sexta-feira, 24 de janeiro de 2025

A Eterna Saga

Os ponteiros do relógio contam belas histórias inauditas,
Sobre jornadas e caminhos onde o aprendizado é senhor,
Entre o silêncio das rugas, lembranças de quem acredita,
Que a Vida é para viver, então que venha a morte e seu penhor,

Cada linha no rosto é uma vivência transformada em realidade,
Há sim uma beleza dourada no refundar de cada vibrante dia,
Porque as marcas do tempo delineiam as sombras desta idade,
E é a verdade, tal clamor de cidade, o quanto eu a mim me queria,

O fim nunca é o fim, somente outro momento de passagem,
Até o brilho da alma persiste mesmo quando a pele se apaga,
Quando surgir o eterno repouso saibam, um dia serei aragem,

Na promessa do vindoiro, no palpitar esperançoso do coração,
O fim do caminho é apenas o inicio de uma nova e perene saga,
Saibam pois! Nas páginas que escrevi, outros encontrarão inspiração!

quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

Ausência - Entre Ontem e Amanhã

O espelho partido consciente por onde passo descalço,
Entorna-se nestes corredores a mármore revestidos,
Damos a nossa vida por uma revolução em doce percalço,
Que não acontece, somos a penúria de dois corpos despidos,

E quando olho para trás ainda vejo a sua mão na minha,
Aonde se vai e se quebra, novamente, o quebrado coração,
Pois ensombrado por uma gentil voz que ainda me encaminha,
E sublinha-se a negrito, encaminhado assim numa eterna monção,

E onde sepulcros se erguem, berços choram, é a triste realidade,
Pois permaneço onde estava, não caminho ainda de facto adiante,
Onde amor foi investido não foi capitalizado em total reciprocidade,

Encurralado entre o ontem e o amanhã, isto dentro de mim é vazio,
Como a beleza facilmente se torna em tristeza, é um mero instante,
A retribuição, obliterada, os lençóis amarrotados, tenho tanto frio...

quinta-feira, 2 de janeiro de 2025

As Pessoas Que Vivem No Nevoeiro

Há pessoas que vivem a vida inteira no nevoeiro, 
Sem perceber de todo de que há vida fora dele, 
Trilham caminho tal cigarro poisado em cinzeiro, 
Longe da sua dádiva, sendo só esqueleto sob a pele, 
 
Há pessoas que vivem a vida inteira no nevoeiro,
Cobrindo a face do céu, medicadas e de cinto apertado, 
Enquanto resquícios delas se acumulam em vil bueiro,
Até que o mundo lhes vai levando todo e qualquer bocado,

Acredito que estas tumbas são mais para os vivos apropriadas,
Essa é a maldição dos homens de si para sempre perdidos,
Uma festa de pijama estática de mil vontades quebradas,

Gritos suspensos, respirando sob a água, roubados de intento!
Pacatas e com as mãos sobre a boca, por névoa envolvidos,
Estas sãos as pessoas não vivas e este é o seu destino lazarento.