sexta-feira, 12 de junho de 2026

O Universo Guarda os Nomes dos Mortais

Provimos das nebulosas, da supernova em implosão,
E dessa poeira estelar há esta memória cósmica;
O que passou permanece no tecido do coração,
É forja para a maior estrela, na sua fundação atómica,

Permanecemos inscritos na matéria do vasto cosmos,
Fósseis de luz de estrelas extintas, daqui à eternidade;
A cartografia celeste é vestígio da escarpa aos abismos,
E levitamos e ascendemos, não obstante esta gravidade,

Em órbita do imanente procuramos porções do firmamento,
Do zénite ao nadir, meteoros mortais caindo por este espaço;
Somos luz primordial reencarnada, no Maior o pertencimento,

Apogeu para o humano, divindade do efémero ao transcendente,
Trazemos instantes de fagulhas infindas assentando no regaço
De um Inteiro fecundado e de um Universo de si consciente.

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