Há vestígios da madrugada, ecos da sua permanência,
e lembro-me do vazio da despedida e do seu silêncio,
A falta é carência e fantasma; serei eu toda a distância
onde a sombra é semblante, e eu a mim me renuncio,
Lacunas na respiração, febre e cansaço; vem a insónia,
arrepios nas cicatrizes de uma noite estreita, a fachada,
As esquinas são nossas, assim como a fecunda calçada;
não obstante, seguramente, esta apenas outra Babilónia,
De uma janela, de um quarto escuro com a cama desfeita,
vejo, lá fora, a luz mortiça do crepúsculo — em mim, ferida,
Céus abertos, e eu fechado em casa: uma luzência rarefeita,
E, por entre murmúrios, pergunto-me: «O inefável, para quê?»
O imanente pouco me diz; a ebriedade da vertigem, preterida,
e eu com saudades do nó do abismo, na dama e no seu buquê.