Tento reter vida, tal água entre as mãos escorrendo,
De cabeça nas nuvens, resta-me ainda este lugar,
Onde as gaivotas pousam, o horizonte a indicar,
Traço ancora, vislumbro o Norte, vou cedendo
Ao vento frio que contrapõe o bater do coração,
Traz sorriso ao rosto enquanto for verdadeiro;
É um ósculo a todo este céu, não tem definição,
Mesmo quando aos nossos olhos é trapaceiro,
Pois quem nunca teve um pulsar assim mentiroso?
Como um Paraíso em pausa de um instante buliçoso,
E deixámo-lo a arder, deixamos de andar de mão em mão,
É o ouro de tolos desta algibeira, e do sim vem o não,
Por onde a consciência dorme; sou a sua asa perfumada,
Por céus e mares entre abutres com um pouco de tudo, um pouco de nada...
Blog de um músico e poeta português onde este vai escrevendo e reunindo escritos poéticos.Tal como as músicas são compostos de forma única a partir do mais sublime reflexo, em retoque, do seu sentimento e poesia. Alguns poemas já pertencentes a livros, outros ainda "frescos" e originais no website...
quarta-feira, 4 de março de 2026
Um Pouco de Tudo, Um Pouco de Nada
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