,
Suas margens, pergaminhos de areia onde o mar,
Sussurrava meus nomes, e a cada novo nome,
Uma memória revezando uma existência,
Ora absolutamente alheia, ora algures minha,
Mais solitário em cada nova vaga, o anel entreaberto.
Velho amigo, como sinto a falta dos nossos passeios,
Também o oceano é apenas uma acumulação gigantesca,
De gotas, apenas gotas, só e somente gotículas minúsculas.
Não receies o jardim do céu, ora azul, ora estrelado,
Ele - Estende seu fulgor nestas gotículas fluidas,
As lágrimas do céu jamais terão fim,
Não temas, teu fim em sua reflexão.
Rosa M. Gray
Tudo quanto Choramos Pt. 3/2
Esbracejamos para ostentar vida
(Esbracejamos vida, para ostentá-la),
Quando o viver é tudo menos isso.
Porém ardemos antes da alvorada,
É a algesia à sinceridade da poeira solar,
Abrasando a susceptibilidade das pálpebras,
Enfim, engasgados pela espessura cerúlea,
Frios e ermos – o seu algoz: irresolução,
Desconhecendo o termo condensar,
E até o ascendente do fluir: natural.
Rosa M. Gray
(Esbracejamos vida, para ostentá-la),
Quando o viver é tudo menos isso.
Porém ardemos antes da alvorada,
É a algesia à sinceridade da poeira solar,
Abrasando a susceptibilidade das pálpebras,
Enfim, engasgados pela espessura cerúlea,
Frios e ermos – o seu algoz: irresolução,
Desconhecendo o termo condensar,
E até o ascendente do fluir: natural.
Rosa M. Gray
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Tudo quanto Sorrimos Pt. 3/2
Em cada canto, recanto, cofre, baú,
O verdadeiro e ímpar tesouro,
A aceleração versada,
Não pretendo nada,
Para além do além,
A estupra intempérie,
E sua diluição,
Nesta pupila,
n. ego
O verdadeiro e ímpar tesouro,
A aceleração versada,
Não pretendo nada,
Para além do além,
A estupra intempérie,
E sua diluição,
Nesta pupila,
n. ego
Tudo o que choramos é irmão de tudo o que sorrimos Pt. 1
O tom mais natural repousante no sorriso,
Caminhando perdidos com destino anódino,
O escuro da paragem é o objectivo anónimo,
Mudando sua direcção a escassez das palavras,
O anjo do fim a caminho, correndo, apressando
Sua chegada, impaciência incontida vertendo além,
Quando a fluidez é encontrada, a propagação é leve,
A zona das estrelas é alcançada, abrangida no interior,
Pois a proximidade do jazigo e a sua simples sinceridade,
É a vossa algesia, aceitai seu lamento, beijai seu antónimo.
{as causas pertencentes a cada um – cativai-os e sejai-lo}
Rosa M. Gray e n. ego
Caminhando perdidos com destino anódino,
O escuro da paragem é o objectivo anónimo,
Mudando sua direcção a escassez das palavras,
O anjo do fim a caminho, correndo, apressando
Sua chegada, impaciência incontida vertendo além,
Quando a fluidez é encontrada, a propagação é leve,
A zona das estrelas é alcançada, abrangida no interior,
Pois a proximidade do jazigo e a sua simples sinceridade,
É a vossa algesia, aceitai seu lamento, beijai seu antónimo.
{as causas pertencentes a cada um – cativai-os e sejai-lo}
Rosa M. Gray e n. ego
terça-feira, 27 de julho de 2010
O Sentimento do Ser Pt II. Cabem mais Pessoas em Vénus do que em Marte.
- “O meu Deus reconhece o Deus que é em ti”
A mensagem detém a genuína relevância,
Raramente seu mensageiro.
E abre-se a torneira do subconsciente
O manancial do estro primoroso,
Sua lépida transição, momento patente
Transversal ao instante, único,
Do intervalo coincidente ao tangível
E o nublado enfim clareia em sua reconciliação,
Renunciando o óbvio, o sem fim na paisagem,
Escoado pelos nós dos dedos, tudo alcançando,
Pendente, beleza condensada, passeata oblonga
Um baloiço à superfície da intempérie, (ousa sonhar!)
Recreio à berma da estrada, arvores bailando lestas,
Seus troncos, calçadas ladrilhadas para a suave brisa,
Nunca havia presenciado um brilho estelar maior,
Olhando para cima, milhares e milhares de céus,
Apenas uma estrela ousando vislumbrar,
Um eufemismo do eterno,
Uma imitação/reflexo do infinito
(sob forma humana de asas incorpóreas),
Uma ode ao incomensurável, ao incontável,
Em Tempo aparentemente,
Infinitésimo,
A crueldade do vestígio restante,
Aquilo que só é cruel para o inalcançável,
Do instante em momento sempre agora viajante,
As revelações perdidas fronte ao efémero, expandidas,
Em sonho sustido, a coragem de o viver em tons acinzados,
O romance platónico daqueles dos olhos de fulgência estrelada,
Alcançam a plenitude comum, o raiar solar estampado na abóbada
Celeste, o intervalo entre o infinitésimo e o sequente infinito projectado
Entre palmas das mãos entretecido, a procura da espera, do ceder ao ser,
Ao remeter o intercâmbio do acontecer do instante cativo, abdicando ao antes,
A colecção de pontos interligados, o recobramento do geral através do particular,
És sinédoque do envolvente partilhado, difusão do uno na especificidade da identidade,
A verdade alheia, por norma entoando insanidade, na extremidade do singelo,
Toques em círculos concêntricos, a suavidade ornada a cetim, sabe a inicio e a fim,
O singular ponto comum a tudo e todos, não é um pertence, é a imperceptível pertença,
Portador do Universal, a perda é nula, a Vida insuflada no peito desconhece sua extinção.
