terça-feira, 23 de junho de 2026

Ema, A Estrela-Guia

Ema, a menina que nos olhos trazia poeira estelar,
Saltitava entre nuvens e o crepúsculo da aurora,
Era astro errante na cartografia celeste, a esbracejar,
Enquanto seu dedo apontava as galáxias de outrora,

Eu dar-me-ei por encontrado, entre ruas estreitas,
Mesmo quando perdido nas encruzilhadas da vida,
Peregrino sem bússola sobre estas pernas insatisfeitas,
Dar-lhe-ei a mão enquanto ela por estrelas for envolvida!

E do farol ao porto e ao cais por vezes é fácil perder de vista,
O itinerário para o horizonte, um lugar onde tenhamos abrigo,
Pousada para a busca de tornar a pedra em ouro, tal bom alquimista,

Ela terá herança e vestimenta nas estrelas, e a sua face de porcelana,
Trarei na moldura da alma, arquivo de constelações no ombro de um amigo,
Tenho saudades dos nossos passeios, saudades da menina de alma diáfana.

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