Ema, a menina que nos olhos trazia poeira estelar,
Saltitava entre nuvens e o crepúsculo da aurora,
Era astro errante na cartografia celeste, a esbracejar,
Enquanto seu dedo apontava as galáxias de outrora,
Eu dar-me-ei por encontrado, entre ruas estreitas,
Mesmo quando perdido nas encruzilhadas da vida,
Peregrino sem bússola sobre estas pernas insatisfeitas,
Dar-lhe-ei a mão enquanto ela por estrelas for envolvida!
E do farol ao porto e ao cais por vezes é fácil perder de vista,
O itinerário para o horizonte, um lugar onde tenhamos abrigo,
Pousada para a busca de tornar a pedra em ouro, tal bom alquimista,
Ela terá herança e vestimenta nas estrelas, e a sua face de porcelana,
Trarei na moldura da alma, arquivo de constelações no ombro de um amigo,
Tenho saudades dos nossos passeios, saudades da menina de alma diáfana.
Blog de um músico e poeta português onde este vai escrevendo e reunindo escritos poéticos.Tal como as músicas são compostos de forma única a partir do mais sublime reflexo, em retoque, do seu sentimento e poesia. Alguns poemas já pertencentes a livros, outros ainda "frescos" e originais no website...
terça-feira, 23 de junho de 2026
Ema, A Estrela-Guia
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