À ilusão oficial, nomeada como concreto, a complementaridade entre o especial e o comum,
Reverte o comum em especial por ceder espaço de ser à invulgaridade autêntica do especial,
Aos inebriados hedonistas, nos excessos do sobre sensismo intenta o atrofiamento do espírito.
Apreciem este ultimato, a ausência de interrogação apenas acrescenta à intensidade de sua afirmação.
n. ego
A mensagem detém a genuína relevância,
Raramente seu mensageiro.
E abre-se a torneira do subconsciente
O manancial do estro primoroso,
Sua lépida transição, momento patente
Transversal ao instante, único,
Do intervalo coincidente ao tangível
E o nublado enfim clareia em sua reconciliação,
Renunciando o óbvio, o sem fim na paisagem,
Escoado pelos nós dos dedos, tudo alcançando,
Pendente, beleza condensada, passeata oblonga
Um baloiço à superfície da intempérie, (ousa sonhar!)
Recreio à berma da estrada, arvores bailando lestas,
Seus troncos, calçadas ladrilhadas para a suave brisa,
Nunca havia presenciado um brilho estelar maior,
Olhando para cima, milhares e milhares de céus,
Apenas uma estrela ousando vislumbrar,
Um eufemismo do eterno,
Uma imitação/reflexo do infinito
(sob forma humana de asas incorpóreas),
Uma ode ao incomensurável, ao incontável,
Em Tempo aparentemente,
Infinitésimo,
A crueldade do vestígio restante,
Aquilo que só é cruel para o inalcançável,
Do instante em momento sempre agora viajante,
As revelações perdidas fronte ao efémero, expandidas,
Em sonho sustido, a coragem de o viver em tons acinzados,
O romance platónico daqueles dos olhos de fulgência estrelada,
Alcançam a plenitude comum, o raiar solar estampado na abóbada
Celeste, o intervalo entre o infinitésimo e o sequente infinito projectado
Entre palmas das mãos entretecido, a procura da espera, do ceder ao ser,
Ao remeter o intercâmbio do acontecer do instante cativo, abdicando ao antes,
A colecção de pontos interligados, o recobramento do geral através do particular,
És sinédoque do envolvente partilhado, difusão do uno na especificidade da identidade,
A verdade alheia, por norma entoando insanidade, na extremidade do singelo,
Toques em círculos concêntricos, a suavidade ornada a cetim, sabe a inicio e a fim,
O singular ponto comum a tudo e todos, não é um pertence, é a imperceptível pertença,
Portador do Universal, a perda é nula, a Vida insuflada no peito desconhece sua extinção.
À ilusão oficial, nomeada como concreto, a complementaridade entre o especial e o comum,
Reverte o comum em especial por ceder espaço de ser à invulgaridade autêntica do especial,
Aos inebriados hedonistas, nos excessos do sobre sensismo intenta o atrofiamento do espírito.
Apreciem este ultimato, a ausência de interrogação apenas acrescenta à intensidade de sua afirmação.
n. ego
O Sentimento do Ser Pt. I
Preferia Sentir o Verdadeiro por um mineral
Do que pelo óbvia e inerentemente comum.
Os caminhos batidos, são para seus congéneres.
O acréscimo do Belo, percorre outros percursos,
(sem atalhos ou desvios para seu inevitável destino)
No limite do desespero e da insanidade,
(A breve idade de cada e todo sorriso)
Encontra-se o ruído e nele, a única melodia,
(o primeiro segundo do primeiro e único amanhecer)
O único sentido, a bondade e sua usual forma:
A Beleza – o fractal exposto (sempre no zénite).
Parte integrante do plano de deus
O: simplesmente ser.
Como numa formosa escultura,
Mostra-se na remoção de excessos
Até no excesso de escassez
- (até na escassez do excesso)
A disfarçar o comummente óbvio
Uma proposta à aprendizagem
- (sem orçamento adjudicado)
Quando a Verdade era garantia de Beleza,
A consonância própria alumiada no perene,
O fluxo da corrente do cosmos sob consciência
Autónoma, faceta do grande espírito colectivo,
Intento não premeditado, o éter está sempre perto
A sucessão do casual, a proporção extraordinária
Do infimamente pequeno, a subtil energia que embala
O baloiço onde assentado, o corpo é veiculo para o além
A luz é energia, seu toque nossa trasladação de e em luz,
Sua expansão acontece quando o copo é transbordado,
A ligação directa ao Cosmos, interligação com a alma mater
Não é de todo factual, é na sucessão dos mesmos que há moção,
O credo é homólogo do lindíssimo, nos “entre-tantos” encontrados,
Tudo o que somos, é e são apenas instrumentos para aquilo contido
A multiplicidade na identidade, o Um vertido para o todo perfaz-se inteiro,
Manifesta-se na diversidade, o ser uno com todos os restantes seres,
A magia universal materializada sob um corpo, sobre uma energia
Energia essa, concernente a um, um esse pertencente a todos – é inteiro.
