sexta-feira, 5 de junho de 2026

O Eclipse e a Supernova

Hoje tenho mapas de vielas nas rugas das mãos,
O calcário agrega-se nas molduras das janelas,
As estações trazem matizes de diferentes tons,
Tal rio que corre atrás de um porto de estrelas,

O corpo, somente arquivo para as lembranças,
Tanto os diademas como as cicatrizes são trazidos
Para um amanhã — a constelação destas andanças,
Farol aceso num eterno entre instantes tão queridos,

Vestígios de sussurros, meros murmúrios da ausência,
Respiramos o vazio de cadeiras empoeiradas por esperas,
Sou homem parcial procurando o inteiro em nobre essência,

Da nebulosa ao passo inevitável, ao compasso do pé na cova,
E assim chegaremos além do horizonte, à fonte das primaveras,
Venha o sol ou o eclipse, um dia explodiremos, tal uma supernova.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.