Hoje tenho mapas de vielas nas rugas das mãos,
O calcário agrega-se nas molduras das janelas,
As estações trazem matizes de diferentes tons,
Tal rio que corre atrás de um porto de estrelas,
O corpo, somente arquivo para as lembranças,
Tanto os diademas como as cicatrizes são trazidos
Para um amanhã — a constelação destas andanças,
Farol aceso num eterno entre instantes tão queridos,
Vestígios de sussurros, meros murmúrios da ausência,
Respiramos o vazio de cadeiras empoeiradas por esperas,
Sou homem parcial procurando o inteiro em nobre essência,
Da nebulosa ao passo inevitável, ao compasso do pé na cova,
E assim chegaremos além do horizonte, à fonte das primaveras,
Venha o sol ou o eclipse, um dia explodiremos, tal uma supernova.
Blog de um músico e poeta português onde este vai escrevendo e reunindo escritos poéticos.Tal como as músicas são compostos de forma única a partir do mais sublime reflexo, em retoque, do seu sentimento e poesia. Alguns poemas já pertencentes a livros, outros ainda "frescos" e originais no website...
sexta-feira, 5 de junho de 2026
O Eclipse e a Supernova
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