O sentir dessa unidade como o Todo enquanto este se exprime pela Parte.
A universalidade da Alma comum, vulgo aura inconsciente, toques sutis
A energia transcendente, que nos atravessa, que nos forma, que nos beija.
Reconheço a identidade una de toda e cada alma, seu revestimento pelo Todo,
Nesse Todo, temos direito a diversidade, a ligeiras particularidades, a diferenças,
Claro, a diversidade é regra, o igual é anti-materialização Universal, é anti-natura,
É o esplendor do Universo enfim concretizado, sua consequente e enérgica expansão,
O milagre do processo é o seu desconhecimento, pois ao ignorante, tudo parece magia.
Ao não ignorante observador, que constata magia, e ainda assim a nomeia dessa forma,
Esse sim, é mágico, é credo, é lindíssimo, é um e todo incorporado num ser – é inteiro.
n. ego
por joel nachio
Do que pelo óbvia e inerentemente comum.
Os caminhos batidos, são para seus congéneres.
O acréscimo do Belo, percorre outros percursos,
(sem atalhos ou desvios para seu inevitável destino)
No limite do desespero e da insanidade,
(A breve idade de cada e todo sorriso)
Encontra-se o ruído e nele, a única melodia,
(o primeiro segundo do primeiro e único amanhecer)
O único sentido, a bondade e sua usual forma:
A Beleza – o fractal exposto (sempre no zénite).
Parte integrante do plano de deus
O: simplesmente ser.
Como numa formosa escultura,
Mostra-se na remoção de excessos
Até no excesso de escassez
- (até na escassez do excesso)
A disfarçar o comummente óbvio
Uma proposta à aprendizagem
- (sem orçamento adjudicado)
Quando a Verdade era garantia de Beleza,
A consonância própria alumiada no perene,
O fluxo da corrente do cosmos sob consciência
Autónoma, faceta do grande espírito colectivo,
Intento não premeditado, o éter está sempre perto
A sucessão do casual, a proporção extraordinária
Do infimamente pequeno, a subtil energia que embala
O baloiço onde assentado, o corpo é veiculo para o além
A luz é energia, seu toque nossa trasladação de e em luz,
Sua expansão acontece quando o copo é transbordado,
A ligação directa ao Cosmos, interligação com a alma mater
Não é de todo factual, é na sucessão dos mesmos que há moção,
O credo é homólogo do lindíssimo, nos “entre-tantos” encontrados,
Tudo o que somos, é e são apenas instrumentos para aquilo contido
A multiplicidade na identidade, o Um vertido para o todo perfaz-se inteiro,
Manifesta-se na diversidade, o ser uno com todos os restantes seres,
A magia universal materializada sob um corpo, sobre uma energia
Energia essa, concernente a um, um esse pertencente a todos – é inteiro.
O sentir dessa unidade como o Todo enquanto este se exprime pela Parte.
A universalidade da Alma comum, vulgo aura inconsciente, toques sutis
A energia transcendente, que nos atravessa, que nos forma, que nos beija.
Reconheço a identidade una de toda e cada alma, seu revestimento pelo Todo,
Nesse Todo, temos direito a diversidade, a ligeiras particularidades, a diferenças,
Claro, a diversidade é regra, o igual é anti-materialização Universal, é anti-natura,
É o esplendor do Universo enfim concretizado, sua consequente e enérgica expansão,
O milagre do processo é o seu desconhecimento, pois ao ignorante, tudo parece magia.
Ao não ignorante observador, que constata magia, e ainda assim a nomeia dessa forma,
Esse sim, é mágico, é credo, é lindíssimo, é um e todo incorporado num ser – é inteiro.
n. ego
por joel nachio
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Tenções de um Derrelicto
Tencionava hospedar algo inerentemente inevitável, algo inevitavelmente cabal para partilhar, algo dotado de tal poder imenso e pleno que despoletasse em quem quer que o lesse uma acção-reacção fundamentada e real de tal ordem que as suas órbitas saltassem ou seja, o seu cérebro implodisse e a sua alma fosse embalada pelo mais suave gesto enternecedor. Almejava que o seu poder sobraçasse mundos e galáxias e sucumbisse somente quando aquele rasgo de esperança, sobejamente reconhecido pelos que ousam apontar para algo mais, cedesse…
Como se perseguíssemos o mesmo fim do mesmo arco-íris, como se essa perseguição fosse recíproca a quem a permite simplesmente ser. Somos abalados e badalados pelo cinzento rangendo os dentes em sua resposta, esquecendo de que uma resposta sem uma pergunta, é uma afirmação do ser subconsciente, do alfa propalando-se ao ómega e deste retornando ao alfa. Algures nesse intervalo, espalho meus resíduos no éter cerúleo, um dia serei o arco-íris, disso tenho a certeza, disso tenho a inevitabilidade da questão.
Mas eis a sua irmã diminuta, a inevitabilidade da sala vazia reduzida à sua perspectiva mais afónica, mais redundante e eu nela, contido, ornando suas vestes, despojado de significado… Sim hoje, sou o poeta menor e se sou menor, desconheço o significado de ser poeta. Nem com os braços estendidos, palmas abertas bramindo ao zénite dos céus provem a dignificada resposta às preces subentendidas num suspiro que mais que suspirado, é inalado, extorquindo o próprio oxigénio ao ar, onde está o mais esplendoroso de todos?
