Sem uma cantiga, adormeço por baixo das tábuas do chão,
As sombras de ontem, vidros quebrados sob o pé descalço,
A sua beleza procura-me entre silhuetas, buscando perfeição,
Indago os céus, por baixo do silêncio, para lá deste percalço,
Procuramos o amor que julgamos merecer, essa é a grande verdade,
Por baixo dos quadris de camas oxidadas, baixamos os estores,
E esta voz já quase esqueceu o seu nome; sou a contrariedade
Das marés que vêm, que passam, que escutam; somos desertores
De guerras lutadas do passado, contudo, ainda rangem molas,
E vivemos entre sepulcros e paradas de rosas; essas são as escolas,
Esta comoção de multidões do Entrudo, beija-a onde não me encontro,
O ser é abstinente, é a tortura da espera, é o olhar para dentro,
Onde há uma canção de amor para cantar, pois estou farto de rezar,
Sem exceção, sem a cicatriz que o tempo deixa; este é o momento para voar.
Blog de um músico e poeta português onde este vai escrevendo e reunindo escritos poéticos.Tal como as músicas são compostos de forma única a partir do mais sublime reflexo, em retoque, do seu sentimento e poesia. Alguns poemas já pertencentes a livros, outros ainda "frescos" e originais no website...
quarta-feira, 13 de maio de 2026
Onde Não Me Encontro
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário
Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.