sexta-feira, 12 de junho de 2026

O Viandante e a Última Estrela

Há sendas no horizonte, entre o crepúsculo e a aurora,
Bússolas mostrando a estrela polar, vereda para o infinito;
Entre vitrinas cerúleas, farol para o amanhã e o outrora,
Retrato para o relógio, porcelana quebrada por um grito,

Esqueci-me das coisas que já não consigo aqui mostrar;
Ferrugem apodera-se destes ossos, em tons de silêncio;
O espólio lembrado do momento que não soube esperar,
A herança para o subterfúgio, a gaveta para o prenúncio,

Pois nem só de papagaios de papel e constelações é a vida;
A estrela nascente traz a poeira doirada no bater do coração;
Maravilhamento da descoberta tornada procura, virada querida,

Origem para a altura e profundidade. Trago nas mãos a lanterna
Numa travessia vertical, jornada para a encruzilhada da redenção;
O itinerário é para o Cosmos, jardim de nebulosas... a Vida é eterna!

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