Dividindo montanhas da terra algures fui encontrando (talvez no entremear de nuvens do céu ou quiçá de suas irmãs reflectidas no mar), no fragmento do poema subdividido em partes fraccionárias oh como vos invejo minhas musas, vós que cantarolais o firmamento por cada fôlego que susteis e indagais as ondas dos oceanos por cada vislumbre que ofertais. Beijo-vos a mão, desconhecendo tal razão… mas em emoção, sou o Universo sob forma corpórea e material, feliz.
No entanto, não há música, sustem-se a génese de prolixo acalentada por esta perspectiva perpendicular que, dependendo da vista (que é minha ora é minha, será mesmo minha?), vai mirando por um ângulo agudo e então a intensidade do conhecimento relativo torna-se minha, interrompendo-se as vozes…
N. Ego e Rosa M. Gray
por joel nachio
Como se perseguíssemos o mesmo fim do mesmo arco-íris, como se essa perseguição fosse recíproca a quem a permite simplesmente ser. Somos abalados e badalados pelo cinzento rangendo os dentes em sua resposta, esquecendo de que uma resposta sem uma pergunta, é uma afirmação do ser subconsciente, do alfa propalando-se ao ómega e deste retornando ao alfa. Algures nesse intervalo, espalho meus resíduos no éter cerúleo, um dia serei o arco-íris, disso tenho a certeza, disso tenho a inevitabilidade da questão.
Mas eis a sua irmã diminuta, a inevitabilidade da sala vazia reduzida à sua perspectiva mais afónica, mais redundante e eu nela, contido, ornando suas vestes, despojado de significado… Sim hoje, sou o poeta menor e se sou menor, desconheço o significado de ser poeta. Nem com os braços estendidos, palmas abertas bramindo ao zénite dos céus provem a dignificada resposta às preces subentendidas num suspiro que mais que suspirado, é inalado, extorquindo o próprio oxigénio ao ar, onde está o mais esplendoroso de todos?
Dividindo montanhas da terra algures fui encontrando (talvez no entremear de nuvens do céu ou quiçá de suas irmãs reflectidas no mar), no fragmento do poema subdividido em partes fraccionárias oh como vos invejo minhas musas, vós que cantarolais o firmamento por cada fôlego que susteis e indagais as ondas dos oceanos por cada vislumbre que ofertais. Beijo-vos a mão, desconhecendo tal razão… mas em emoção, sou o Universo sob forma corpórea e material, feliz.
No entanto, não há música, sustem-se a génese de prolixo acalentada por esta perspectiva perpendicular que, dependendo da vista (que é minha ora é minha, será mesmo minha?), vai mirando por um ângulo agudo e então a intensidade do conhecimento relativo torna-se minha, interrompendo-se as vozes…
N. Ego e Rosa M. Gray
por joel nachio
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Obnubilado pelo Poente Solar
Obnubilado pelo poente solar, surge enfim a hora da caminha
Caminha, caminha, até não haver mais caminho para caminhar
{nunca há menos para caminhar}: murmurava à leve morrinha
Seu rosto sublinhado pelo ténue retocar da água a escrevinhar
{em Náiades semibreves . sempre semibreves}
Para seus próprios modos – um estranho algures consumido
No abrir da porta, acerca-se o alumiar de uma nova aurora
Seu modesto deambular, o ósculo mais doce: o Sentir remido
Assim, como receptáculo do {semi} eterno, à glória de outrora!
E quando o sorriso do Sol for por frialdade encoberto
Relembra que algures, acredita, a lua ainda o reflectirá
Nas coisas e sua significância, perdura o verdadeiro sentido
O significado das coisas é aquele que depositado subsistirá.
{por vós, por vós! assim se projecta a voz}
Na captação do grande assenta a problemática do quase inteiro,
O pequeno e ínfimo pormenor merece infinitamente a mais sincera atenção
Acresce {n}aquilo que o capta, a matriz celestial e em seu véu o terno aguaceiro
Além irrompe o genuíno arco-íris, não anseias um simples toque, um dar a mão?
Em cruzamentos provenientes de caminhos escolhidos, há opções
A ausência de opção é apenas a opção subentendida, a subtileza
Da paisagem revela-se a perfeição e dos excessos suas remoções,
Ao disfarçar o óbvio - uma proposta à aprendizagem, à vera beleza!
Parece-me óbvio - {até no excesso de escassez}
Sonhando e transpondo para o finito, eis a criação a contemplar
A concepção do infinito é ideal e na sua transladação para o “real”
Viverá para ver, isto e muito mais, quem sonha é porção do sonhar
Um dia constatará: tanto o Sonho como o “real”, qual mais surreal?
{e este será o único poema que algum dia almejei tocar}
Nesta procura incessante por pormenores e suas resultantes simetrias
É estabelecido um ponto comum, tangível, coerente só consigo próprio,
É acaso, amálgama de milhentos factos predestinados, espirais escadarias
O ângulo e a forma de olhar, dependendo, podem tornar-se o singelo Ver.
{mesmo quando não aparenta haver rima a reter – está atento: há sempre rima}
A existência existe, sob e sempre de qualquer forma - é imutável
O todo é o derivado da parte, a parte é o todo - é inalterável
A variação é a única constante. O dado é o recebido – é invariável,
A Criação é permeada por liberdades regradas, isso é o expectável:
{o não esperar por coisa alguma – {e quando não te vires, fecha os olhos e permite-te o amar}}
N. Ego
por joel nachio
Caminha, caminha, até não haver mais caminho para caminhar
{nunca há menos para caminhar}: murmurava à leve morrinha
Seu rosto sublinhado pelo ténue retocar da água a escrevinhar
{em Náiades semibreves . sempre semibreves}
Para seus próprios modos – um estranho algures consumido
No abrir da porta, acerca-se o alumiar de uma nova aurora
Seu modesto deambular, o ósculo mais doce: o Sentir remido
Assim, como receptáculo do {semi} eterno, à glória de outrora!
E quando o sorriso do Sol for por frialdade encoberto
Relembra que algures, acredita, a lua ainda o reflectirá
Nas coisas e sua significância, perdura o verdadeiro sentido
O significado das coisas é aquele que depositado subsistirá.
{por vós, por vós! assim se projecta a voz}
Na captação do grande assenta a problemática do quase inteiro,
O pequeno e ínfimo pormenor merece infinitamente a mais sincera atenção
Acresce {n}aquilo que o capta, a matriz celestial e em seu véu o terno aguaceiro
Além irrompe o genuíno arco-íris, não anseias um simples toque, um dar a mão?
Em cruzamentos provenientes de caminhos escolhidos, há opções
A ausência de opção é apenas a opção subentendida, a subtileza
Da paisagem revela-se a perfeição e dos excessos suas remoções,
Ao disfarçar o óbvio - uma proposta à aprendizagem, à vera beleza!
Parece-me óbvio - {até no excesso de escassez}
Sonhando e transpondo para o finito, eis a criação a contemplar
A concepção do infinito é ideal e na sua transladação para o “real”
Viverá para ver, isto e muito mais, quem sonha é porção do sonhar
Um dia constatará: tanto o Sonho como o “real”, qual mais surreal?
{e este será o único poema que algum dia almejei tocar}
Nesta procura incessante por pormenores e suas resultantes simetrias
É estabelecido um ponto comum, tangível, coerente só consigo próprio,
É acaso, amálgama de milhentos factos predestinados, espirais escadarias
O ângulo e a forma de olhar, dependendo, podem tornar-se o singelo Ver.
{mesmo quando não aparenta haver rima a reter – está atento: há sempre rima}
A existência existe, sob e sempre de qualquer forma - é imutável
O todo é o derivado da parte, a parte é o todo - é inalterável
A variação é a única constante. O dado é o recebido – é invariável,
A Criação é permeada por liberdades regradas, isso é o expectável:
{o não esperar por coisa alguma – {e quando não te vires, fecha os olhos e permite-te o amar}}
N. Ego
por joel nachio
sábado, 24 de abril de 2010
Passo horas acordada
Passo horas acordada,
O olhar à janela
Pela vidraça transbordada,
Ansiando um simples toque,
Nesta semi forma que anela,
Na imagem de seu enfoque,
O ardume de seu rosto,
O deslizar próprio e somente dela,
A subtileza de seu acariciar,
Aquieto a cabeça no frágil recosto,
Estranhando este sentir impar,
Eis-me ocupando o espaço vazio,
Escutando os moinhos da minha mente,
O tema permanece o mesmo, então sorrio,
Sou jovem de mente, há que seguir em frente,
Rumo ao ruído, a melodia e o fluir do perene rio.
E nenhures, seu liquido secou para o longínquo Sol
(O Sentir é a coisa de mais esplendorosa – o belo rouxinol).
Rosa M. Gray
por joel nachio
O olhar à janela
Pela vidraça transbordada,
Ansiando um simples toque,
Nesta semi forma que anela,
Na imagem de seu enfoque,
O ardume de seu rosto,
O deslizar próprio e somente dela,
A subtileza de seu acariciar,
Aquieto a cabeça no frágil recosto,
Estranhando este sentir impar,
Eis-me ocupando o espaço vazio,
Escutando os moinhos da minha mente,
O tema permanece o mesmo, então sorrio,
Sou jovem de mente, há que seguir em frente,
Rumo ao ruído, a melodia e o fluir do perene rio.
E nenhures, seu liquido secou para o longínquo Sol
(O Sentir é a coisa de mais esplendorosa – o belo rouxinol).
Rosa M. Gray
por joel nachio
terça-feira, 20 de abril de 2010
Perseguida por uma Sombra II
Perseguida por uma Sombra II
A inocência corroída, consumida em recanto perdido,
Jazendo em fatigada estadia, quão delicada sua queda,
Enovelada pelo deslize, enfim carente de fulcral sentido,
Singular beldade, esmorecida ao torpor que lesto envereda;
O destino cerrado, a derradeira aprendizagem a enfim somar,
Algures eram oferecidos sorrisos, perenemente desmedidos,
Estilhaçado na vereda do sono desprovido de sonho, sem amar,
Mendigando beijos por desejos, no alcatrão é vê-los reflectidos;
Destituídos de precisos intentos, itinerante é o deambular,
Relido ao ínfimo pormenor e abdicado sem o mínimo pudor,
Esquece-se a linha entretecida e esvaece-se o ser singular,
O frio absconso suavemente imerso em indiferente langor;
Sobrevém o inesperado, acerca-se extinto da sua locução,
Súmulas influídas no, sempre, ecoando entre corredores,
Algumas brumas compiladas, abreviadas à sua indecisão,
Incidem a um breve silêncio interior, asfixiam seus valores;
Quem nem asas de Ícaro, premeditado e ao vazio enviado,
A recorrência do desígnio, intermitentemente refulgido,
Inerte e parado instante, o ser inevitável e inerente adiado,
No sono embalado e nele o percurso latente dum foragido,
Cujas madrugadas esvoaçam na insónia da noite anterior,
E suas memórias, por liame vinculadas, (oh) como sois postergadas
Ao fundo do poeirento baú, este precedente ao nível inferior,
Como o perto se traslada no longínquo, as viagens em inacabadas,
Soando a indeferido, em relance por sua quebrada metade,
Recalcando o vazio, buscando o antídoto esperado no além,
Arrítmico, oco em dúvida e em murmúrios de insanidade,
Por veias espelhando adagas e de esvaídas recusas refém;
Em movimento estagnado, acossado em penumbra pela estático,
Envolto no vil ardor da doce melodia, por beleza mais ensombrado
Sincope vital de embalamento grisalho, de pressuposto tão errático,
Esbanjado pelo caminhar de toda uma Vida e por Ela defraudado;
Desflorado pela beldade acre da luz, estilhaçada no asfalto,
Devo ter visto umas mil caras reflectidas na estrada forasteira,
Jamais devo ter visto uma verdadeira expressão neste sobressalto,
Aluído ao instante passageiro, quando partir, sepultem-me em poeira.
… por todo o meu am*r por todas as coisas vivas…
(escolho morrer)
- Hoje senti a mágoa de uma rosa.
Rosa M. Gray com N. Ego
por joel nachio
A inocência corroída, consumida em recanto perdido,
Jazendo em fatigada estadia, quão delicada sua queda,
Enovelada pelo deslize, enfim carente de fulcral sentido,
Singular beldade, esmorecida ao torpor que lesto envereda;
O destino cerrado, a derradeira aprendizagem a enfim somar,
Algures eram oferecidos sorrisos, perenemente desmedidos,
Estilhaçado na vereda do sono desprovido de sonho, sem amar,
Mendigando beijos por desejos, no alcatrão é vê-los reflectidos;
Destituídos de precisos intentos, itinerante é o deambular,
Relido ao ínfimo pormenor e abdicado sem o mínimo pudor,
Esquece-se a linha entretecida e esvaece-se o ser singular,
O frio absconso suavemente imerso em indiferente langor;
Sobrevém o inesperado, acerca-se extinto da sua locução,
Súmulas influídas no, sempre, ecoando entre corredores,
Algumas brumas compiladas, abreviadas à sua indecisão,
Incidem a um breve silêncio interior, asfixiam seus valores;
Quem nem asas de Ícaro, premeditado e ao vazio enviado,
A recorrência do desígnio, intermitentemente refulgido,
Inerte e parado instante, o ser inevitável e inerente adiado,
No sono embalado e nele o percurso latente dum foragido,
Cujas madrugadas esvoaçam na insónia da noite anterior,
E suas memórias, por liame vinculadas, (oh) como sois postergadas
Ao fundo do poeirento baú, este precedente ao nível inferior,
Como o perto se traslada no longínquo, as viagens em inacabadas,
Soando a indeferido, em relance por sua quebrada metade,
Recalcando o vazio, buscando o antídoto esperado no além,
Arrítmico, oco em dúvida e em murmúrios de insanidade,
Por veias espelhando adagas e de esvaídas recusas refém;
Em movimento estagnado, acossado em penumbra pela estático,
Envolto no vil ardor da doce melodia, por beleza mais ensombrado
Sincope vital de embalamento grisalho, de pressuposto tão errático,
Esbanjado pelo caminhar de toda uma Vida e por Ela defraudado;
Desflorado pela beldade acre da luz, estilhaçada no asfalto,
Devo ter visto umas mil caras reflectidas na estrada forasteira,
Jamais devo ter visto uma verdadeira expressão neste sobressalto,
Aluído ao instante passageiro, quando partir, sepultem-me em poeira.
… por todo o meu am*r por todas as coisas vivas…
(escolho morrer)
- Hoje senti a mágoa de uma rosa.
Rosa M. Gray com N. Ego
por joel nachio
Pelos oblíquos caminhos do belo
Pelos oblíquos caminhos do belo,
Pelos oblíquos caminhos do belo,
(Tudo o que é belo é-o simplesmente)
O espírito é cativado, raramente nos olhos,
Passageiros no espaço envolvido no avanço do tempo,
Subliminar e subtil a diferença entre este princípio e o posterior,
A sucessão geométrica cuja razão é composta principalmente de detalhes,
Fundamentados na sua base, progredindo no sempre e para o infinito.
Um bilião em infinitudes de vezes,
Separadas por uma ténue cortina de ar,
Onde as órbitas não alcançam a ideia aporta,
- Em representação formada algures no espírito,
Como tal é incognoscível na sua concepção,
- Reunindo toda a perfeição (ini)imaginável,
Assim o é o belo e igualmente o insondado paralelo.
Na singularidade argumentada, discutimos apenas semântica,
O padrão consensual do relativo é uma fórmula matemática,
Sobre a melodia divina oriunda das esferas supra-celestes,
Formas arquitectónicas reproduzidas sobre a medida áurea,
Nos detalhes manuscritos das conchas, nos fractais da neve,
O Infinito é uma espiral escalar, irregular e fragmentada,
Perfeito no seu todo, dando-se premeditadamente ao acaso,
Em harmonia simétrica, um circulo criado em ode ao Belo,
- Sendo a Beleza uma recriação de excepcional harmonia
Suscitando desejo, atraindo para seus imensuráveis meandros,
Apesar de sua relatividade e transcendência estritamente divina,
Na simetria inalcançável, assentada algures na biblioteca astral,
Situa-se o ideal puro, o inconsciente sincero, a espontaneidade infantil,
E após a vivência, a experiência e o conhecimento, vem a sabedoria,
Um ensaio à leveza, ao que simplesmente o é (:simples): cognição sobre o conhecimento.
A beleza, é, pois, uma projecção oblíqua proveniente do infinito,
Captada sim pelos que a têm tanto pelos que a conseguem avistar,
A divindade transcendente é emanada pelos que a crêem ver,
Refulgem então no escuro por terem numa noite avistado Luz,
É inteiro: o ser aberto ao que vagueia para lá do horizonte,
E a perfeição, mera consequência da conclusão do círculo,
Até as metades assimétricas se complementam, tornando-se inteiras,
Desde que entre si encontrem consenso sob a forma de harmonia,
A parte integral pertence apenas ao todo, a relativa é de quem ousa ousar,
Alcançar o vislumbre de algo não concebido para o eventual olhar humano,
Entre margens e estados, o viajante caminha face ao brilho depositado,
Nos seus olhos, a plenitude é preenchida em detalhes infinitamente ínfimos,
É caminho, beijando a madrugada, osculando o dilúculo, entre este intervalo:
A beleza desse olhar incide no ângulo no qual o simples é puramente belo.
Não desbarates o que os Deuses sussurram ao teu ouvido – um dia este escutou,
E mais que o haver escutado, soube escutar com a aceitação da partilha.
N. Ego
por joel nachio
Pelos oblíquos caminhos do belo,
(Tudo o que é belo é-o simplesmente)
O espírito é cativado, raramente nos olhos,
Passageiros no espaço envolvido no avanço do tempo,
Subliminar e subtil a diferença entre este princípio e o posterior,
A sucessão geométrica cuja razão é composta principalmente de detalhes,
Fundamentados na sua base, progredindo no sempre e para o infinito.
Um bilião em infinitudes de vezes,
Separadas por uma ténue cortina de ar,
Onde as órbitas não alcançam a ideia aporta,
- Em representação formada algures no espírito,
Como tal é incognoscível na sua concepção,
- Reunindo toda a perfeição (ini)imaginável,
Assim o é o belo e igualmente o insondado paralelo.
Na singularidade argumentada, discutimos apenas semântica,
O padrão consensual do relativo é uma fórmula matemática,
Sobre a melodia divina oriunda das esferas supra-celestes,
Formas arquitectónicas reproduzidas sobre a medida áurea,
Nos detalhes manuscritos das conchas, nos fractais da neve,
O Infinito é uma espiral escalar, irregular e fragmentada,
Perfeito no seu todo, dando-se premeditadamente ao acaso,
Em harmonia simétrica, um circulo criado em ode ao Belo,
- Sendo a Beleza uma recriação de excepcional harmonia
Suscitando desejo, atraindo para seus imensuráveis meandros,
Apesar de sua relatividade e transcendência estritamente divina,
Na simetria inalcançável, assentada algures na biblioteca astral,
Situa-se o ideal puro, o inconsciente sincero, a espontaneidade infantil,
E após a vivência, a experiência e o conhecimento, vem a sabedoria,
Um ensaio à leveza, ao que simplesmente o é (:simples): cognição sobre o conhecimento.
A beleza, é, pois, uma projecção oblíqua proveniente do infinito,
Captada sim pelos que a têm tanto pelos que a conseguem avistar,
A divindade transcendente é emanada pelos que a crêem ver,
Refulgem então no escuro por terem numa noite avistado Luz,
É inteiro: o ser aberto ao que vagueia para lá do horizonte,
E a perfeição, mera consequência da conclusão do círculo,
Até as metades assimétricas se complementam, tornando-se inteiras,
Desde que entre si encontrem consenso sob a forma de harmonia,
A parte integral pertence apenas ao todo, a relativa é de quem ousa ousar,
Alcançar o vislumbre de algo não concebido para o eventual olhar humano,
Entre margens e estados, o viajante caminha face ao brilho depositado,
Nos seus olhos, a plenitude é preenchida em detalhes infinitamente ínfimos,
É caminho, beijando a madrugada, osculando o dilúculo, entre este intervalo:
A beleza desse olhar incide no ângulo no qual o simples é puramente belo.
Não desbarates o que os Deuses sussurram ao teu ouvido – um dia este escutou,
E mais que o haver escutado, soube escutar com a aceitação da partilha.
N. Ego
por joel nachio
O Tempo virá
O Tempo virá
A reflexão no estado é contida,
Um sussurro mudo ao ouvido de:
Espectros entre esplanadas intangíveis,
Bebendo de sua própria sede,
A reciprocidade no único vero ver,
Premeditado ao seu próprio silêncio;
Manancial do estro poético
Incompleto em seu possível potencial,
Algures desponta a jovem Primavera;
- Houvesse olhos realmente para a Ver.
{Mesmo quando o real mente
Alguma verdade, algures deverá ter}
(re)lembro-me: O Tempo virá, a Maré o trará,
Porque é que o Sol viaja?
Nadas na chuva, “tudos” ao sol,
Tanto perdido em cada pestanejar;
Instantes olvidados e permutados,
Nesta insustentável leveza
Teus momentos: derrelictos
Cortinados na brisa passageira,
Névoas nas planícies dos sonhos,
O Tempo virá, a Maré o trará,
Recolho-me em silêncio, demasiados devaneios
Forçai-vos e empenhai-vos à especialidade,
E como eventualmente falhareis.
A neve sofre só,
{Somente e irremediavelmente só?}
De sobre sensibilidade sobre extenuada,
Reencontrando as minúcias dos desencontros,
Em delicada queda constante, passageira na brisa,
O (im)puro sensismo outrora tacteado,
- Assentado palmas abertas nas mãos enregeladas,
Uma ovação em pé para o mais frondoso aplauso,
E que nele cativo, olvidemos as precedentes quedas
- Estilhaçado aquando do seu sussurro nominal,
Nossos ósculos se singularizaram em melodia;
Ela é, o nevoeiro e ainda o farol
A luz perscrutante que convida a (à?) noite,
Ofuscando pelo seu resplendor intermitente,
Como toda a Beleza o é: Fugaz e intermitente.
Incessantemente o é (sem cessar),
Sem o saber simplesmente não o ser,
Acossando ainda a íngremidade no pavimento
O rosto aquieta-se, reconfortando-se no frio asfalto,
Enregelado, é o pausar da probabilidade de caminhar
É esta a plenitude circunscrita em estado latente:
- A do simplesmente incoerente, isto é.
Rosa M. Gray
por joel nachio
A reflexão no estado é contida,
Um sussurro mudo ao ouvido de:
Espectros entre esplanadas intangíveis,
Bebendo de sua própria sede,
A reciprocidade no único vero ver,
Premeditado ao seu próprio silêncio;
Manancial do estro poético
Incompleto em seu possível potencial,
Algures desponta a jovem Primavera;
- Houvesse olhos realmente para a Ver.
{Mesmo quando o real mente
Alguma verdade, algures deverá ter}
(re)lembro-me: O Tempo virá, a Maré o trará,
Porque é que o Sol viaja?
Nadas na chuva, “tudos” ao sol,
Tanto perdido em cada pestanejar;
Instantes olvidados e permutados,
Nesta insustentável leveza
Teus momentos: derrelictos
Cortinados na brisa passageira,
Névoas nas planícies dos sonhos,
O Tempo virá, a Maré o trará,
Recolho-me em silêncio, demasiados devaneios
Forçai-vos e empenhai-vos à especialidade,
E como eventualmente falhareis.
A neve sofre só,
{Somente e irremediavelmente só?}
De sobre sensibilidade sobre extenuada,
Reencontrando as minúcias dos desencontros,
Em delicada queda constante, passageira na brisa,
O (im)puro sensismo outrora tacteado,
- Assentado palmas abertas nas mãos enregeladas,
Uma ovação em pé para o mais frondoso aplauso,
E que nele cativo, olvidemos as precedentes quedas
- Estilhaçado aquando do seu sussurro nominal,
Nossos ósculos se singularizaram em melodia;
Ela é, o nevoeiro e ainda o farol
A luz perscrutante que convida a (à?) noite,
Ofuscando pelo seu resplendor intermitente,
Como toda a Beleza o é: Fugaz e intermitente.
Incessantemente o é (sem cessar),
Sem o saber simplesmente não o ser,
Acossando ainda a íngremidade no pavimento
O rosto aquieta-se, reconfortando-se no frio asfalto,
Enregelado, é o pausar da probabilidade de caminhar
É esta a plenitude circunscrita em estado latente:
- A do simplesmente incoerente, isto é.
Rosa M. Gray
por joel nachio
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Alba II
Outstretched fingers fail to grasp
Early light beams cast by dawn
Sleepy eyes lodge the halo at last
Enfolded scars are now shown
Are you there, or am I a ghost?
Hollow words from a profane inquisitor, wondrous words
Closed beyond transparent curtains, inside I heard a knock
Dual significance which differs in subject and content
Filled with unfulfilled meanings running against the clock
Forever held beyond the opaque mirror of cooled eyelids
My best friend has been buried with the L*ve I used to share
Disdain for the living and ironic speeches for the departed
Sleep with my feelings my friend, in dimness without a glare
Words lose their purpose when delivered without meaning
Friend, never forget destiny has something for you in store
Without meaning if no meaning is deposited inside them
Outside warmer for lustrous exteriors usually hide a hollow core
Are you there or am I a ghost?
Outstretched fingers fail to grasp
Early light beams cast by dawn
Sleepy eyes lodge the halo at last
Enfolded scars are now gone
Early light beams cast by dawn
Sleepy eyes lodge the halo at last
Enfolded scars are now shown
Are you there, or am I a ghost?
Hollow words from a profane inquisitor, wondrous words
Closed beyond transparent curtains, inside I heard a knock
Dual significance which differs in subject and content
Filled with unfulfilled meanings running against the clock
Forever held beyond the opaque mirror of cooled eyelids
My best friend has been buried with the L*ve I used to share
Disdain for the living and ironic speeches for the departed
Sleep with my feelings my friend, in dimness without a glare
Words lose their purpose when delivered without meaning
Friend, never forget destiny has something for you in store
Without meaning if no meaning is deposited inside them
Outside warmer for lustrous exteriors usually hide a hollow core
Are you there or am I a ghost?
Outstretched fingers fail to grasp
Early light beams cast by dawn
Sleepy eyes lodge the halo at last
Enfolded scars are now gone
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